-
Posts
5034 -
Joined
-
Last visited
-
Days Won
5
Content Type
Profiles
Forums
Events
Everything posted by JVS
-
Conclusoes 1 . O Arquitecto Tomas Taveira tem 4 obras entre as mais horriveis de Portugal. 2 . Agueda tem 2 obras. 3 . Esqueceram-se daqueles edificios simplesmente horriveis na Rotunda do Marques de Pombal.
-
Aqui podem ver o artigo. A Lista dos presumiveis horrores sao: 1. Sede da Caixa Geral de Depósitos, Lisboa 2. Praça do Martim Moniz, Lisboa 3. Estádio José Alvalade, Lisboa 4. Centro Comercial Colombo, Lisboa 5. Ampliação da Cinemateca Portuguesa, Lisboa 6. Parque dos Príncipes, Lisboa 7. Largo de Algés e viaduto, Algés 8. Edifício das Amoreiras, Lisboa 9. Shopping Cidade do Porto, Porto 10. Arranjo paisagístico em frente à Universidade Católica, Porto 11. Ponte Europa, Coimbra 12. Fórum Coimbra Shopping, Coimbra 13. Edifícios de habitação ao lado do Palácio do Freixo, Gondomar 14. Hotel Eden, Lisboa 15. Torres São Rafael e São Gabriel, Parque das Nações, Lisboa 16. Igreja do Santo Condestável, Lisboa 17. Edifício da Império, Rua Alexandre Herculano, Lisboa 18. Edifício BNU, Av. 5 de Outubro, Lisboa 19. Centros Comerciais da Mouraria, Martim Moniz, Lisboa 20. Centro paroquial e Igreja de S. Francisco de Assis, ao cimo da Calçada das Lajes, Lisboa 21. Sede da MacCann, Amoreiras, Lisboa 22. Basílica de Fátima, Santuário de Fátima, Cova da Iria 23. Centro comercial em frente ao Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto 24. Centro Comercial Dallas, Porto 25. Agência da Caixa Geral de Depósitos em Elvas 26. Feira Nova em Chelas, Lisboa 27. Edifício Marconi, Lisboa 28. Torres de Lisboa, Lisboa 29. Estádio Municipal de Leiria 30. Centro Comercial de Ponta Delgada, Açores 31. Hotel Colombo, Santa Maria, Açores 32. Ampliação do Hospital de Santo António, Porto 33. Santuário de S. Bento da Porta Aberta, à entrada da serra do Gerês, Terras de Bouro 34. Praça 1º de Maio, Viana do Castelo 35. Sé de Bragança 36. Torre do Arnado, Coimbra 37. Shopping e Business Centre, Coimbra 38. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 39. Santuário do Sameiro, Braga 40. Cristo Rei, Almada 41. Santa Luzia, Viana do castelo 42. Praça do Areeiro, Lisboa 43. Oceanário, Lisboa 44. Marina de Vilamoura 45. Estação de Santa Apolónia, Lisboa 46. Arranha-céus de Cassiano Branco, Praça de Londres, Lisboa 47. Conjunto de edifícios na Avenida Sidónio Pais, em frente ao Parque Eduardo VII, Lisboa 48. Capela dos Ossos, Évora 49. Aeroporto da Portela, Lisboa 50. Faixa central do Parque Eduardo VII, Lisboa 51. Balão Panorâmico na baía do Funchal 52. Edifício da Segurança Social (conhecido como "Torre *****sca), em Aveiro 53. Direcção da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra 54. Módulo de Exposições Temporárias e Centro Multimédia da Fortaleza de Sagres 55. Edifício sede da Revigrés, Barrô-Águeda 56. Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro 57. Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz 58. Centro Cívico de Barrô, Águeda
-
Por mim estudava tres casos intensamente e tirava conclusoes e sugeria uma quarta. Mais vale fazer um trabalho com mais profundidade do que um trabalho com muitos exemplos e superficial.
