O tema da contextualização urbana é realmente muito interessante mas quanto a mim não possui uma resposta directa, ou seja, não se pode partir logo do princípio de que terá que existir uma homogeneidade de cérceas para existir integração.
Existem inúmeros exemplos de edifícios que integram a malha urbana da cidade qualificando-a exactamente pelo seu caracter excepcional. Agora, talvez tenhamos que pensar a cidade como uma versão á escala do projecto do edifício, obviamente com as suas características particulares, e dar-lhe uma composição como se fazia muito bem no barroco. Terá equilíbrio um bairro com apenas um edifício excepcionalmente alto? ou dois que dialogam? ou todos eles com cérceas diferentes? necessitarão edifícios do mesmo bairro possuir linguagens semelhantes? num casco histórico não se poderá inserir edifícios de linguagem contemporânea? existirá essa identificação utilizando-se apenas os mesmos materiais?
Depois de definidas estas questões tão subjectivas, qual será a forma de legalmente as controlar na aprovação dos projectos? A propósito, em Espanha estes têm que ser aprovados pela própria ordem dos Arquitectos antes de serem submetidos à apreciação camarária...