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Aqueminy

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  1. Caro Sputnik, O Bonjour Tristtese é realmente em Berlin, e a expressão na altura usada foi "mais alemao que os alemaes". Mas julgo que realmente ha caracteristicas k destinguem a arquitectura de portugueses em portugal... Embora a dita Escola do Porto se esteja a renovar, e os novos arquitectos sejam mais "internacionais" nos processos e na linguagem, as ultimas 3 gerações ( Tavora, Siza e Souto Moura ) elevaram grandiosamente a linguagem vernacular portuguesa...
  2. Convem relembrar que o processo SAAL conclui que existem " tantas tradiçoes, como lugares", no que se refere a linguagem, e não ao processo... Kubler frisa sempre o processo inerente a arquitectura em portugal, nunca a linguagem. Não confundir tambem as caracteristicas e influencias de um dado arquitecto, com o modo como actua em determinado espaço-tempo. O Siza e influenciado pelos finlandeses ( Alvar Aalto maioritariamente), mas nao deixa de ser apelidado de " mais holandes que os holandeses" quando projecta o Bonjour Tristtese. O Espaço- Tempo é, para os arquitectos portugueses, mais determinante que as suas proprias influencias... E à cerca do pseudocriticos: não sei quem são as vossas referencias, mas aconselho alguma propencia nesses comentarios precipitados, pois podem ser confundidos com ignorancia...
  3. Segundo Kubler, não é essa a justificaçao para a existencia da arquitectura cha, mas sim o cansaço formal, que conduz a busca de novas influencias. Kubler assume que a escassez de meios impera, mas assumea como condição permanente e nao transitoria (nao atribuida ao reinado dos felipes). Tambem nao poderia postar o texto inteiro, correndo o risco de se tornar massador. Mas deixo mais um pouco.. Para Kubler as influências desta arquitectura são múltiplas. Sobre um pano de fundo de arquitectura militar emergem influências de um imaginário clássico (Renascentista e Palladiano), assim como elementos cuja origem se situa entre Espanha e Flandres. Kubler recusa-se a circunscrever um estilo como um espaço-tempo estático. Afirma a possibilidade de convergência simultânea de vários tempos e espaços desagregados, que, e ainda que formando um estilo, sugerem uma realidade de recriação contínua.
  4. E Alvaro Siza surprende outra vez. A capacidade de se reinventar é extraordinaria. Em altura ou ao comprido, Siza sabe realmente a justa medida das coisas. Sendo um dos melhores arquitectos no activo, a nivel mundial, Siza trilhou um caminho para a arquitectura portuguesa e seus protagonistas. Apos ele ter atingido o topo, tudo e possivel para todos nos, pois ao arquitecto portugues é reconhecida grande competencia, por esse mundo fora.
  5. Julgo que o segredo para compreenderes o trabalho de koolhaas, e atentares na sua vertente conceptual. Para tal podes ler algumas publicaçoes dos AMO, a vertente teorica do seu gabinete. Koolhaas e muito influenciado pelos pos-estruturalistas. Opera sobre a realidade com instrumentos nao convencionais, manipulando conceitos como fluxos, anti-hierarquias, rizomas, acontecimentos, caos, multiplicidade, autonomia, auto-referencialidade e outros. Filosofos com Derrida e Deleuze influenciam enormemente o seu trabalho. O resultado disso e uma arquitectura conceptualmente forte, mas sempre de resultados formais inesperados, pois os instrumentos de trabalho sao conceitos teoricos, que se materealizam sempre de maneiras distintas.
  6. Para compreenderes as caracteristicas de fundo da arquitectura portuguesa contemporanea, deveras primeiro expreitar a historia por um momento. E para tal, nada melhor do que leres " A arquitectura portuguesa cha ", de George Kubler. Neste livro, publicado em meados dos anos 70, Kubler analisa rigorosamente a arquitectura portuguesa desde o sec. XVI, concluindo que existitem fundamentos proprios da nossa arquitectura, que no diferenciam de toda a europa. Deixo-te uma pasagem da minha tese "A arquitectura chã, assim denominada por Kubler, foi a arquitectura que surgiu em Portugal no século XVI em resposta à fulgurante ardência manuelina. Racional, austera e desornamentada, esta arquitectura surge como uma manifestação do cansaço formal para com o período anterior. Kubler acentua o carácter experimental e a apetência para potencializar os meios e as técnicas locais, assim como a criatividade e o domínio tecnológico (e optimização da escassez de meios), como características que conformam a “ existência evidente duma expressão nacional” (KUBLER, 2005: 203). Emancipando-se das normas académicas, este estilo apresenta-se como “uma arquitectura vernácula, mais relacionada com as tradições de um dialecto vivo” (KUBLER, 2005: 25), caracterizada pela clareza, ordem, proporção e simplicidade, carregada de sentimento e verdadeiramente vanguardista. Uma arquitectura modelar, de composições celulares, fascinada pelas “relações geométrica e volumétrica dos interiores com os exteriores e, por isso, com as possibilidades espaciais da parede em si, como membrana, canal ou passagem (…) como zona de circulação” (KUBLER, 2005: 30)."
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