-
:icon_blink: Como dizia um professor de projecto do 4 ano existem certas palavras que devem ser proibidas do vocabulario dos arquitectos. E elas sao: Giro Dinamico. Segundo alguns arquitectos mais fundamentalistas como o arq. Manuel Vicente nao se deve aplicar adjectivos na analise de arquitectura. Segundo um prof. de projecto do 5 ano dizia ele que nao existia Historiadores nem teoricos de arquitectura e em Portugal nao existiam cristicos de arquitectura. Passando para a minha opiniao... so sei que afirmar o seguinte: Nao sou um linguista, nem eloquente a falar nem a escrever. Nao perco tempo a rever aquilo que escrevo. Mas esta frase levou-me a escrever este texto... o jovem em questao justificou a frase com um texto mais apropriado. Resumindo. Nao se escreve assim. Ate parece ter piada... tenham cuidado a escrever...
-
A diferenca entre estes artistas e o Calatrava eh que estes pensam que pasta fazer isto e ja esta. Eh por estes exemplos que o Calatrava continua ser o melhor arquitecto-engenheiro. Porque em cada obra revela uma inovacao.
-
Um forum e um espaco de partilha de conhecimentos se o menino vem ca ver projectos e mandar este tipo de bocas mais vale ficar calado. Se sabe alguma coisa sobre este projecto partilhe. Eh por estas e por outras que eu nao acredito nos resultados milagrosos de o forum ter 5000 membros ou chegar a 10 mil... no final os resultados sao sempre os mesmos. Vem estes turistas que diem conhecer os projectos mas depois nao partilham rigorosamente nada.
-
Parece ser um exercicio arquitectonico bastante interessante e curioso porque revela que existe um conceito de estadio inovador. Nao consegui compreender atraves do topico qual seria esse conceito que leva a referir ter algum interessante e ser uma curiosidade.
-
Continuo a achar feio. Gosto do exterior. Da superficie exterior. Quando o arquitecto decide cortar e retirar blocos e dah aquela acabamento aos interiores faz-me lembrar os acabamentos da arquitectura bauhaus muito pobres. Este contraste apesar de ser interessante nao deixa de nao ser interessante a nivel vivencial e de arquitectura. Parece-me mais um objecto habitacional do que um lugar habitado. Parece-me a mim que este projecto, a maneira como ele foi concebido, ser uma mera brincadeira de cheio e vazios onde o arquitecto retira blocos de um grande bloco e resulta nisto. Uma operacao simples que claro deve ter sido complexa mas resulta num mero objecto. NUm brinquedo para as criancas brincarem...
-
Feio.
-
'> A Rotunda antes de ter a Grande Estatua.
-
Tenta participar em concursos literarios.
-
Imaginem um saco e imaginem arquitectura. Um saco materializado em arquitectura. A ideia de saco cheio de coisas e de alunos. Um Saco. Num olhar imediato o leitor fica perplexo com o assunto e pensa que isto eh uma parvoice completa. Pode pensar no que quiser. A Ideia de Escola de ser um espaco onde o conhecimento eh ensinado as criancas e a educacao e ensinada em Familia, eh uma ideia muito ultrapassada. Talvez tenha algum sucesso nos bairros mais calminhos de Lisboa e do interior de Portugal. Essa ideia de ensino vai acabar. A Escola aos poucos vai-se tornar num Saco com tudo e mais qualquer coisa. Antigamente havia colegios internos, muitos. Eram privados. Havia a Casa Pia que era... talvez fosse do Estado... nunca percebi. ORa o futuro vai ser o regresso dos Colegios Internos neste caso publicos. Quando refiro que A Escola é um Saco quero dizer que uma escola vai ter alem de salas de aula, um centro de acolhimento para criancas, um refeitorio com refeicoes todo o dia, um clube de actividades ludicas, etc... A Escola vai passar a ser a Primeira Casa e a Primeira Familia de algumas criancas quase abandonadas por esse pais fora que passam fome. Eh neste sentido que a Escola e um saco, ou seja, e um somatorio de varios conceitos... Cada Escola ira funcionar como celulas de apoio. Antes de ensinar dara apoio a crianca. Estas Casas/Familias/Escolas serao o resultado duma evolucao. E agora questionam como isto pode dar neste resultado estranho e quase surreal. No momento em que passam uma aluna com 4 negativas por ela passar fome, pela mae dela estar doente e o pai nao querer saber da filha, os professores passam a ser uma especie de responsaveis da aluna. Nesse sentido e dentro desta logica, num futuro proximo a escola passara a ser a Casa. Os alunos, os auxiliares e os professores serao a Familia. E os professores lhe darao o Ensino. Neste momento alguns encarregados de educacao depositam total responsabilidade do aluno sobre os professores e nao o contrario. Portanto comecem a imaginar Escolas que sejam mais do que estabelecimentos de Ensino porque simplesmente o velho conceito de ensino morreu.
