Joel Fernandes
O espaço habitável nasce, respondendo às restrições volúmicas impostas. Cria-se um objecto que funciona num sistema de rotação onde à sua volta se organizam, em suspensão, os espaços funcionais básicos às necessidades do utilizador. É sustido por uma estrutura tubular metálica, produzindo uma certa tensão entre elemento que sustenta este leve volume auto-portante e o sistema rotativo. Este movimento giratório do corpo em torno de um eixo , mudanças de configurações espaciais, oferecem ao habitante a hipótese de usufruir das mesmas sem sair do espaço central. Desta forma, é colocada uma plataforma fixa no objecto, principiando ulteriormente uma transição para uma diferente orientação. Esse plano é rebatido após o acto de "rodar", recuperando a área do espaço comum. O processo de giração presenteia um conjunto de multifuncionalidades aos pequenos volumes salientes para o exterior, assim como uma diferença de iluminação, onde a presença variável da cor reconfigura a atmosfera interior nas diferentes direcções, estimulando quem habita. No meio nocturno, é desencadeado um jogo de luzes, que se deixa revelar pela translucidez do elemento vítreo, exibindo assim de forma pouco clara e nítida, acontecimentos no seu interior. Sugere-se que o volume seja colocado numa zona verde, acolhendo diferentes enquadramentos de vista, em confronto e relacionamento com a urbe. A ideia de verticalidade remete para um estado do “inatingível”, mas perceptível no momento de funcionamento.