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Caros amigos: Informamos que já está em desenvolvimento um novo projecto da Futureng. Trata-se de um espaço que pretende ser uma verdadeira Enciclopédia do Light Steel Framing, onde tanto o público como os técnicos e profissionais da construção civil podem tirar as suas dúvidas. Aqui está o endereço: http://futureng.wikidot.com/ Caso tenha alguma questão a colocar-nos, por favor, não hesite em contactar-nos ou em adicionar os seus comentários nos artigos já disponíveis.
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No dia 12 de Julho de 2009, o segmento central do programa Arquitectarte da RTPN incluiu uma entrevista ao arquitecto Cláudio Vilarinho, autor do projecto da moradia em Irivo, Penafiel, em debate neste tópico, cujo projecto de estabilidade foi elaborado pela Futureng. Aqui está a entrevista: http://futureng.wikidot.com/12-07-2009-arquitectarte
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A revista Arte & Construção publicou uma entrevista com o Arqº Cláudio Vilarinho a propósito do Prémio Mobilidade 2007 que lhe foi atribuído. O artigo é ilustrado com fotografias do arquitecto junto a uma das suas obras cuja engenharia foi projectada pela Futureng com estrutura em aço galvanizado. A construção da moradia esteve a cargo da empresa Objecto. Poderá saber mais sobre esta obra clicando aqui.
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Caros amigos: Informamos que já está em desenvolvimento um novo projecto da Futureng. Trata-se de um espaço que pretende ser uma verdadeira Enciclopédia do Light Steel Framing, onde tanto o público como os técnicos e profissionais da construção civil podem tirar as suas dúvidas. Aqui está o endereço: http://futureng.wikidot.com/ Caso tenha alguma questão a colocar-nos, por favor, não hesite em contactar-nos ou em adicionar os seus comentários nos artigos já disponíveis.
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Já agora, caro colega, poderia informar-me qual a empresa onde trabalha?
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Visto que muitos têm manifestado interesse em saber mais sobre o Light Steel Framing, a Futureng pretende efectuar apresentações multimédia, com entrada livre, sobre o sistema construtivo. Ao longo de cerca de duas horas, apresentar-se-ão brevemente os fundamentos básicos do sistema e as vantagens na construção de moradias e reabilitação de imóveis. Utilizar-se-á uma linguagem acessível ao público em geral, incluindo diversas fotos explicativas do processo construtivo. No final, será reservado algum tempo para responder às questões dos presentes. Lembro que a Futureng não é uma empresa construtora mas sim um gabinete técnico, sendo sua intenção divulgar o LSF e esclarecer o público. Visto que não sabemos a receptividade desta nossa ideia, ainda não estabelecemos o mês ou o local. Assim, caso alguém pretenda assistir, poderá preencher o formulário apresentado aqui: http://www.futureng.com/forms/form001.htm Os arranjos definitivos serão anunciados no site da Futureng.
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A relação entre os isolamentos à base de lãs de vidro ou de rocha e os riscos para a saúde dos aplicadores e moradores continua a ser uma questão polémica para alguns. No entanto, o facto é que este tipo de materiais de isolamento continuam a ser aplicados em grande quantidade, tanto nos Estados Unidos como na Europa. Após uma revisão de todas as pesquisas médicas e científicas, realizadas nos últimos quinze anos por um grupo de trabalho formado por 19 dos maiores especialistas em saúde e segurança sobre fibras, no dia 16 de Outubro de 2001, o IARC - Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro (entidade ligada à OMS) emitiu um relatório conclusivo, classificando as fibras da lã de vidro e de rocha no grupo 3, ou seja, foram consideradas não classificáveis como cancerígenos para os seres humanos. A classificação anterior, estabelecida em 1998, não continha dados médicos e científicos conclusivos referentes a possíveis riscos no uso das lãs de vidro. Desta forma, esta nova classificação atestada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) reforça a ideia que as fibras minerais fabricadas pelo homem respeitam a saúde humana. Para informações mais detalhadas, veja-se aqui a tradução completa da matéria publicada e que poderá ser lida, em inglês, no site do IARC. Ainda assim, para os mais cépticos, lembramos que na construção LSF poderá ser utilizado qualquer outro material de isolamento térmico e acústico, embora talvez não alcançando a melhor relação performance/preço. A cavidade entre perfis nas paredes, usualmente de 150mm x 600mm x 2700mm (espessura dos perfis x espaçamento x altura da parede), pode ser preenchida com outros materiais adequados, além do isolamento térmico pelo exterior (ETICS).
