Integração é aqui a palavra chave. Em termos etimológicos a palavra integrar advém de integro –are, ou seja, completar ou tornar inteiro algo. Para tornar inteira uma determinada parte será necessário conhece-la, sendo portanto obrigatório estuda-la e compreendê-la. Não será portanto correcto completar algo com uma peça invertida, com um elemento que poderia estar noutra realidade qualquer e que apenas retira pequenas referências do local, dando-lhe uma frágil justificação à integração. É verdade que a arquitectura gira em torno de conceitos, de bases justificatórias e impulsionadoras para as opções tomadas, mas o conceito de qualquer projecto deve ter o mesmo princípio que a obra que irá materializar. Ou seja, se a obra deve ser uma parte de um todo, ser constituinte de uma realidade, de uma sociedade, de uma mentalidade, de uma História, o conceito deverá ser ele uma base que englobe todos esses factores e crie sustentabilidade das opções.