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Boas! Eu estava a pensar em seguir arquitectura, mas gostava de saber mais sobre o curso, o que um arquitecto realmente faz, quais as melhores universidades, e um pouco de informação sobre o curso em si. Estava a pensar em entrar na FAUP, mas não faço a mínima ideia de como aquilo é. Agradeço desde já toda a ajuda

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Boas... a começar acho que devias ler este texto. Escrito pelo Arq. Nuno Mateus do atelier ARX-Portugal sobre a aprendizagem do arquitecto

Aprendizagem do Arquitecto
A APRENDIZAGEM DO ARQUITECTO: FRAGMENTOS DE UMA EXPEDIÇÃO
In CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO ESAP, JUNHO 1997

A arquitectura enquanto evidência do espírito de uma época, carece hoje de um conjunto de valores partilháveis, estruturantes da cultura de um tempo.
Deixou de se poder referenciar a uma matriz unificada. Não significa nem representa o mesmo para todos, reflete antes principios de universos particulares de algum modo restrictos.

Neste contexto, a preparação escolar de um arquitecto, por ensino do ofício, embora vital, deixou de ser suficiente, por fomentar uma produção alienada da (porventura lenta) evolução da estruturação social e proliferação de matrizes de referência.

O ensino de arquitectura, entre nós, tem optado genericamente por dois modelos distintos:
O primeiro consiste na falta de ministração de um modelo, ou metodologia de eleição, numa atitude demagogicamente atenta à multiplicidade dos tempos actuais. Trata-se de uma pedagogia demitida, económica do ponto de vista da docência, que deixa essencialmente os alunos ao liberal abandono.

O segundo é o ensino do ofício, que tem como base um modelo fixo. Com evidentes vantagens sobre o primeiro, permite articular uma metodologia que regula o acesso ao aprofundar de questões internas da disciplina. A inviolabilidade do modelo eleito torna-se contudo fundamental para garantir o anterior, conferindo-lhe valores de uma falsamente generalizável dimensão universal.

O arquitecto entra então na profissão, para um contexto muito distinto daquele em que é preparado.

Isolado num universo específico, de objectos arquitectónicos seleccionados, apresenta-se (ao exterior) como um criador/inventor de contextos.
Numa esfera muito distinta situa-se o cliente, não raramente portador de universos diferenciados, constituídos por acumulação de imagens a apartir de uma paisagem visível.

A fractura entre estes dois universos parece separar o arquitecto e o cliente de uma distância inalcançável.

A resposta mais acomodada (e frequente) a esta condição consiste no reparar dessa fractura, numa “harmoniosa” fusão das duas partes, em que o arquitecto se transforma numa extensão do cliente. Uma atitude essencialmente ilustrativa e acrítica, que reinvidica a utilidade social imediata.

Por contraste, aparece a prática que resiste em oposição a esta apróximação. O arquitecto veste o cliente de um papel de aberração cultural, numa espécie de mal necessário e desenvolve a sua actividade de uma forma estanque. Sem o assumir, investe-se como produtor de objectos insulares, que remetem essencialmente a um universo (o seu) pré-definido de objectos de genética comum, ainda que de e para contextos diversos.

Trabalhar fora desta geometria operativa abre um inquietante e incomensurável vazio.
Responder a situações sempre distintas requer a construção não de um modelo novo de cada vez, mas de um modelo híbrido, suficientemente permeável e mutável, que possa albergar em si tanto de memória (experiência), como de específico e de novo (experimentação).
Precisa-se de um modelo que estabeleça pontos de ligação sobre as fracturas, mas que as assuma como necessárias para a evolução deste binómio arquitecto-sociedade.

O acto de projecto actual começa por ter que identificar a nova condição de lugar, que já não é simplificável ou redutível às dimensões tangíveis do estritamente físico ou geográfico. É um universo legível, específico, não circunscrito e dinâmico (em transformação). É fragmento, referenciável a outros.

A produção do objecto arquitectónico deixou de ser suficiente. Cabe também agora ao arquitecto preparar a sua validade.
Mais do que alertar para os perigos, é o dever da escola preparar este caminho.


Abraço :)
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desenhar e essencial, desenhar bem ja e outra historia, nao tens de ser nenhum picasso, no entanto tens de ser capaz de explicitar as tuas ideias atraves de um desenho, mas isso tambem se aprende e nao deve de ser motivo para nao ir para arquitectura. acho que os unicos requisitos sao a vontade de aprender e a capacidade de aprender sozinho (autoditatismo) e digo isto em todos os campos, a profissao tem ume forte componenete multidisciplinar.

  • 1 month later...
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Em termos gerais e um pouco abstractos, e falando para uma pessoa que vai começar o curso de arquitectura, penso que se pode definir a arquitectura como a arte de criar espaços, relacionando-os com pessoas e envolvente, e para isso precisas de desenhar razoavelmente, de forma a transmitir a tua ideia, mas acima de tudo, e por enquanto, ter bastante imaginação. como disse o Argos, também é essencial estares disposto a aprender sozinho. força!

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