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Na verdade, na sua essência, o sistema construtivo conhecido por LSF (Light Steel Framing) não recorre a elementos estruturais pesados, sejam metálicos ou em betão. Começando pela definição óbvia, a palavra Steel indica a matéria prima usada na estrutura, o aço. Naturalmente, não se trata de qualquer tipo de aço mas sim a liga com a resistência e galvanização adequadas à construção de estruturas, conforme o previsto na legislação. A inclusão de Light, ou leve, indica que os elementos em aço são de baixo peso uma vez que são produzidos a partir de chapa de aço com espessura reduzida. Também para focar essa característica, muitas publicações usam o termo Light Gauge (gauge é uma unidade de medida, agora quase em desuso, que define a espessura das chapas de metal). Outros designam o aço por Cold Formed Steel, ou seja, aço moldado ou enformado a frio, como referência ao processo de moldagem da chapa através de processos mecânicos à temperatura ambiente, tal como a quinagem ou a perfilagem. O termo Light também lembra que não é necessário utilizar equipamentos e maquinaria pesada na construção. Também ressalta a flexibilidade, dado que permite qualquer tipo de acabamento exterior e interior. Além disso, devido aos materiais usados, o próprio peso do edifício é baixo. Ainda assim, o LSF pode ser usado com grandes vantagens em associação com elementos estruturais pesados, tal como o ferro e o betão. Isso é especialmente notado em obras de reabilitação de edifícios antigos ou na ampliação de espaços. Também, alguns edifícios novos com estruturas mais tradicionais podem ser beneficiados com a inclusão de elementos resistentes mais leves em certos pontos da obra, tal como as paredes exteriores ou na cobertura.
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Na sequência do referido por mim neste post, passo a responder às questões do Imorgado que me foram colocadas aqui. Tentarei responder numa linguagem mais "leiga" para que todos os visitantes, especialmente os não profissionais da área da construção civil, possam entender mais facilmente. Comecemos pelas limitações do Light Steel Framing... Para esclarecer este ponto convém perceber as origens do LSF. Trata-se de uma evolução do típico "wood framing" (estruturas em perfis de madeira) norte americano utilizado essencialmente na construção residencial unifamiliar. Assim, a legislação americana e europeia limita os edifícios integralmente construídos com perfis em aço galvanizado enformados a frio a um número reduzido de pisos, usualmente dois pisos mais sótão visitável, além da eventual cave em betão armado. Isto acontece porque os perfis montantes usados são de reduzida espessura (não mais de 1,5 mm) sendo que cada um deles, com uma altura de 2,70 m e 150 mm de secção por exemplo, não pesa mais de 8,5 kg. Além disso, visto que os perfis e vigas de paredes exteriores e interiores, pisos e coberturas, estão espaçados no máximo a 60 cm, formam-se milhares de conexões rotuladas (todas as fixações são efectuadas por parafusos auto roscantes) que conferem flexibilidade à estrutura. Esta é uma enorme vantagem, no caso de sismo, para edifícios de pouca volumetria, tornando-se no entanto impraticável em edifícios de apartamentos com vários pisos. No entanto, o LSF não fica limitado à habitação residencial ou moradias unifamiliares. O baixo peso do aço aliado à sua grande resistência mecânica, fazem deste sistema o ideal para conjugar com outros elementos estruturais, tal como o betão ou as vigas de aço pesado, na execução de edifícios de grande altura. Ou seja, em prédios, os principais elementos estruturais podem ser aligeirados visto que as paredes exteriores e interiores, se construídas com aço leve, representam uma fracção do peso das paredes convencionais em alvenaria. Além disso, certas zonas estruturais podem ser construídas apenas com aço, tal como acontece com pisos e coberturas, uma vez mais lançando menos peso sobre a superestrutura principal. A vantagem acima pode ser explorada ao máximo da sua potencialidade em obras de reabilitação urbana. Edifícios que mantêm as suas fachadas podem ser completamente renovados ou ampliados, com pisos intermédios, novos pisos e novas coberturas, usando apenas o aço leve. Nestes casos, a estrutura antiga acaba por receber menos cargas do que antes, resolvendo problemas de engenharia que se tornariam difíceis ou extremamente caras usando o betão armado ou o aço pesado. Passemos à questão dos vãos... Neste caso, a excelente relação entre o baixo peso e a elevada