JVS Posted May 20, 2009 Report Posted May 20, 2009 20-05-2009 11:51 Câmara de Santiago do Cacém inaugura novo equipamento cultural do concelho Auditório Municipal António Chainho “garante qualidade e bem – estar às pessoas” A Câmara Municipal de Santiago do Cacém inaugura no Sábado, o novo equipamento cultural do concelho. Orçado em 1.063.464,81€, o Auditório Municipal António Chainho tem capacidade para 242 pessoas. O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença considera que «o Auditório Municipal António Chainho está muito bem apetrechado para garantir uma boa qualidade e bem-estar às pessoas». Para além da sala de espectáculos, o edifício conta ainda na recepção com uma zona para bar/cafetaria e outra dedicada a informações e bilheteira. O equipamento tem uma arquitectura de cena bem adaptada ao espaço, feita por uma das melhores empresas do Mundo, a Tayco. O equipamento vai ter uma programação própria e a autarquia pretende envolver no espaço as instituições do concelho, que passam assim a contar com uma sala de espectáculos de excelência. Cinema, Conferências, Teatro e Espectáculos de Dança vão passar a integrar a programação do novo auditório. A autarquia decidiu atribuir o nome de António Chainho, ao equipamento cultural. “Um filho do concelho homenageado pelo Município”, disse o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. O guitarrista vai ser homenageado dia 23 de Maio pela sua terra natal, Santiago do Cacém, com a inauguração do Auditório Municipal António Chainho. Na cerimónia, o músico protagonizará uma actuação onde será acompanhado à viola por Fernando Alvim e pelas cantoras Teresa Salgueiro e Isabel de Noronha A inauguração oficial do Auditório está marcada para as 11h00. O espectáculo terá início às 22h00. in http://www.osetubalense.pt/breakingnews/news.asp?Id=413 Quote
JVS Posted June 12, 2009 Author Report Posted June 12, 2009 Câmara Municipal de Santiago do Cacém Inaugurou auditorio Antonio Chainho . Mestre comove-se com homenagem da Câmara Municipal de Santiago do Cacém . António Chainho retribui homenagem com espectáculo memorável “Temos finalmente um novo equipamento para servir a população do Município, as crianças, os jovens, a boa idade, toda a população, um equipamento ao serviço da cultura” - palavras do presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Vítor Proença no momento da inauguração oficial do Auditório Municipal António Chainho. O equipamento inaugurado no sábado está orçado em 1.063.464,81€.O Auditório Municipal António Chainho tem capacidade para 242 pessoas. Para além da sala de espectáculos, o edifício conta ainda na recepção com uma zona para bar/cafetaria e outra dedicada a informações e bilheteira. O equipamento tem uma arquitectura de cena bem adaptada ao espaço, feita por uma das melhores empresas do Mundo, a Tayco. O autarca acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Pereira Bento, vereadores e presidentes de Junta homenageou o guitarrista António Chainho, natural de São Francisco da Serra, uma das freguesias de Santiago do Cacém, referindo que “o Mestre António Chainho é um homem humilde com uma arte reconhecida em Portugal e no estrangeiro, um filho da terra que a autarquia decidiu homenagear dando o seu nome a este auditório por entender que é em vida que se homenageiam os artistas”. António Chainho, acompanhado pela família sublinhou, emocionado, que nunca pensou que pudesse acontecer na sua vida um momento tão importante, até porque destacou “acho que na minha vida profissional já fiz praticamente tudo e este dia representa o topo de tudo o que fiz ate hoje”. O guitarrista recordou a infância, os pais e toda a família, lembrando que foi graças ao pai que contactou pela primeira vez com a guitarra portuguesa. António Chainho agradeceu ao Munícipio por ter decidido tão alta homenagem, atribuindo o seu nome ao auditório. Um equipamento que deseja ser um contributo para a divulgação de espectáculos e outras manifestações de cultura junto dos mais jovens para lhes incutir o gosto e o prazer pela arte. Depois da inauguração oficial que decorreu cerca das 