Essa vida ainda não anda por cá, ainda não está completo no que respeita a orgãos, ou seja, sem a mãe, não sobrevive... o que não acontece com alguns meses de gravidez, em que por vezes a mãe morre mas em que se consegue salvar o feto.
Sendo o acto do nascimento, tido como a vinda para este mundo.... e falando nos que por cá andam...
Proibir e julgar alguém pelo simples facto de não querer ser mãe, é injusto.
A adopção não é solução para tudo.... até lá existem 9 meses de gravidez e todas as implicações e alterações que eles trazem... infelizmente, algumas vezes, e não tão poucas quanto isso, implicam a perda de empregos, entre outros variadissimos factores.
Para defender um suposto direito à vida de um ser que ainda não está formado.... retira-se esse mesmo direito a uma mulher.
O direito à vida não é assim tão básico.... e o direito à liberdade, à escolha, o direito ao próprio corpo?
Afinal, os direitos das mulheres estão a voltar à estaca zero, em que 1º e têm de ser mães... e depois, nos tempos livres podem ter lá a vida que quiserem.... desde que isso nunca interfira com o seu papel de mãe... mesmo que à força.
Nunca irei apoiar uma maternidade forçada, nunca irei pôr sequer a hipótese, que a mulher não tenha direito à sua sexualidade.
Os problemas pós traumáticos que possam vir com o aborto, do ponto de vista psicológico, podem vir com qualquer contrariedade da vida... as depressões não se singem ao aborto. Muitos perguntam.....se custa tanto, porquê fazer a primeira vez?
Sim custa, essa pergunta nem se devia pôr. Porquê fazer? Nunca fizeram nada que vos custasse muito, mas que tinha de ser? ( sortudos)
Uma mulher não pode dizer não a uma gravidez.... mas uma lei pode dizer não a uma mulher, dizer que não tem direito a escolher a vida que quer ter.... O mundo não é côr-de-rosa, uma gravidez muda tudo, e sendo não desejada, muda muito mais e de forma drástica.
Legalizar o aborto, não obriga niguém a fazê-lo, só não incrimina quem o faz, não fica com cadastro para o resto da vida, só por não querer ser mãe.