resistência das peças em aço enformado a frio (chamemos-lhe aço leve), permitem alcançar vãos iguais ou superiores aos da construção vulgar, com vigas e lintéis em betão armado, lajes maciças ou aligeiradas com vigotas de betão pré-esforçado. Convém no entanto recordar que, para se obter o máximo desempenho das estruturas em LSF perante um sismo, é importante respeitar a filosofia básica do sistema, ou seja, a distribuição de cargas pelo perímetro e/ou por algumas paredes interiores. Este conceito diverge definitivamente da construção em betão ou em aço pesado (vigas HEB e afins), onde as cargas se concentram em sapatas. Assim, uma estrutura em LSF é tanto mais eficiente perante um sismo quanto mais área de perfis montantes, não interrompidos, existir. No entanto, isso não implica uma limitação arquitectónica. Se existirem aberturas muito rasgadas nas fachadas, o engenheiro recorre a soluções que passam pela criação de vigas de cabeceira e à junção de vários perfis ou vigas em certos pontos. Lembro que em todos os casos mencionados acima, existem ainda outras vantagens a adicionar, nomeadamente, a eliminação de cofragem e de suportes, eliminação de tempos de secagem e de abertura de roços, espaço entre perfis para a colocação de materiais de isolamento térmico e acústico com a consequente melhora do conforto e qualidade do ar interior. Espero ter fornecido alguns esclarecimentos em relação às questões do Imorgado. Cumprimentos,
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Caro Imorgado e restantes utilizadores: Visto existir um tópico com um tema mais adequado, respondo a esta questão no tópico Construção em Aço (LSF) referido acima pelo moderador lllARKlll, ficando este tópico liberto para a discussão da moradia que lhe deu origem. Por lá nos encontraremos,
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Caros amigos: Sendo um utilizador recente do Arquitectura.pt, comecei por efectuar algumas intervenções sobre o LSF, sistema com que trabalho há mais de doze anos. Os comentários de esclarecimento que coloquei vieram a propósito de uma moradia bastante interessante, da autoria do Arquitecto Cláudio Vilarinho, cuja engenharia foi executada pelo gabinete onde trabalho. O tópico pode ser visitado aqui. Visto que, no referido tópico, um dos moderadores lembrou a existência deste outro anterior, pareceu-me mais adequado transportar para aqui algumas das questões que estavam a ser debatidas. Além disso, apercebi-me que existem temas que foram abordados neste tópico que poderiam ser melhor desenvolvidos, coisa que farei em próximas intervenções. Cumprimentos,
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São de facto placas de OSB, classe 3. Estas placas são aplicadas como revestimento estrutural, ou seja, são levadas em consideração no cálculo de estabilidade por garantirem a consolidação de todos os elementos estruturais, sendo fixas através de parafusos adequados. No entanto, um revestimento estrutural, seja de OSB ou de outro tipo de placas, não é concebido para estar exposto aos elementos. Serve como revestimento do esqueleto mas necessita posteriormente de um acabamento final. O revestimento final mais comum no nosso país é o Reboco Térmico pelo Exterior (conhecido pelo acrónimo ETICS ou EIFS). Trata-se de um sistema composto que emprega placas de poliestireno expandido (EPS), usualmente com 50 mm de espessura, coladas ao revestimento estrutural e reforçadas por esquineiros metálicos. O EPS, com uma densidade de cerca de 20 kg/m3 e auto-extinguível ao fogo, é posteriormente revestido com uma argamassa polimérica fina reforçada por uma armadura em fibra. Finalmente aplica-se a camada final de revestimento com a cor e a textura prevista na arquitectura. As grandes vantagens do Reboco Térmico passam pela eliminação das pontes térmicas e das condensações no interior das paredes. O ponto de orvalho, se existe, só é alcançado no exterior. A resistência mecânica, devido à armadura colocada, é tão elevada quanto qualquer outro reboco convencional, apesar de possuir uma lâmina de apenas alguns milímetros. Todos os materiais empregues devem ser certificados e compatíveis entre si. Depois de pronto, o reboco final torna a casa indistinguível de qualquer edifício convencional no entanto os níveis de isolamento térmico e acústico são muito superiores aos habituais. Este tipo de edifícios alcançarão um excelente desempenho ao serem submetidos ao processo de obtenção do Certificado Energético previsto no Decreto-Lei que aprovou o Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios.
