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CML aprova reconversão de quarteirão em hotel

A Câmara de Lisboa aprovou o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suíça, no Rossio, num hotel de cinco estrelas.

No entanto, o movimento Cidadãos por Lisboa votou contra aquele projecto, porque prevê o acesso a estacionamento pelo Rossio e pela Praça da Figueira, assim como a locais para tomada e largada de passageiros.

Helena Roseta criticou ainda que a transformação do quarteirão em hotel não leve em conta a preservação da antiga manteigaria União.

O vereador Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente.


in http://www.opcaoturismo.com/noticia.php?id=14222

Aprovada transformação quarteirão da pastelaria Suiça em hotel

A Câmara de Lisboa aprovou o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suiça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas.

O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou que o projecto irá dar um "grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade". O quarteirão encontrava-se "há muito abandonado", sobretudo ao nível dos pisos superiores, referiu.

O projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), acrescentou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

O movimento Cidadãos por Lisboa votou contra o projecto, porque prevê o acesso a estacionamento pelo Rossio e pela Praça da Figueira, bem como locais para tomada a largada de passageiros, em ambos os locais, justicou a vereadora Helena Roseta.

O vereador comunista Ruben de Carvalho considera que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente e questionou apenas a inexistência de uma "saída de serviço" da unidade hoteleira.

Diário Digital / Lusa


in http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=115132

Lisboa: quarteirão da Pastelaria Suíça transformado em hotel

Zona estava abandonada a nível dos pisos superiores

A Câmara de Lisboa aprovou quarta-feira o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suíça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas.

O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou, citado pela Lusa, que o projecto irá dar um «grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade».

O quarteirão encontrava-se «há muito abandonado», sobretudo ao nível dos pisos superiores, referiu.

O projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), acrescentou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

O vereador comunista Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente.

O hotel terá duas frentes, uma para Rossio e outra para a Praça da Figueira.


in http://diario.iol.pt/economia/portugal-lisboa-rossio-pastelaria-suica-hotel/1055822-4058.html
  • 2 years later...
Posted

Quarteirão da pastelaria Suíça no Rossio vai ser transformado em hotel de cinco estrelas

10.04.2009

Helena Roseta votou contra o projecto do hotel, justificando que não leva em conta a preservação do valor patrimonial de alguns estabelecimentos

A Câmara de Lisboa aprovou, anteontem à noite, na reunião do executivo camarário, o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão onde se insere a pastelaria Suíça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas. Para o presidente da autarquia, o socialista António Costa, a unidade hoteleira irá dar um "grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da cidade".

O quarteirão encontrava-se "há muito abandonado", sobretudo ao nível dos pisos superiores, referiu Costa. O projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, acrescentou o vereador Manuel Salgado, que observou que este é "um excelente projecto", que "mantém as abóbodas do piso térreo e repõe a cobertura original". O movimento Cidadãos por Lisboa votou contra ele, por causa dos problemas de acesso ao estacionamento e de largada e tomada de passageiros no Rossio e na Praça da Figueira. A vereadora Helena Roseta lançou também outras críticas à transformação do quarteirão em hotel: "Não leva em conta a preservação da antiga manteigaria União", "jóia" de valor patrimonial, acrescentou. Já o vereador comunista Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente.

Estratégia contestada

Mais polémica foi a aprovação da carta estratégica de Lisboa, que deverá ser submetida à aprovação no início do próximo mandato, disse Costa. O autarca assumiu que a discussão daquele documento estratégico para a cidade entre 2010 e 2024 irá coincidir com a campanha eleitoral autárquica e considerou que esse é um "momento particularmente oportuno para esse debate". A contestação foi feita pela vereadora do PSD Margarida Saavedra: "Uma carta estratégica que vai estar pronta a um mês das eleições é uma forma de fazer campanha eleitoral à custa dos lisboetas e da câmara." Também Ruben de Carvalho criticou a carta estratégica, uma "coisa que não existe". Ana Pinho será a comissária para as questões demográficas, Manuel Graça Dias o comissário para a segurança e a inclusão, Tiago Farias ocupar-se-á das questões ambientais, Augusto Mateus da vertente económica, Simonetta Luz Afonso da temática cultural e João Seixas do modelo de governo da cidade.

O cientista e investigador João Caraça será o comissário geral da carta estratégica de António Costa. PÚBLICO/Lusa

A revisão do Plano Director Municipal (PDM) não estará concluída durante este mandato autárquico, informaram a vereadora Helena Roseta e o vereador Ruben de Carvalho, anteontem à noite, após a reunião do executivo da Câmara de Lisboa. Segundo estes autarcas, o vereador responsável pelo Urbanismo, Manuel Salgado (PS), reconheceu que o processo de revisão não estará terminado até ao fim do mandato.

Para o vereador comunista Ruben de Carvalho, trata-se de um "falhanço enorme, nomeadamente do programa [eleitoral] do Partido Socialista". O autarca sublinhou que, apesar da revisão do PDM não estar concluída, foram aprovados durante este mandato diversos planos urbanísticos, "coisas desgarradas que vão criando situações de facto, como o Plano da Boavista ou da Frente Ribeirinha".