-
E voces nem sabem como vai o estado do ensino em Portugal...:x:x... nao fazem a minima ideia... ontem depois das reunioes de avaliacao eu estava muito triste e desiludido com esta aventura no ensino... nem vos passa pela cabecinha como eh que eh possivel isto acontecer... mas hoje um arquitecto exprimiu exactamente a mesma revolta e disse que tinha dito exactamente nas reunioes do Conselho Pedagogico... infelizmente parece que nao surtiu efeito... mas enfim... tentou... E dentro has conclusoes da reuniao dentro de dias vou expor um esquema da escola do futuro. Nao comecem a pensar que seja uma escola idealizada... nao. Nao eh uma escola ideal daquelas que todos ficam a sonhar apaixonadamente cheias de esperanca, antes pelo contrario eh o futuro das escolas num futuro muito proximo... :)
-
Mauzinhos...:)
-
Finalmente aprendi a mexer no 3d do Archicad e aquilo eh muito melhor que o Autocad... porem......:p
-
Um jogo excepcional. Convido-vos a jogar este jogo e quanto mais estivermos la mais hipoteses temos de criar uma Guilda so de arquitectos. O Jogo foi sugerido por um aluno meu na escola. . As coisas que se aprendem com os miudos. A outra foi ouvir Kuduro Mix...:p
-
[ame=" "]YouTube - 1989 Tiananmen Square Protests[/ame] [ame=""]YouTube - 1989 Tiananmen Square Protests[/ame] Um Homem contra uma Coluna de Tanques.
-
Liberalismo e Arquitectura (1) Por João Luís Ferreira A primeira assumpção que fazemos é a de que vivemos num tempo em que abundam os diagnósticos mas escasseiam as respostas. Há, no domínio da opinião, a convicção, senão mesmo o consenso, que, de algum modo, tudo já foi experimentado e tudo já mostrou as suas fragilidades e os seus evidentes insucessos. Politicamente, a prova da desistência é a redução da percepção da vida política à perspectiva quase exclusiva da vida económica, como se a realidade económica se sobrepusesse a todas as outras formas da existência em que o ser humano e as comunidades humanas vivem e se manifestam: o conforto e a riqueza como finalidades da existência, garantia da realização pessoal e da autonomia individual. Há, entre outras, uma razão para isso: as relações humanas têm na vida económica o ponto de contacto mínimo necessário para a organização da subsistência, primeiro, do bem estar, depois, e da satisfação lúdica, por fim. Podemos nada ter em comum com os outros, podemos até rejeitá-los, mas sempre temos de minimamente contactá-los para trocar bens e serviços de que temos necessidade e que, no nosso isolamento, não conseguimos produzir. Temos, pois, de reconhecer, que pelo menos num nível mínimo somos seres de comunidade e de relação. E se assim é, há um plano ou grau da nossa vida em que partilhamos interesses comuns e que desejamos seja, no nosso interesse, um espaço em que a liberdade individual não seja posta em causa. Este espaço é o espaço público. O espaço público é um lugar de encontro e de convívio a que, individualmente, cada um acede por iniciativa própria, na procura de um complemento de si, naquilo em que não se realiza isoladamente, e no qual aceita, não só a liberdade de iniciativa dos outros, como, também, tem a expectativa de ser aceite pelos outros. A qualidade desse espaço público é o reflexo do que as iniciativas individuais, no seu movimento, dão e recebem na construção de uma liberdade partilhada que é, ao mesmo tempo, a garantia da liberdade individual. A redução à economia é, apenas, a redução ao grau mais baixo ou elementar das relações humanas. A história do amor mostra-nos que não é só a economia que orienta as nossas vidas. A construção do espaço público comum tem duas formas institucionais de se fazer representar: o