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Quinta | 23 Abril 2009
22:00, Sala Suggia
O que aprendi com a Arquitectura? | Arquitecto Siza Vieira Che cosa ho imparato dall''architettura? (o que aprendi com a arquitectura) é o título da iniciativa com que a revista Casabella celebrou o seu octogésimo ano de publicação (1928-2008), que incluiu uma série de encontros - uma escolha "in modo non ingenuo" como afirmou Francesco Dal Co na apresentação - de alguns dos mais importantes arquitectos contemporâneos em lugares evocativos.
O ciclo teve início a 20 de Junho de 2008 com a dupla conferência de Álvaro Siza e Eduardo Souto Moura no interior da pedreira Cava Cengelle, em Vicenza. O ciclo incluiu ainda as conferecnias de Zaha Hadid no estaleiro da sua obra em Roma , do Museu MAXXI, terminando com a conferencia de Tadao Ando em Milão.
Entre os meses de Outubro 2008 e Abril 2009, em colaboração com as faculdades de arquitectura de Milão e Veneza, foi a vez de proporcionar aos estudantes italianos a oportunidade de conhecer Manuel Aires Mateus, Inês Lobo, Paulo David, Graça Correia e Guilherme Machado Vaz.
A OASRN escolheu, por ocasião da assinatura do protocolo de parceria com a Casa da Música, a oportunidade de dar ao público do Porto a possibilidade de assistir à dupla conferência dos Mestres da arquitectura portuguesa, em versão individual, iniciando Eduardo Souto Moura a 22 de Janeiro de 2009 e Álvaro Siza a 23 de Abril de 2009.


Álvaro Siza
"O que é que aprendi da arquitectura, perguntam-me. Tento responder a partir de uma entrevista recente do escritor José Saramago. A propósito do seu 'dom para a escrita', declarou que o verdadeiro dom é, na realidade, o da leitura, porque quem não lê não pode aprender a escrever. Creio que algo de parecido se possa dizer também para a arquitectura e, reconsiderando o meu trabalho, penso em quantas 'leituras' fiz, desde pequeno e me interessavam muitíssimo a pintura e a escultura. O meu primeiro encontro com a arquitectura ascende a 1947: o meu pai levou-me de férias a Barcelona e visitamos as obras de Gaudi. Desenhava 'La Pedrera' e agradava-me porque a via como uma escultura. Depois dei-me conta que todas as coisas que podia observar também em casa - coisas banais como portas, janelas, puxadores, maçanetas, rodapés, etc. - todo o conjunto, nas casas de Gaudi, cantava. E, na primeira obra realizada quando era estudante, o portão do jardim da casa do meu tio, tomei Gaudi como referencia. Comecei a frequentar a escola de arquitectura do Porto em 1949, e a referência principal, nessa altura, era o Le Corbusier. Estava a libertar-me da minha obsessão pela escultura mas era ainda muito ignorante e, um dia, o meu professor, Carlos Ramos, um homem muito inteligente e 'spiriotoso', corrigindo um projecto meu, disse-me: "Parece-me que o senhor não percebe nada de arquitectura. Aconselho-o a comprar algumas revistas." Encontrei numa livraria uma "l'Architecture d'aujourd'hui". Um dos números era dedicado a Alvar Aalto e o outro a Walter Gropius. Na cozinha da casa da minha avó realizei uma cobertura de uma chaminé em vidro 'estilo Bauhaus', e nas minhas obras seguintes pode-se ver a influência de Le Corbusier, de Alvar Aalto, de Frank Lloyd Wright, que conhecíamos graças às revistas italianas, a Bruno Zevi e a Casabella Continuità de Ernesto Rogers. Recordando estas circunstâncias, interessa-me transmitir aos estudantes que, então como agora, não pode haver uma única referência, mas uma multiplicidade de amigos. Quando um arquitecto trabalha, todas as leituras, tudo o que viu, estão presentes, mas aquilo que produz é só seu. Até porque a arquitectura não é a aplicação sistemática de referências mas algo muito mais complexo, uma convergência de interesses diferentes, de emoções e também de casualidades. Se confronto estes primeiros trabalhos com a arquitectura destes últimos anos, tenho vontade de subscrever de novo uma declaração de há vinte anos atrás: "Sou um conservador e não tenho uma vocação para a marginalidade. Não me agrada inventar a ruptura, nem tão pouco ignorá-la." Apercebo-me de que trabalhei sempre na continuidade, o que não quer dizer imobilismo.""
Texto recolhido por Marco Mulazzani, por ocasião da conferencia de Siza nos 80 anos de Casabella.
*Cosa ho imparato dell'architettura
Ciclo de conferências a propósito do 80º aniversário da revista Casabella


Organização Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, OASRN
Parceria Casa da Música





NOTA: OBRIGA A LEVANTAMENTO DE BILHETE; DISPONÍVEL A PARTIR DE 20 DE ABRIL DE 2009 | LUGARES LIMITADOS À CAPACIDADE DA SALA



mais informações em: http://www.casadamusica.com
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Elaboração dos Planos de Praia da Fuseta Ria,Fuseta Mar, Cais de Acesso e
Praia do Garrão

http://www.umsitio.com/concursos-de-arquitectura/2009/3/30/elaboraco-dos-planos-de-praia-da-fuseta-riafuseta-mar-cais-d.html

Posted: 30 Mar 2009 11:11 AM PDT
Entrega: 14.05.2009 (prazo comum)
Valor de aquisição das peças do concurso: 100€ ( Ria+Mar+Cais) 75€ (Garrão)

Links: http://dre.pt/sug/2s/cp/gettxt.asp?s=dia&iddip=401590202

Info: A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa (Parque Expo), lança dois concursos de concepção autónomos para os Planos de Praia da Fuseta Ria e Fuseta Mar e Cais de Acesso e também para o Plano de Praia do Garrão, respectivamente.

Info: A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa ( Parque Expo), lança dois concursos de concepção autónomos para os Planos de Praia da Fuseta Ria e Fuseta Mar e Cais de Acesso e ainda para o Plano do Garrão, respectivamente.

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http://feedproxy.google.com/~r/Sitio-ConcursosDeArquitectura/~3/WqzlZf3nHPE/the-glasgow-school-of-art-competition.html



Entrega: 01.05.2009

Valor de Inscrição: Grátis

Links:http://www.malcolmreading.co.uk/gsa/

A Glasgow School of Art irá ampliar o edifício original de C.R.McKintosh e para tal realiza um concurso internacional em duas fases (shortlist e final) para selecionar a equipa projectista do novo complexo. A 1º fase é de participação aberta e resume-se a uma resumida proposta conceptual.
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Entrega: 04.06.2009
Valor de Inscrição: Gratuito
Links: http://www.designbuild-network.com/awards/

Info:Os Leaf Awards são um prémio internacional anual promovido pela empresa Emirates Glass que visam premiar arquitectos ou organizações que se tenham distinguido pela presença da sustentabilidade ambiental nos trabalhos por eles realizados. Cada ano existem 10 categorias que distinguem obras ou profissionais.

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