Meus caros amigos,
Em primeiro lugar, gostaria de vos agradecer por todas as respostas dadas até ao momento (18 de Junho de 2007). Em segundo, a solução que vou, em princípio seguir, toca nalguns pontos sugeridos por vós, pese embora não tenham visto ao vivo e a cores o problema, o que certamente vos dificultou e muito a sua análise.
Passo a explicar. Um amigo meu, jeitoso para estas coisas, não um nabo como eu, vai fazer quatro bases quadrangulares em ferro na espessura de 05 mm com quatro parafusos inox soldados nessa peça.
Estes parafusos coincidem com os quatro furos das sapatas que vieram com a própria pérgola. Para alem disto, na parte debaixo destas bases quadrangulares vai soldar uma espécie de pequenos picos. Complicado? Nem por isso. Por esta altura já estarão a pensar, mas para que raios servem os ditos picos, certo? Bem, já lá vou.
Depois das bases quadrangulares feitas, com os quatro parafusos soldados, um a cada canto, e com os ditos picos soldados na parte debaixo do quadrado, passa-se à etapa seguinte.
No sítio exacto onde as bases quadrangulares vão assentar nos mosaicos, faz-se umas marcações com um lápis. Depois, pega-se numa rectificadora e fazem-se uns pequenos rasgos aleatórios nos mosaicos, mas sem nunca os perfurar.
De seguida, constroem-se quatro pequenas caixas em MDF com cerca de quatro/cinco centímetros de altura, dependendo do tamanho dos parafusos soldados. Estes quadrados em MDF forrados com plástico (para que o cimento não se agarre) serão a cofragem para chumbar nos mosaicos com cimento, cada uma das bases quadrangulares de ferro.
Lembram-se dos pequenos picos na parte debaixo da peça quadrangular? - Pois bem, servem para agarrar, para não deixar derrapar nem descolar com a força do vento, todo o conjunto dos mosaicos. São uma espécie de reforço interior ou se quiserem uma apólice de seguro com alguns riscos.
Desta forma, o resultado é um rectângulo de cimento colado ao chão, com quatro parafusos a cada ponta, com cerca de quatro centímetros de rosca fora do cimento que serviram para aparafusar a base das sapatas da pérgola.
Digam lá. O meu amigo é um gajo genial não é? Com eu costumo dizer, é um gajo como há poucas gajas.
Continuando. Deste modo evito furar o chão, resolve-se o problema da questão do isolamento e monto o raio da pérgola que está estacionada na minha sala- de-estar (de estar pouco ultimamente) vai para três semanas, deixando a minha querida mulherzinha de me infernizar a vida.
Eu sei, eu sei. Alguns de vós, por esta altura, já estarão a pensar no seguinte: E se o vento for muito forte será que os blocos de cimento colados ao chão não vão descolar-se dos mosaicos e nessa altura a pérgola poderá virar papagaio.
Pois bem meus amigos, nessa situação, quem entra na jogada é a Nossa Senhora de Fátima, não sou eu nem o meu amigo, porém eu tenho muita fé nela.
Finalmente, queria dizer-vos que todas as sugestões/comentários positivos, destinados a melhorar esta grande aventura, são bem-vindos e como tal, são livres de os continuarem a enviar.
Um abraço a todos,
Carlos Costa Dias
PS - nem todos os dias são dias de azar… será?