JVS Posted July 29, 2009 Report Posted July 29, 2009 Conferências TED em Oxford Arquitecto projecta parede de areia com seis mil quilómetros para travar deserto do Sara 24.07.2009 - 15h30 PÚBLICO Um estudo das Nações Unidas diz que dois mil milhões de pessoas poderão ser vítimas potenciais da desertificação. O arquitecto sueco Magnus Larsson têm uma ideia para travar este processo e apresentou-a hoje numa das conferências das TED Global, a decorrer em Oxford: construir uma parede de areia com seis mil quilómetros ao longo do deserto do Sara. A barreira imaginada por Larsson começa na Mauritânia, na costa Oeste de África e vai até ao Djibuti, no outro extremo. “A ameaça é a desertificação. A minha resposta é uma parede arenítica, feita a partir de areia solidificada”, disse Larsson, que diz ser um arquitecto de dunas. O método para endurecer a areia seria inundá-la com bactérias capazes de transformar o material em cimento em poucas horas. A desertificação “afecta cerca de 140 países”, disse o arquitecto à BBC News. Regiões que abarcam as repúblicas da ex-União Soviética na Ásia Central, a China e a África subsariana são zonas vermelhas que estão em risco de se tornarem desertificadas, aumentando a pressão na procura dos recursos naturais. Para a África do Norte, as nações já tinham uma proposta: plantar um corredor de árvores para prevenir a progressão das areias. Um projecto similar foi avançado para o deserto do Gobi, que abarca parte da China e da Mongólia. Segundo Larsson, a parede arenosa serviria como complemento e não como substituto a uma barreira de árvores. “Daria suporte físico para as árvores”, disse. Ainda mais importante, se as árvores fossem derrubadas continuaria de pé. “Nestas regiões as pessoas são tão pobres que cortariam [as árvores]para fazer fogueiras.” Utilizar o deserto para utar contra o deserto Para se fabricar a parede, os grãos de areia ligar-se-iam com a ajuda do Bacillus pasteurii. “É um microrganismo que produz quimicamente a calcite – uma espécie de cimento natural”, disse. O arquitecto foi buscar a ideia a uma equipa da Universidade California Davis, que tem utilizado esta bactéria para solidificar o chão em zonas que são vulneráveis a sismos. No caso das dunas, as bactérias seriam injectadas em grandes quantidades. “A ideia é parar o deserto utilizando o próprio deserto”, disse. A estrutura poderia ainda ser aproveitada de forma vantajosa para as populações, fornecendo sombras, abrigos e uma estrutura para recolher água. No entanto, o arquitecto admite que existem vários problemas práticos para serem ultrapassados. “Existem muitos detalhes que ainda faltam explorar: políticos, práticos, éticos, financeiros. O meu plano está carregado de desafios”, adiantou. “No entanto é um começo, uma visão, se mais nada, gostava pelo menos que esta ideia gerasse uma discussão.” Hoje é o último dia das conferências da TED que começaram dia 21. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393182 Muro de 7.000 quilómetros para travar o Saara Criar uma barreira natural, feita à base de areia e cimento, para impedir que as areias do deserto do Saara continuem a ganhar terreno sobre as zonas verdes do centro de África pode vir a ser realidade, escreve o "ABC" . A ideia partiu do arquitecto sueco, Magnus Larsson, que tinha já proposto a construção da "Grande Muralha Verde", uma linha de árvores com sete mil quilómetros de extensão, para travar o avanço do Saara por Sul. in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/528133 JOSÉ MANUEL NIEVES | MADRID Actualizado Miércoles, 29-07-09 a las 18:06La idea puede parecer una locura, pero tiene fundamento y es perfectamente realizable. Se trata de frenar el avance del desierto... usando el propio desierto. Y consiste en construir, con su propia arena, un enorme muro de cemento que separe físicamente el borde meridional del Sahara de las zonas verdes del centro de África. El ingente trabajo, además, no sería realizado por seres humanos, sino por una clase muy particular de bacterias... El Sahara, igual que otros desiertos del mundo, aumenta continuamente. Sus dunas, animadas por el viento como las olas del mar, se mueven, avanzan y conquistan más y más territorio a cada año que pasa. La propia ONU, en un informe de 2007, ha advertido que cerca de un tercio de la población del planeta (unos dos mil millones de personas) son víctimas potenciales de la desertificación. El problema, que ya está causando éxodos masivos en numerosas áreas del planeta, desde el Asia Central, China o el África subsahariana, afecta de manera directa a casi ciento cincuenta naciones. Y la situación se ha vuelto especialmente dramática precisamente en el continente negro. Una bacteria como obrera Para detener el avance del gran desierto africano, el arquitecto sueco Magnus Larsson ha propuesto una revolucionaria idea durante la TED Global Conference de Oxford, un encuentro internacional en el que se ponen sobre sobre el tapete las mejores iniciativas globales. Una idea que pasa por construir un muro de sólido cemento que frene el avance de las dunas. Para Larsson, esa descomunal obra puede, además, ser efectivamente llevada a cabo «congelando» las dunas y convirtiéndolas el sólida roca. Los granos de arena pueden ser pegados unos a otros utilizando una bacteria llamada Bacillus pasteurii, que es muy corriente en entornos húmedos y pantanosos. «Este microorganismo -explica el arquitecto- es capaz de producir químicamente calcita, que es un tipo de cemento natural». Larsson imagina, pues, todo un ejército de miles de millones de estas bacterias, llevadas hasta los bordes meridionales del Sahara e «inyectadas» allí por una flota de grandes globos, trabajando sin descanso con la propia arena del desierto para crear una barrera natural capaz de frenar su implacable avance. «La Gran Muralla verde» El arquitecto, que ya es conocido por otro proyecto similar (la «Gran Muralla verde», una línea de árboles de 7.000 km para frenar el avance del Sahara por el sur), cree que su idea actual podría ser complementaria de la primera. Además, asegura, las bacterias podrían acometer la tarea en muy poco tiempo, y una vez terminada, aunque desaparecieran los árboles el muro cumpliría con éxito su misión. En declaraciones realizadas a la BBC, Larsson admite, sin embargo, que existen diversas cuestiones prácticas, políticas y financieras que están por resolver. «Mi diseño está lleno de desafíos -asegura-. Sin embargo, es un principio, es una visión. Algo que por lo menos servirá para tener un esquema a partir del cual iniciar a discutir». in http://www.abc.es/20090728/ciencia-tecnologia-ciencias-tierra/muro-kilometros-para-contener-200907281121.html Quote
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