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A pergunta referente aos preços, como pode calcular, é sempre de difícil resposta. Como sabe, existem muitos automóveis nas estradas e a maioria possui as mesmas características básicas. No entanto, os preços variam imenso consoante as marcas e os níveis de equipamento de cada um. O mesmo se aplica a uma casa. Usualmente, são os níveis de acabamento e do equipamento que fazem a diferença nos valores. O que lhe podemos dizer é que uma habitação com estrutura em aço é comercializada sensivelmente pelo mesmo preço de uma casa vulgar. A vantagem do sistema LSF não reside no preço mas sim no que o cliente obtém pelo mesmo valor. Ou seja, pelo mesmo preço de uma casa em alvenaria, o proprietário obtém mais conforto térmico e acústico, menor risco de vida em caso de sismo, menor manutenção e terá a sua casa pronta mais cedo. Os preços actualmente praticados para a venda de moradias unifamiliares com acabamentos médios rondam os 650 a 700 euros por metro quadrado, na área suburbana de Lisboa. Conforme dissemos acima, os preços da construção LSF são similares. Podem, no entanto, existir certas circunstâncias que permitam uma redução substancial dos valores. Por exemplo, para quem pretende construir diversas moradias, geminadas ou de plantas similares numa urbanização, será possível diminuir grandemente os custos de transporte e deslocação de materiais e pessoal. Além disso, é possível montar certos elementos da estrutura em armazém e posteriormente transportá-los para o local da obra, coisa que é impossível fazer nos processos convencionais de construir. Isto poderá também reduzir os preços finais da construção. Carlos Pereira www.futureng.com
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Exacto. A Futureng executa os projectos de estabilidade, incluindo o betão armado para fundações, caves e muros bem como toda a estrutura metálica em aço galvanizado enformado a frio para a execução de paredes exteriores e interiores, lajes e coberturas. A Futureng fornece ainda a pormenorização para a execução da estrutura metálica. A arquitectura não é da nossa responsabilidade. Apenas realizamos a engenharia de todo o tipo de moradias unifamiliares ou de reabilitação de edifícios antigos que os construtores ou proprietários nos apresentam. Já agora referimos que, quase sem excepções, a arquitectura que nos chega não foi pensada para tirar proveito das enormes vantagens que o Light Steel Framing (LSF) apresenta ao arquitecto, das quais apenas refiro a menor espessura das paredes, com o consequente ganho em espaço interior mas com incomparável melhoria das condições térmicas, acústicas e da qualidade do ar interior. O baixo peso dos materiais, apesar da sua grande resistência, é outra vantagem que poderia ser aproveitada por quem projecta um edifício. Cumprimentos, Carlos Pereira www.futureng.com
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Para informação de todos os visitantes, esta obra está a ser executada segundo o sistema Light Steel Framing. O gabinete de engenharia que efectuou os projectos de execução desta obra, a empresa FUTURENG (www.futureng.com) dedica-se em exclusivo a este sistema construtivo, sendo que no seu site estão contidas extensas informações sobre as técnicas, materiais e vantagens. Lembro ainda que a empresa construtora, a OBJECTO, já executou diversas obras em LSF podendo várias delas ser visionadas nas páginas daquele gabinete de engenharia neste endereço: http://www.futureng.com/parceiros/construtores/objecto.htm Já agora, como responsável pela promoção do Light Steel Framing, pergunto se poderei incluir no site da Futureng uma referência a este portal de arquitectura... Cumprimentos, Carlos Pereira FUTURENG
