JVS Posted May 20, 2009 Report Posted May 20, 2009 Pancho Guedes - Vitruvius Mozambicanus Retrospectiva da obra do arquitecto Amândio d''Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido por Pancho Guedes. Até 16 de Agosto no Museu Colecção Berardo, em Lisboa. Pancho Guedes (n.1925, Lisboa) estudou em S. Tomé e Príncipe, Guiné, Lisboa e Lourenço Marques (actual Maputo). Foi em Moçambique que realizou as suas obras mais significativas, durante as décadas de 50 e 60. Esta retrospectiva apresenta não só os seus projectos de arquitectura mas também desenhos, esculturas e pinturas. Em 2007, Pancho Guedes, juntamente com Ricardo Jacinto, compôs "Lisboscópio", a mostra que representou o país na 10.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza. S.Po (PÚBLICO) in http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=229276 TELEFONE 213612878 LOCAL Lisboa, Museu Colecção Berardo - Praça do Império - Centro Cultural de Belém HORARIOS De 18-05-2009 a 16-08-2009 Segunda, terça, quarta, quinta, sábado, domingo e feriados das 10h00 às 19h00 (última admissão às 18h30) Sexta das 10h00 às 22h00 (última admissão às 21h30). PREÇO Entrada livre. OBSERVAÇÕES Arquitectura, Desenho, Escultura, Pintura. Inaugura 18/5 às 19h30. Pancho Guedes, um arquitecto original Amâncio d'Alpoim Miranda Guedes, conhecido por Pancho Guedes, nasceu em Lisboa em 1925. Mas a sua actividade de arquitecto desenvolveu-se sobretudo em Moçambique e na África do Sul. Em Lourenço Marques, onde trabalhou quase 25 anos (entre o princípio da década de 50 e 1975) deixou marca em toda a cidade. Marca de uma criatividade exuberante aliada a um exigente rigor formal, onde a arquitectura é anfitriã de outras artes, nomeadamente a pintura. Nasceu em Portugal em 1925 mas estudou em diversos locais: S. Tomé e Príncipe, Guiné, Lisboa, Lourenço Marques, Joanesburgo, Porto. Foi professor e director do departamento de arquitectura na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo. O seu período mais criativo passou-o em Moçambique, nas décadas de 50 e 60, onde fez mais de 500 projectos para edifícios, muitos deles tendo sido construídos em Moçambique e alguns em Angola, África do Sul e Portugal. Os seus edifícios e projectos exuberantes, ecléticos, complexos e pensativos, estando muito longe dos edifícios americanos do pós-guerra, foram suficientemente reconhecidos pela sua qualidade e originalidade. A sua imaginação visual absorve muitas influências, desde a arte de Africa ao surrealismo, e sintetiza-as num estilo que é reconhecivelmente seu, embora os resultados possam parecer diferentes à primeira vista. Ele foi um pós-moderno 20 anos antes do termo ser inventado e continua bastante activo, trabalhando em Portugal, inventando novos edifícios, esculturas e pinturas, numa altura em que completa 80 anos de vida. A. d'Alpoim Guedes, como assina os quadros, é o “filho” de Pancho Guedes, o executante, o “responsável por toda a obra, excepto o betão armado”. É também o historiador e o arquivista: é ele quem guarda os desenhos, as pinturas, as esculturas, as fotografias sobreviventes, que se tornam cada vez mais a cada dia que passa. A actividade como pintor surgiu quando estava a acabar o curso de arquitectura em Joanesburgo e participava em exposições com os artistas mais progressistas da época. Começou a ganhar então um certo “status” como pintor: era conhecido, os seus professores iam ver as exposições e os seus quadros vendiam-se. Em 1961 esteve presente na Bienal de S. Paulo, Brasil, estando também presente na Bienal de Veneza no ano de 1975. Em 1962 as suas obras foram publicadas na revista francesa “L’Architecture d’Aujordui” com o título “Architectures Fantastiques”. Nesse mesmo ano participa no 1º Congresso de Arte Africana em Salibury, Rodésia, com a comunicação “The Auto-Biofarcical hour” onde apresenta pinturas, esculturas e outras obras que despertam um enorme interesse. Em 1987 teve uma exposição de desenhos e pinturas na Galeria Cómicos, em Lisboa, Portugal. É comendador da Ordem de Santiago e Espada e recebeu a Medalha de Ouro para a Arquitectura do Instituto dos Arquitectos Sul-africanos, havendo sido doutorado honoris causa pelas universidades de Pretória e Wits, na África do sul. Pancho Guedes é um artista que tem a sua história de vida contada nas madeiras que esculpe, nos desenhos que pinta, nos extraordinários edifícios que arquitecta. Falar com Pancho Guedes, Pancho porque queria ter um nome parecido com o irmão mais velho a quem chamavam Pepito, é ficar a conhecer a história de muitos locais sobretudo de África, onde as suas pedras marcam épocas, períodos e vivências diferentes. Pancho Guedes é um senhor de 80 e alguns anos que transmite todo o seu conhecimento e opinião bem firmada, por vezes divertida mas muito cáustica sobre acontecimentos que lhe passaram na vida e aos quais liga a importância que pensa que lhe deve dar. Um arquitecto que, atrevemo-nos a dizer, pelos bicos com que enfeita as suas construções e pelo arredondado das suas esquinas, nos lembra Gaudi. "Durante vinte e cinco anos em Moçambique, inventei e construi edifícios suficientes para formar uma cidade de tamanho considerável. Uma cidade imaginária, mas bem provável, caótica e composta de memórias, uma cidade de várias pequenas e dispersas facilidades de regularidade obsessiva." (Pancho Guedes, An Alternative Modernist, 2007) Zita Ferreira Braga in http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=1877 Quote
JVS Posted June 25, 2009 Author Report Posted June 25, 2009 Sabem se pode tirar fotografias na exposição? A Exposição está excelente, merece uma visita mais prolongada. Quote
DreamSpaces Girl Posted July 13, 2009 Report Posted July 13, 2009 Sim, tem razão JVS... a exposição merece que se vá com MUITAS horas para dispender! É realmente muito vasta e muitíssimo interessante! Eu nunca pensei que fosse tão grande e por isso fui a uma hora e meia dela fechar... e uma 1h30min nem me deu para ver, com o mínimo de atenção, um décimo ou menos da exposição!!! Isso eu garanto... é preciso muito tempo para dar atenção a toda a exposição... Eu também não me lembro se se podia ou não tirar fotos... mas gostava muito de poder... Os desenhos em perspectiva deste arquitecto para mim são um dos seus maiores tesouros! Foi o que mais me marcou na visita a correr que tive que fazer... Claro que há outras coisas que passei a admirar no Arquitecto Sancho Pança como o facto de ter passado por tantos e tão diferentes estilos, ou o facto de ter tantos projectos... Recomendo a todas as pessoas que possam ir à exposição que vão... mas que vão num dia que tenham disponibilidade , vale bem a pena! (E ainda por cima a entrada é gratuita ) Cumprimentos a todos, DreamSpaces Girl :D Quote
goncalo_absilva Posted July 18, 2009 Report Posted July 18, 2009 boaspessoal, também não sei se é possível tirar fotos, mas podem contar que esta semana visitarei a exposição, e se assim o for possível, postarei aqui de seguida os meus registos. fiquei particularmente contente por tomar conheçimento da exposição porque tive o prazer de ter o Pancho Guedes como professor no meu 1º ano de universidade (tendo sido tambem o ultimo ano que ele deu aulas). á parte disso, falar com ele e observar como bem desenhava, eram sem duvida momentos bem passados. nao perderei. Quote
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