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Escrito por José Carlos Silva

Museu do Coleccionismo

“Cantanhede será incluída no mapa da cultura do país”

O processo que vai originar a criação de um Centro Cultural/Museu de Coleccionismo em Cantanhede já dura desde há dois anos. O médico natural de Febres, Cândido Ferreira, detentor de valiosíssimas colecções que integram mais de 600 mil peças manifestou o desejo a João Pais de Moura de as transferir para Cantanhede, através da criação de um museu e o autarca nem olhou para trás. O processo iniciou-se e, obtida a chancela do Ministério da Cultura, dois anos depois está tudo a postos para Cantanhede ganhar mais uma unidade museológico que terá honras de Museu Nacional de Coleccionismo, conforme não tem dúvidas Cândido Ferreira.

Ontem, este médico proprietário de tamanho espólio das mais variadas colecções e a Câmara de Cantanhede, colocaram o “preto-no-branco” num protocolo assinado por João Moura e Cândido Ferreira e, a partir daqui, está aberto o caminho para o arquitecto António Batista Pereira projectar o imóvel que vai acolher o Centro Cultural/Museu, ainda não se sabe onde mas, com certeza, a ser erigido num local nobre da cidade.

«Trata-se de algo que, no contexto nacional, é inovador e será de referência», garantiu João Moura na ocasião, anunciando que este protocolo que confere poderes à autarquia de gestão e manutenção do futuro museu, tem a duração de 30 anos.

O autarca não referiu qualquer verba envolvida neste projecto, mas falou num volume financeiro «muito elevado», que será objecto de uma candidatura aos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Cândido Ferreira congratulou-se com o facto de Cantanhede (leia-se João Pais de Moura) ter sabido aproveitar a oportunidade e, com este passo dado ontem, não ter dúvidas que Cantanhede «será incluída no mapa da cultura do país», ou seja, o futuro museu de coleccionismo terá honras de nacional, o que será uma distinção impar para o concelho.

Foram muitos os amigos do médico e escritor de Febres (que há anos vive e trabalha em Leiria) que quiseram estar presentes nesta cerimónia, e Cândido Ferreira, além de dirigir palavras de apreço a muitos deles, honrou-os com o visionamento através de diapositivos de muitas das suas peças, que motivaram expressões de espanto quer pela sua beleza quer pela antiguidade das mesmas. E o que se viu foi, apenas, um “cheirinho” das suas valiosíssimas colecções, que incluem mais de 600 mil peças.

Da pinacoteca à discoteca

As 600 mil peças que vão integrar o futuro Museu de Coleccionismo de Cantanhede, são das 60 colecções de Cândido Ferreira que incluem uma pinacoteca com mais de uma centena de quadros de autores portugueses «do romantismo ao impressionismo», numismática portuguesa e numismática pré-monarquia que reúnem moedas de todo o século XX, exemplares anteriores à nacionalidade.

As suas colecções passam também por moedas gregas, romanas e bizantinas; notafilia; cartofilia; maxilofilia; filatelia; biblioteca; artesanato português e de todo o mundo; arqueologia; medalhística; e tantas outras colecções de milhares de peças que não cabem nesta página. E para se saber o valor de (apenas) algumas, aconselhamos o leitor a ler os “Números” ao lado.

in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1365&Itemid=135

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