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Para a extensão do Pólo Tecnológico de Lisboa, que acolhe empresas de índole tecnológica e científica e entidades de apoio , os arquitectos do atelier ARX Portugal Nuno e José Mateus socorreram-se da ideia de "Porta".

Por um lado porque os arquitectos estudaram o local, entre Carnide e Paço do Lumiar, em Lisboa, e concluíram que apresenta características semi-urbanas, como a ideia de "periferia", e estrategicamente constitui uma entrada e saída da cidade, o que lhe confere uma dimensão de "acesso". Esta situação é o resultado da história do local, um território "...que foi durante séculos ocupado por quintas (ex. Franciscanos - Seminário da Luz), antigos núcleos urbanos da periferia de Lisboa. Nas últimas décadas do século XX, estes bairros passaram a ser pontos de transição entre a cidade (que cresceu e ali chegou) e os seus arredores. É uma realidade ainda muito fragmentada e com pouca vida urbana, devido à existência de diversos espaços vazios, ainda por construir, que criam descontinuidades urbanas e também por não haver na zona qualquer equipamento comercial e de serviços...." contam os arquitectos.

Actualmente a zona é fortemente marcada pela presença de eixos viários de grande envergadura e tráfego intenso, que impossibilitam a vivência espacial a uma escala pedonal. "A ideia central deste projecto nasce, com naturalidade, da necessidade de ligar as partes desconexas deste território ainda em estado "pré-urbano" , acrescenta a dupla.

Mas o sentido de "Porta" também é sugerido pelo próprio programa funcional para o Pólo, uma vez que a empresa gestora Lispolis, enquanto cliente, apontou a ideia de que os edifícios a projectar se deveriam unir através de uma ponte-galeria.

Com todos estes pressupostos, os arquitectos socorreram-se do desenho urbano existente, e principalmente dos eixos viários, como base de composição: traçaram os prolongamentos dos principais alinhamentos das vias e edifícios circundantes e obtiveram uma "malha" que funcionou como base de composição. "...A partir dela tomam forma percursos, edifícios, galeria e alinhamentos....". São propostos dois edifícios, que conforme pré-definido, são unidos através de uma galeria, que é ponte em simultâneo, unindo todo o espaço público exterior, como ruas, praças e espaços públicos entre si e os edifícios. Esta galeria / ponte é de uso pedonal, o que enfatiza a atenção dos arquitectos em devolver este pedaço de cidade ao peão, situação que actualmente é praticamente inexistente.

Procura-se "que o resultado seja um conjunto que assuma o seu carácter urbano"

A malha, composta de linhas e vazios, também assume a forma de "padrão" geométrico, uma vez que serve de motivo estético para composição volumétrica e dos alçados. Enquanto suporte de "coesão compositiva", a malha dá unidade ao todo, sejam os edifícios e os espaços exteriores. "(É) Como uma espécie de "sopro" que tudo percorre", concluem Nuno e José Mateus.

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Relançamento do Pólo Tecnológico quer atrair empresas para Lisboa Imagem colocada
03.03.2009 - 15h59 Lusa
O relançamento do Pólo Tecnológico para a cidade de Lisboa foi assinado hoje. O presidente da Câmara Municipal, António Costa, defendeu durante o acto que a capital tem que ser mais agressiva na atracção de empresas e não pode viver apenas “dos seus pergaminhos históricos”.

O Pólo Tecnológico de Lisboa - Lispolis está situado na zona norte da cidade, em Telheiras, e existe há cerca de 15 anos, mas estava na generalidade, virado para empresas do sector tecnológico. O objectivo da câmara é alargar o leque de empresas, tendo o primeiro passo sido dado através da assinatura do memorando de entendimento entre a Câmara de Lisboa, a Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE) e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI).

"Significa relançar o Lispolis como pólo tecnológico da cidade de Lisboa, reforçando a sua atractividade, por um lado, através da agilização dos processos de licenciamento municipal, por outro lado", disse aos jornalistas o presidente da Câmara. Acrescentou que o reforço do Lispolis será feito através da sua classificação como área de localização empresarial, mas também através de facilidades fiscais, dando "um tratamento mais favorável e portanto mais atractivo para a localização de empresas".

