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Uma nova metrópole com duas margens

Arco Ribeirinho vai redesenhar a Área Metropolitana

2009-08-01

TELMA ROQUE

O primeiro-ministro José Sócrates considerou, ontem, sexta-feira, no Barreiro, o plano estratégico do Arco Ribeirinho Sul como um projecto "impor-tante para o país" por afirmar a Área Metropolitana num espaço a três dimensões.

Para o governante, que discursou junto ao Tejo, o projecto do Arco Ribeirinho Sul não só cria uma visão política de uma metrópole de duas margens, mas também uma visão política de oportunidade para a qualificação ambiental e constituirá ainda um importante motor económico para a região e para o país.

"Dentro de um, dois anos, já se notará diferença", garantiu, por sua vez, Nunes Correia, ministro do Ambiente, referindo-se à requalificação urbana do Arco Ribeirinho Sul, projecto que foi ontem formalmente apresentado, envolvendo sete ministérios e um investimento de 520 milhões de euros para redesenhar seis concelhos (Alcochete, Montijo, Barreiro, Moita, Seixal e Almada) e onde se incluem os terrenos da Margueira, Siderurgia Nacional e Quimiparque (ler caixa ao lado).

"No curto prazo, será feita uma grande requalificação do espaço público. A médio-longo, surgirá uma cidade com habitação, escritórios e equipamentos públicos de grande qualidade", frisou o ministro, recordando a importância estratégica de projectos como a ponte Chelas-Barreiro, o novo aeroporto de Lisboa e a Plataforma Logística do Poceirão.

Carlos Costa Pina, secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, sublinhou mesmo que os concelhos do Arco Ribeirinho Sul poderão transformar-se, por via do projecto, num "pólo urbano de referência da Península Ibérica".

Nos seis concelhos do Arco Ribeirinho, onde residem cerca de 550 mil habitantes, poderão surgir mais 15 mil habitantes e 66 mil postos de trabalho.

O alargamento do IC21, para responder aos novos fluxos da ponte Chelas-Barreiro, e a criação de um corredor ecológico nos 60 quilómetros da margem esquerda do estuário do Tejo, entre Almada e Alcochete, são alguns dos projectos incluídos no plano.

A futura estação do Lavradio será a grande "Gare Sul" em contraponto com a Gare do Oriente, unindo os modos ferroviário (metro e comboios) e rodoviário.

Segundo o documento ontem apresentado, a reconversão urbanística dos terrenos da Quimiparque poderá justificar uma deslocalização do terminal fluvial do Barreiro para esta antiga área industrial, encurtando distâncias entre o Barreiro e Lisboa e reforçando a centralidade.

O mesmo estudo recomenda que a área deixada disponível pelo terminal seja englobada num projecto de requalificação ribeirinha junto ao esteiro de Coina (Alburrica e Ponta do Mexilhoeiro) dando continuidade à intervenção já concluída no âmbito do Polis.

O plano sugere ainda uma articulação plena dos terminais de Almada, Barreiro e Seixal com o Metro Sul do Tejo, que deverá originar uma alteração do traçado previsto no anteprojecto de 1995.

Recomenda também a reavaliação da pretensão de instalação de um terminal de contentores de segunda linha na Quimiparque e a deslocalização do terminal portuário da Tanquipor, por movimentar substâncias perigosas.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Set%FAbal&Concelho=Set%FAbal&Option=Interior&content_id=1322792

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