direito e a arquitectura. O direito, cuja finalidade está na ideia da Justiça, como disciplina que organiza e hierarquiza os interesses individuais em ordem ao interesse comum e a arquitectura, cuja finalidade está na ideia de Paraíso, como disciplina que organiza e hierarquiza os lugares, como palcos, onde os indivíduos permanecem e partilham as suas vidas. O direito e a arquitectura são sempre o espelho de uma comunidade e dos seus valores, dos seus interesses individuais e da sua ideia de partilha, comunhão e de verdade. Tudo o resto pode intervir no tempo da existência sem influir no espaço da existência, ou pode influir no espaço da existência de modo fortuito e episódico sem que transcenda o tempo da sua apresentação. Tudo o resto pode, até, marcar o tempo e constituir uma memória, pode vir a influenciar o direito e a arquitectura, mas o direito e a arquitectura não têm, pela sua natureza, outra forma de concretização que não seja a determinação efectiva das relações entre os homens e a sua hierarquia e a organização do espaço como um palco onde se concretizam essas relações. Um poema, um quadro, uma peça, um filme, podem estar fora do seu tempo (antes ou depois), podem ficar guardados numa cave ou num baú, mas as leis e os seus princípios, as praças, as ruas, as casas e os monumentos estão sempre presentes no mesmo espaço, um espaço concreto e determinado. As comunidades, os países, os estados, as nações e as pátrias são um reflexo do seu direito e da sua arquitectura enquanto expressão da sua ideia de espaço público e de espaço privado, ou seja, da sua ideia de liberdade. Liberalismo e Arquitectura (2) Por João Luís Ferreira Ao longo da história e da existência dos homens em comunidades, sempre houve um permanente compromisso e um permanente conflito que pelo direito e pela arquitectura se procuraram equilibrar. O direito e a arquitectura, como disciplinas que formam os parâmetros da existência comum dos homens, e que existem pela sua determinação e implantação no real quotidiano, geram uma constante e sempre presente expectativa de acção dentro dos limites ou compromissos entre todos e, neste sentido, esse real permite, aspira e constrói um ideal. A expectativas de cada um não se reduzem, assim, dentro do referido compromisso, a uma expressão da vontade individual, seja por juízos não consagrados nos princípios do direito, seja por obras que não interpretem os pressupostos da vida comunitária e de que todos têm uma expectativa individual. O direito exige do juízo e da sentença, que se reporta aos princípios da lei vigorante e à sua interpretação; a arquitectura, desenha-se e constrói-se entre o conteúdo simbólico que é próprio a cada espaço público ou privado e a criação artística que ao arquitecto cabe na interpretação do arquétipo e à sua recriação em novas formas. Tradicionalmente, a arquitectura sempre fez corresponder as suas formas aos símbolos que em cada época representavam a verdade assumida (compromisso ou sagrado) pelas comunidades e, constituiu-se, por isso, como uma forma de saber com a sua gramática, a sua retórica e o seu modo próprio de problematizar, interrogar e defender as suas razões. Mesmo na modernidade, na modernidade filha da filosofia moderna e do cientismo que lhe é intrínseco, a arquitectura deduziu ou traduziu as formas políticas que no direito ganharam foros de cidadania. Porém, se nas formas tradicionais a arquitectura (incluo sempre o urbanismo na disciplina da arquitectura) assumia toda uma simbólica e um mester, é verdade também que, nas sequelas da modernidade, essa simbólica e esse mester deixou de ser exigido na sua prática quotidiana. Hoje em dia