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Assunção Cristas entrega prémio à Câmara de Famalicão pela construção das Bétulas

“A atribuição deste prémio é mais um motivo de orgulho para Vila Nova de Famalicão e representa o reconhecimento público nacional do nosso trabalho na área da habitação social.”

Foi com estas palavras que o vereador da Habitação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, recebeu, nesta terça-feira o Prémio Construção 2011, atribuído pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). O galardão que distinguiu a construção da Urbanização das Bétulas, que acabou com as barracas na cidade, foi entregue pela ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, que elogiou a obra.

No dia 13 de Dezembro de 2010, trinta famílias de etnia cigana abandonaram as barracas no famigerado “bairro da estação”, no centro urbano da cidade, onde viviam em condições infra-humanas, desde a década de 1970, e inauguraram uma vida nova, na airosa e aprazível Urbanização das Bétulas. A obra que marcou uma nova era na paisagem urbanística da cidade famalicense foi agora reconhecida com o Prémio Construção 2011.

Promovida pelo município de Vila Nova de Famalicão, a urbanização foi construída pelas empresas Inemetro - Construções, Lda e ABB - Alexandre Barbosa Borges, S.A., com projecto dos arquitectos João Pestana, Luís Caldeira e Jorge Maia.

O Prémio IHRU 2011 pretende assinalar, através da atribuição de um prémio de prestígio, os empreendimentos de habitação de interesse social e as obras de reabilitação no meio urbano que se destacam por constituírem experiências inovadoras e exemplares, susceptíveis de merecer o reconhecimento e a ponderação do sector.

Na variante Construção foram registadas oito candidaturas. O júri incluiu representantes das seguintes instituições: Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Ordem dos Arquitectos e Ordem dos Engenheiros.

A Urbanização das Bétulas representou um investimento municipal de 2,8 milhões de euros, incluindo a compra do terreno (onde o Município investiu um milhão de euros). Para a concretização desta obra, a Câmara Municipal de Famalicão registou um apoio a fundo perdido do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana no montante de cerca de 30 por cento do valor da empreitada.

A Urbanização das Bétulas - assim designada pelo facto de o plano de arborização do conjunto habitacional contemplar a plantação de várias espécies de bétulas - está situada a sul da estação ferroviária de Famalicão, a pouca distância do local onde se encontravam as barracas. Por isso, esteve garantida a integração social das famílias realojadas.

A urbanização conta com a construção de 30 habitações (três T1, oito T2, treze T3 e seis T4), distribuídas por oito blocos de quatro pisos. Dois dos primeiros pisos de um dos blocos destinam-se à instalação de uma unidade municipal de acção social. No logradouro da urbanização está a ser estudada a criação de um pequeno espaço multifunções, vocacionado para actividades desportivas e recreativas.

Para além da resolução de um problema humano e social, que se arrastava desde 1974, a construção da Urbanização das Bétulas significou também o ponto de partida para a requalificação urbanística da zona poente da cidade.

in Correio do Minho

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