11h30 da manha, seguiu-se uma visita ás instalações do novo equipamento cultural de Santiago do Cacém. Oportunidade para os convidados e a população conhecerem a nova sala de espectáculos do município. Em exposição na sala de entrada do auditório estão duas guitarras de António Chainho – a primeira comprada na década de 60, altura em que chega a Lisboa. Outro dos momentos altos do dia foi o espectáculo de inauguração do Auditório Municipal. António Chainho acompanhado à viola por Fernando Alvim e pelas cantoras Teresa Salgueiro e Isabel de Noronha protagonizou um espectáculo que ficará na memória de todos os presentes onde o tango também marcou presença através da actuação de dois bailarinos que dançaram ao som da guitarra portuguesa. Depois do espectáculo, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém subiu ao palco acompanhado pelo Presidente da Assembleia Municipal e pela Vereadora da Cultura, Margarida Santos, assinalando o momento com a entrada da placa de homenagem. ANTÓNIO CHAINHO UMA BIOGRAFIA Quando saíu da tropa, estava decidido que o seu destino seria a guitarra portuguesa. Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo nas doze cordas. Para trás ficava o café dos pais, em São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), onde, aos oito anos, se tinha iniciado nas lides. O pai manejava a guitarra, pousada sobre a mesa de bilhar e sempre à disposição, com destreza; e o filho, aos treze anos, já se apresentava em público. Inspirado em mestres como Armandinho, estreia-se na casa de fados A Severa, em meados dos anos sessenta, a que se seguiram actuações n’O Faia, n’O Folclore e no Picadeiro, de que aliás seria proprietário e onde foi dando azo ao seu amor pela guitarra portuguesa, acabando por formar o seu próprio conjunto de guitarras. Mas é quando acompanha Maria Teresa de Noronha, Lucília do Carmo, Carlos do Carmo, Francisco José, Tony de Matos, António Mourão, Frei Hermano da Câmara ou Hermínia Silva que Mestre Chainho começa a deixar marcas na história da guitarra portuguesa. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. E, desde aí, não se cansou de a mostrar ao resto do mundo. Estava há três anos em Lisboa quando a Emissora Nacional o convida para um programa de rádio -- “Fados e Guitarradas” -- em que actua, ao vivo e em directo, com o seu conjunto. Nele se agrupavam guitarristas como José Luís Nobre Costa e tocadores de viola como Raúl Silva e José Maria Nóbrega. Para quem tinha aprendido a tocar a guitarra de ouvido colado à telefonia, tinha chegado a vez de ser considerado um dos seus primeiros executantes enquanto autor de memoráveis recitais de guitarra transmitidos pela rádio em Portugal. É por essa mesma altura, em finais dos anos sessenta, que grava o seu primeiro disco, o LP “Solos de Chainho”, para a já extinta editora Rapsódia, seguindo-se mais três discos no mesmo formato para outras companhias discográficas. O orgulho na sonoridade da guitarra portuguesa levou-o no entanto a inverter posições. E se o protagonismo de um recital não pertencer tanto à voz como ao dedilhar de uma guitarra? Porque não hão-de os holofotes incidir no canto de um dos mais brilhantes instrumentos portugueses? As guitarras não têm que gemer sempre baixinho e António Chainho assume por isso o risco de enveredar por uma carreira a solo. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para cantar consigo, confirmando que a sua missão é levar pelos quatro cantos do mundo a sua amada. Actua então em recitais por todo o mundo: a solo ou dividindo o palco com Paco de Lucia ou John Williams; em concertos isolados ou em festivais dedicados à guitarra como aconteceu em Córdova. Abre uma nova frente ao iniciar uma discografia em nome próprio com o álbum “Guitarra Portuguesa” e um segundo disco gravado com a Orquestra Sinfónica de Londres, abraçando decididamente uma carreira discográfica, exclusivamente composta por temas originais, agora com o selo Movieplay. Num mesmo movimento explora novas direcções para o fado. Toca guitarra portuguesa no álbum “Fura Fura” de José Afonso e, com Rão Kyao, participa no álbum “Fado