vive-se, como dissemos no início, num tempo em que parecem estar exauridas todas as formas de saber simbólico que outrora, e não assim tão longe, davam uma base comum, comunitariamente aceite por quem fazia arquitectura, e por quem dela apenas usufruía. Mas acontece, conforme a nossa tese, que a arquitectura é o espelho da nossa forma de estar e de pensar e, por isso, a crítica que fazemos ao nosso tempo é em grande parte a crítica que fazemos à imagem das nossas cidades, vilas, aldeias e metrópoles. E essa crítica se tem expressão numa forma de individualismo sem regra que isolou os homens em si mesmos numa espécie de egoísmo sem saída, não se resume a isso, porque o individualismo é a base do reconhecimento do outro, o seu princípio. O que se perdeu foi o que chamámos assumpção de uma verdade, transcendente aos indivíduos, e que os unia ou, melhor dizendo, que exprimia e identificava as suas afinidades. O erro moderno de identificar o princípio da individuação com a descoberta da interioridade, substituiu a descoberta da subjectividade que, essa sim, estabelece a diferença dos indivíduos em relação ao que lhes é afim, chamemos-lhe Uno. O reflexo disso nas aldeias, nas vilas e nas cidades é a imagem de uma procura individual de se representar a si mesmo em vez de representar o Uno de que cada um pode e tem uma perspectiva própria, diferente e singular. Para aqui chegarmos não foi a arquitectura que percorreu sozinha este percurso. As relações humanas alteraram-se muito. Mas, sobretudo, o que mudou foi o paradigma ou os princípios em que o compromisso entre os homens em comunidade tinham assumido entre si, expressa ou tacitamente. Liberalismo e Arquitectura (3) Por João Luís Ferreira Entregues a uma dimensão em que o fio que une os interesses individuais e os interesses comuns parece reduzir-se ao mínimo, perdido um ideal comum para os povos, perdida a posição individual num contexto convivencial, os indivíduos escondem-se na expressão de uma vontade própria, a expressão da sua interioridade, que não pretendem discutir nem têm condições de comunicar. Os arquitectos, espelhos do seu tempo, parecem hoje distantes do concreto existencial em que a vida das comunidades, das cidades ou dos povos se desenvolve. Filhos do internacionalismo estilístico e de uma tecnologia sem fronteiras, actuam sem referência ao que, antes, era fonte e expressão de harmonia. Actuam, sobretudo, em nome de si próprios. É certo, que são sedutores e surpreendentes, pelo menos num primeiro olhar, mas sente-se que cada vez mais produzem todo um tipo de bizarrias que, verdadeiramente, só interessam a si próprios (e, talvez a presidentes de câmaras ou de repúblicas), as quais acabam por ser anuladas, no palco que são as cidades, por outras bizarrias equivalentes. Mas entre bizarrias e voluntarismo, vai-se destruindo e matando o espaço público como espaço de expressão não da personalidade de um arquitecto mas da singularidade de uma comunidade, de um povo ou de uma história, de uma cultura ou de uma civilização. Percebe-se muito bem, que tanto o direito como a arquitectura lidam com este difícil mas indispensável equilíbrio entre a necessidade de interpretar o que é comum e deixar a liberdade de actuar no que não ponha em causa o compromisso que está na origem da vida em comunidade e que é a garantia da sua perduração. O que é errado é chamar liberalismo a todo o tipo de bagunça que a falta de lei e da sua aplicação vai semeando nas sociedades contemporâneas. O liberalismo não é apenas uma corrente económica, é o sistema da liberdade económica e política (e, por isso, do direito), é a aceitação de que os melhores resultados saem da