essa situação referida pela kaz é o estágio profissional ou o inovjovem conferidos pelo IEFP de duração de 12 meses, mas sem ser por aí, não arranjas de maneira nenhuma essa condição de pagamento
o estagiário de arquitectura, na verdade, é mestre (integrado com Bolonha). após o estágio deve receber bem mais do que 2x o ordenado mínimo (segundo a tabela de técnicos superiores dos gabinetes públicos) com subsidio de almoço, seguro e outras regalias como subsidio de férias, por exemplo (coisas que na maioria dos gabinetes privados nem sabem o que isso é!)
a grande questão aqui é que, dá me ideia (posso estar errada) que o pessoal encosta-se demasiado à sombra da bananeira:
"aaahhh....trabalhar até as 23h? está bem. desde que ao menos possa cheirar o mesmo ar que o arquitecto respira então eu aceito!"
"trazer almoço de casa? sem problema..como umas sandes durante 30 minutos e pronto!"
"seguro?! o que é isso?"
e outras pérolas que fazem com que cada vez tenha menos pena do pessoal que se submete a estas coisas. esperam que a OA faça alguma coisa, mas enquanto esta não regula a situação vão-se encostando...lamentando...ficando tristes e depressivos, mas não entendem que são eles os principais culpados de tal precariedade!
ora esse nosso colega, arquitecto lino dias... que já está nessa situação há 10 anos, será que já não estava na altura de querer mais da vida??