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No musseque de Capalanca, em Angola, poderá nascer uma escola desenhada por Paulo Moreira, arquitecto português nascido no Porto em 1980 e actualmente a estudar a Londres


No musseque de Capalanca, em Angola, poderá nascer uma escola desenhada por Paulo Moreira, arquitecto português nascido no Porto em 1980 e actualmente a estudar a Londres, no departamento de Arquitectura da London Metropolitan University.

O projecto, intitulado "The Survival of the School: Post-Colonial Transformations in Angola e Mozambique", recebeu o Noel Hill Travel Award 2009, do American Institute of Architects - UK Chapter (que distingue um estudante matriculado numa universidade do Reino Unido).

Paulo Moreira inspirou-se noutra escola, criada há anos por portugueses no Xai-Xai, em Moçambique. No projecto há um muro de tijolos com aberturas entre eles que desenhará, quando a luz do sol as atravessar, a imagem de quatro crianças de mãos dadas. Trata-se da mesma imagem que está no pórtico da escola em Moçambique, que nasceu da iniciativa dos avós de Paulo Moreira quando aí viveram no final dos anos 50, início dos ano 60 do século XX.

Esta ligação com a história familiar do arquitecto foi uma das razões que levou o júri a escolher Paulo Moreira para o prémio que lhe permitirá viajar até Capalanca e ao Xai-Xai e conhecer o local onde a sua escola irá ser construída, assim como a antiga escola, que a avó nunca teve oportunidade de ver em funcionamento. A viagem, em dois períodos de 15 dias, começa amanhã.

Tudo começou com um convite da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES), que propôs a Paulo Moreira (formado na Faculdade de Arquitectura do Porto e com dois anos de estágio na Suíça) projectar um centro escolar que funcionasse também como motor para o desenvolvimento social e cultural da zona. Até agora o arquitecto trabalhou à distância: estudou as características do musseque, viu vídeos, fez entrevistas, depois localizou no Google Earth a antiga escola dos avós, encontrou duas antigas amigas da avó ligadas à escola, e foi assim que descobriu o desenho dos quatro meninos de mão dada.

Muito do projecto para Capalanca tem que ser adaptado à actualidade e ao local. "A escola é composta por várias salas, cada uma com um volume diferente na forma e na altura, mimetizando um pouco o contexto envolvente", explica o arquitecto, referindo-se às construções do musseque, feitas pelos próprios habitantes.

A escola será construída pelas pessoas de Capalanca, com os materiais que habitualmente usam, desde o cimento às chapas de zinco. Um elemento muito importante é a água, "um bem precioso" no musseque. A proposta é que haja uma torre/depósito de água, e uma bomba de brincar, na qual as crianças, "ao brincarem na roda como se fosse um carrossel, estão, ao mesmo tempo, a puxar a água para o tanque". Esta segue depois por uma espécie de aqueduto que percorre todos os volumes da escola e que estará à disposição da comunidade

in http://ipsilon.publico.pt/Flash/texto.aspx?id=232552

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