possibilidade de cada homem agir segundo as suas potencialidades, interesses e talentos, sem que haja qualquer forma de o limitar nesse movimento em nome de proselitismos ou verdades efémeras. Pressupõe que essa acção, simultaneamente, reconheça os interesses e as expectativas do outro: o saber do direito e o saber da arquitectura formaram-se nesse reconhecimento. Pode o mundo, não perceber os limites e o interesse deste compromisso, mas confundir o livre-arbítrio infinito e a liberdade é um erro que a humanidade já devia ter superado. Porém, perante o cenário em que a arquitectura se exerce como prática dos arquitectos, há dificuldades metodológicas que se lhes apresentam diariamente. O entendimento vulgar de que a arquitectura exige espectacularidade, leva a que aquela ideia de continuidade que sempre existiu nas cidades se perca e todos os edifícios requeiram excepcionalidade, visibilidade e diferenciação. Os arquitectos que se distinguem no panorama internacional são estrelas que pairam acima dos comuns mortais e que lhes impõem obras bizarras que o gosto frágil vai aceitando, incorporando e, por fim, exigindo. Vemos aqui e ali resistências, outras práticas, mas sentimos que a pressão do exemplo do star system (e do circo mediático que o valida) a educar as novas gerações que um dia pensarão a arquitectura como uma arte plástica ou uma arte de espectáculo, vai dissolvendo a substância disciplinar da arquitectura. Veremos, ou antes, já vamos vendo, as cidades a indiferenciarem-se porque ninguém as pensa como o lugar onde o homem encontra a proporção da relação da sua subjectividade com o que universalmente faz dos homens seres afins. Parecendo favorecer o individualismo está a matá-lo. Como vai matando as cidades e a Liberdade. IN HERE BY THIS
-
Mas qual professor?
-
Noutro dia deu um programa sobre bairros de Lisboa em que entrevistam pessoas sobre cada bairro. Ontem entrevistaram o Arq. Nuno Teotonio Pereira. Na semana passada entrevistaram o Escultor Lagoa Henriques que foi meu professor de Desenho.
-
Casa do Cinema Manoel de Oliveira: VANDALIZADA!
JVS replied to Miklos Saedzy's topic in Arquitectura
E como pretendes fazer isso? -
Nacionais quase em português - http://quaseemportugues.blogspot.com/ O céu sobre Lisboa - http://o-ceu-sobre-lisboa.blogspot.com/ Viver na Alta de Lisboa http://viveraltadelisboa.blogspot.com/ Os (In)separáveis - http://osinseparaveis.blogspot.com/ AED - http://absoluteegodance.blogspot.com/ Planeta Reboque - http://www.planeta-reboque.blogspot.com/ Muitas Coisas - http://muitas-coisas.blogspot.com/ o vento nas árvores - http://www.oventonasarvores.blogspot.com/ Internacionais Earth Architecture - http://www.eartharchitecture.org/ Pallalink - http://www.pallalink.net/ About.com: Architecture - http://architecture.about.com/
-
Isto não tem nada demais. As imagens estavam num thread sobre a construção de New Orleans em Roterdão. O New Orleans é um empreendimento de uma Torre num conjunto de Torres á beira rio. As imagens estavam lá e achei curioso ver imagens do Siza. Nada demais. Podem ver aqui o thread.
-
Excelente iniciativa. Tinha uma lista mas apaguei-a e nunca mais voltei a restaurá-la. Tenho aqui alguns blogs de arquitectura: Projectos em Lisboa - http://www.lx-projectos.blogspot.com/ Medo das Alturas - http://medo-das-alturas.blogspot.com/ O Jansenista - http://jansenista.blogspot.com/ Vazio - http://vaziodegente.blogspot.com/
-
Foster designs ecological tower for Siberia - images
JVS replied to lllARKlll's topic in Arquitectura
Os projectos dele para lá dos Urais são no minimo estrambolicos... muito metafisicos. Já repararam naquelas duas obras no Cazaquistão?
