Obrigado pelas boas vindas:)
O museu se divide em duas partes, a interna(subterrânea) e a externa(térrea).
O espaço interno, na minha opinião, cumpre bem sua função como lugar para exposições. É um bom espaço.
Já a parte externa é um dos lugares públicos mais geniais em que estive.
Não só a questão do jogo de planos é interessantíssima, resolvendo o fato do projeto encontrar-se numa esquina com ruas em grande desnível e criando percursos bastante interessantes, como o seu caráter humano é extremamente convidativo.
Um projeto em concreto aparente, a princípio, não parece ser atrativo pra população em geral, mas no caso deste museu é. Ele é uma continuação do espaço público que se configura como uma grande praça seca.
Eu diria que é acima de tudo um lugar pensado e feito para as pessoas, de forma que elas possam ser quem são e tenham na praça um espaço para exercer sua cidadania, viver sua individualidade e coletividade, um espaço de possibilidades, um lugar pra pensar, interagir, conviver, trocar. O projeto induz a isso.
Infelizmente no Brasil(grandes cidades) tem-se o habito de cercar/fechar espaços com a justificativa de se evitar o vandalismo e aumentar a segurança. Com isso, todo o museu é cercado tendo apenas duas entradas(uma pela rua de baixo e outra pela principal). Essa grade, mesmo permitindo a visualização parcial do interior, impossibilita que a genialidade da praça e sua relação perfeita com o entorno aconteçam de forma plena. Existem vários abaixo assinados para que se retire a grade do museu, mas isso até hoje não aconteceu.