Em Outubro de 2008, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, anunciou durante a discussão sobre o "estado da cidade" que o novo PDM seria apresentado em Março.

Público


in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=846066&page=2

«A Câmara de Lisboa aprovou hoje o projecto de arquitectura que vai transformar o quarteirão da pastelaria Suiça, na Rossio, num hotel de cinco estrelas.

O presidente da Câmara, António Costa (PS), considerou que o projecto irá dar
um "grande contributo à reabilitação e revitalização da zona central da
cidade". O quarteirão encontrava-se "há muito abandonado", sobretudo ao nível dos
pisos superiores, referiu.

O projecto foi sujeito a parecer do Instituto de Gestão do Património
Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), acrescentou o vereador do Urbanismo,
Manuel Salgado.

O movimento Cidadãos por Lisboa votou contra o projecto, porque prevê o acesso
a estacionamento pelo Rossio e pela Praça da Figueira, bem como locais para
tomada a largada de passageiros, em ambos os locais, justicou a vereadora
Helena Roseta. Helena Roseta criticou ainda que a transformação do quarteirão em hotel não leve em conta a preservação da antiga "manteigaria União", uma "jóia" de
valor patrimonial.

O vereador comunista Ruben de Carvalho destacou a degradação em que os edifícios se encontram, considerando que a criação de um hotel assegura movimento na zona e mantém algum do comércio existente.

Como o hotel terá duas frentes - uma para Rossio e outra para a Praça da Figueira - Ruben de Carvalho questionou apenas a inexistência de uma "saída de serviço" da unidade hoteleira.»


Fotos: FJ



...

Há que dizê-lo: este projecto melhorou bastante em relação ao projecto anterior. Mas ainda mantém algumas coisas más, sendo que para mim as piores são mesmo o que farão em relação às mansardas de Mardel (removê-las por soluções 'contemporâneas'? recuperá-las com a mesmíssima traça e com telha igual?) e com a fachada, mobiliário e pinturas da antiga Manteigaria Martins & Rebelo, na Rua do Amparo.

O que é hoje uma papelaria foi até há 30 anos uma das antigas manteigarias mais bonitas da Lisboa. Em qualquer cidade gerida por pessoas com bom gosto, e com empresários hoteleiros e restauração com bom gosto, o que resta da manteigaria (não só a belíssima fachada que dá para a Rua do Amparo e para a Praça da Figueira, mas sobretudo os interiores, feitos de mobiliário de época em estado perfeito e tectos pintados) seria preservada e incorporada como mais-valia, que de facto é, para o futuro hotel, ou como sala de época no âmbito da ampliação que se prevê da Pastelaria Suíça (cujo recente 'new look' alterou radicalmente a sua imagem interior, mas que teima em levar uns preços tão altos que só mesmo turistas incautos é que os suportam, face à qualidade do serviço, mas enfim, isso são outras histórias).

Mas não. A CML não só ignora o valor desta antiga manteigaria, nem sequer a incluindo no Inventário Municipal (porquê?), como apenas aconselha o promotor a manter o mobiliário e a decoração em vez de EXIGIR. Mais, adianta mesmo que se for desmantelada, porderá ir para o Museu da Cidade (está na moda, agora, esse procedimento).

Está pois na mão do promotor, o futuro deste património. Mais uma vez, tal como com o último dos correeiros e muitas outras lojas históricas, a CML é cega e permissiva.

Em qualquer cidade italiana ou francesa, é comum ver-se espaços como este adaptados a salões de chá, chocolaterias, etc., que fazem parte de um roteiro de verdadeiro 'charme'. Em Lisboa, escasseiam. E não acredito que este promotor saiba o que tem em mãos. Se a CML abdica do seu papel, e se o IGESPAR, objectivamente, já era, que nos restará fazer?


in http://observatoriobaixa.blogspot.com/2009/04/aprovada-transformacao-de-quarteirao-da.html

O edifício que ocupa todo o quarteirão desde a pastelaria Suíça até à Casa da Sorte, entre os números 96 e 122 da Praça D. Pedro IV, na freguesia de Santa Justa, já tem projecto aprovado pela Câmara de Lisboa, desde Abril de 2009, para a construção de um hotel, mas ainda se desconhece quando começam as obras. A empresa proprietária do imóvel e requerente deste projecto é a Sociedade Hoteleira Seoane, que ontem não conseguiu disponibilizar nenhum responsável para revelar ao DN quando arranca a construção e quais os condicionamentos que irá implicar para o comércio existente no edifício. O o futuro Olissippo Rossio será um hotel de cinco estrelas, com 110 quartos e 20 suites, restaurante, bar, sala de conferências e health club. A decoração será luxuosa, mas respeitará o estilo pombalino da zona em que se vai situar esta unidade. Do projecto inicial teve de ser retirada a parte que pretendia aumentar mais um piso ao edifício. Todo o quarteirão vai ser recuperado e as lojas mantidas. Este hotel soma-se aos outros três que a Seoane já explora em Lisboa: Olissippo Marquês de Sá, Castelo e Oriente.

in dn


in http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=846066

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