Bailado”. É altura de experimentar o contacto com outras culturas e abre a guitarra portuguesa à voz de cantoras como as brasileiras Gal Costa e Fáfá de Belém, a espanhola Maria Dolores Pradera e a japonesa Saki Kubota. Os convites sucedem-se e tomam formas insondáveis para quem não partilha o gosto pela reinvenção constante da guitarra portuguesa. Na colectânea “Red Hot + Lisbon”, acompanha a norte-americana kd lang no tradicional “Fado Hilário”. Em 1998, já não consegue esconder a sua paixão e grava “A Guitarra e Outras Mulheres”, onde é acompanhado por Teresa Salgueiro (Madredeus), Marta Dias, Filipa Pais, Ana Sofia Varela, Elba Ramalho ou Nina Miranda (Smoke City), e por alguns dos músicos mais prestigiados da “downtown” de Nova Iorque (Bruce Swedien, Greg Cohen, Peter Scherer). A sua dedicação e talento são finalmente reconhecidos e o disco vende mais de vinte mil cópias, tornando-se uma referência na arte de bem tocar a guitarra portuguesa. Mas é no Brasil – uma das suas paixões - que reencontra um brilho por ventura perdido e restabelece a ligação entre a música brasileira e a portuguesa. Com Celso Fonseca e Jaques Morelenbaum, habitual arranjador de Caetano Veloso, protagoniza o álbum “Lisboa – Rio”, cruzamento da tradição portuguesa com alguns clássicos da música brasileira. Sabendo da vocação universal da guitarra portuguesa, ergue então um novo marco da sua divulgação. Os papéis voltam a inverter-se e agora Chainho é convidado para acompanhar as maiores vozes contemporâneas. O cantor lírico José Carreras não dispensa a sua colaboração num concerto no Pavilhão Atlântico; Adriana Calcanhotto chamou-o para junto de si numa das suas digressões em Portugal e Maria Bethânia convida-o para se apresentar em espectáculos no Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, em Itália, ou no Japão, António Chainho insiste em divulgar a guitarra portuguesa. Em Portugal é o mentor de um projecto que acalentou durante doze anos: a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa e hoje é respeitado como um renovador da tradição que outros lhe deixaram. De há uns anos a esta parte tem sido acompanhado, à viola, por Fernando Alvim - habitual parceiro de mestre Carlos Paredes para quem construíu os arranjos da maioria do seu reportório. A admiração e o respeito que sentem um pelo outro aliada a uma grande cumplicidade musical própria dos mestres faz com que em todos os novos projectos de António Chainho o amigo esteja sempre presente. Por seu lado, desde a edição de “A Guitarra e Outras Mulheres” que Marta Dias tomou um lugar destacado ao lado de António Chainho. Em disco e em concerto, “Fadinho Simples” demonstrou ser um dos temas fortes. No álbum, gravado ao vivo no Centro Cultural de Belém, é a única vocalista presente, emprestando o poder da sua voz à vontade de percorrer os caminhos da aventura. Assim, entra pelos domínios do jazz, de soul ou até da música brasileira, sem nunca evitar o fado. Neste espectáculo, António Chainho faz-se acompanhar por Eduardo Miranda e Tuniko Goulart, músicos brasileiros radicados em Portugal. Incansável na reinvenção da guitarra portuguesa e sempre pronto a apostar nos novos valores, António Chainho, deu oportunidade a uma nova voz revelação do Fado, Isabel Noronha. Juntos apresentam hà mais de três anos um espectáculo onde a mestria da Guitarra Portuguesa se alia à voz única de Isabel. As apresentações de Chainho continuam a surpreender um pouco por todo o mundo e fazem escola entre alunos na Índia, Japão, Marrocos e Brasil. Mas foi a criação da escola de Guitarra Portuguesa em Santiago do Cacém, sua terra natal, que lhe deu um especial orgulho, pois permite-lhe ensinar esta arte que tanto gosta. Actualmente, Chainho está a desenvolver um novo trabalho, que originará o sexto álbum da sua carreira e que será mais um pequeno grande passo na história da substituir por guitarra Portuguesa. 25.5.2009 - 22:33 in http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=142717&mostra=2&seccao=autarquias&titulo=Camara-Municipal-de-Santiago-do-Cacem-Inauguro Quote
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