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Pela primeira vez, projecto português tem um pavilhão individualizado, nos jardins do certame

INÊS SAMPAIO

Com o projecto 'Lisboscópio' de Amâncio (Pancho) Guedes e Ricardo Jacinto, Portugal apresenta-se na 10.ª Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, que abre hoje ao público e se prolonga até 19 de Novembro, nesta cidade italiana.

Pela primeira vez, a representação nacional tem um pavilhão individualizado, localizado nos jardins da bienal, o qual foi, na quinta-feira, visitado pela ministra portuguesa da Cultura, Isabel Pires de Lima.

Comissariado pela arquitecta paisagista Cláudia Taborda, o 'Lisboscópio' é um dispositivo efémero e móvel que permite a dupla exploração do lugar e da obra instalada, proporcionando ao visitante a experiência da passagem como construção de instante e espaço fragmentado.

"As peças do pavilhão são desmontáveis para poderem ser transportadas de um local para o outro", revelou o arquitecto Pancho Guedes aquando da apresentação do projecto, tal como divulgou recentemente o CM.

Esta mobilidade reflecte-se na própria estrutura principal, que integra três construções mais pequenas.

As peças metalizadas não foram pintadas, a fim de não apresentarem os sinais próprios das deslocações.

Na sua construção, foram utilizadas matérias precárias frequentemente associadas a sinais que anunciam a transformação da cidade. Lisboa, cidade-região, inspirou o processo de concepção, a partir de um desafio lançado pelo tema da Bienal 'Cidades, arquitectura e sociedade'.

O 'Lisboscópio' foi ainda concebido para ser apresentado em vários países, entre os quais China e Espanha, além de Portugal.

A presença nacional representa um investimento de 405 mil euros, dos quais 375 mil são comparticipados pelo Instituto das Artes/Ministério da Cultura.

Recorde-se que se encontra em "fase de negociação" a possibilidade de Portugal ter um espaço permanente na Bienal, revelou na altura o subsecretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.

Paralelamente ao projecto oficial, está patente a exposição 'Habitar Portugal 2003/2005' que, numa iniciativa da Ordem dos Arquitectos, apresenta as 18 obras mais representativas da construção nacional daquele período.


Ordem dos Arquitectos

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