"Por outro lado, agilizarmos melhor a sua gestão ao mesmo tempo que reformulamos o Plano Pormenor de forma a permitir a expansão da área do pólo tecnológico, mas também as condições de edificabilidade no próprio pólo que são excessivamente limitativas da sua atractividade", disse ainda António Costa.

O autarca admitiu que a cidade tem perdido empresas e trabalhadores para os concelhos limítrofes e que, por isso, não pode continuar com uma atitude passiva no que diz respeito à conquista de tecido empresarial. "Lisboa não pode continuar a achar que pode viver simplesmente dos seus pergaminhos históricos, nós temos de nos fazer à vida, arregaçar as mangas, temos de nos bater e concorrer com todos os outros municípios quer nacionais quer designadamente no espaço ibérico que se afirmam de uma forma muito agressiva para a atracção de empresas", defendeu o socialista.

Da parte do presidente da AIP-CE, Lisboa é uma cidade de referência no contexto europeu, mas tem de caminhar para a excelência. "Este protocolo é no sentido de fazer convergir esforços destas três entidades para que haja uma maior captação não só de investimento para a cidade de Lisboa, de 'start-up' de novas empresas que tenham uma componente tecnológica significativa em vários sectores da actividade empresarial, dando condições para que a cidade também se possa afirmar como um tecnopólo de referência no quadro europeu", defendeu Jorge Rocha de Matos.

O presidente do IAPMEI, por seu lado, vê neste protocolo a possibilidade de relançar uma zona "muito importante da cidade de Lisboa que tem estado adormecida". "Há aqui duas décadas de tempo perdido a recuperar e digamos que isto é o ponto de partida para a recuperação que se pretende e dotar Lisboa de um novo espírito e de um novo 'elan' a nível de dinamização empresarial", entende Luís Filipe Costa.

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367517&idCanal=59

via http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=824134


Pólo Tecnológico do Lumiar – Lispolis

Trata-se de um território que foi durante séculos ocupado por quintas (ex. Franciscanos - Seminário da Luz), localizado entre os bairros de Carnide e Paço do Lumiar, antigos núcleos urbanos da periferia de Lisboa. Nas últimas décadas do século XX, estes bairros passaram a ser pontos de transição entre a cidade ( que cresceu e ali chegou ) e os seus arredores. É uma realidade ainda muito fragmentada e com pouca vida urbana, devido à existência de diversos espaços vazios, ainda por construir, que criam descontinuidades urbanas e também por não haver na zona qualquer equipamento comercial e de serviços. É uma zona sobretudo marcada pela presença de eixos viários de grande envergadura e tráfego intenso, que “cortam“ as possibilidades de eventuais percursos pedonais.Neste contexto, os dois lotes destinados à construção dos edifícios do Lispolis têm uma importância estratégica, dado que configuram uma espécie de “Porta“ através da qual se entra e sai da cidade. É também uma porta em sentido literal visto que os edifícios, segundo o programa de concurso, deviam unir-se através de uma ponte-galeria. A ideia central deste projecto nasce, com naturalidade, da necessidade de ligar as partes desconexas deste território ainda em estado “pré-urbano“. Traçando prolongamentos de alinhamentos urbanos envolventes (passeios e edifícios) dos lotes do projecto, configurámos uma malha de continuidade, que se traduz numa trama de “bandas“. A partir dela tomam forma percursos, edifícios, galeria e alinhamentos. Procura-se que o resultado seja um conjunto que, para além de uma intencional coesão compositiva, assuma o seu carácter urbano e funcione de suporte para fluxos pedonais que actualmente quase não existem.Prolongando-se através e para além dos dois edifícios, com os quais se confunde, a ponte-galeria liga ruas, praça, espaços colectivos e privados e, sobretudo, une as duas metades do Campus do Politécnico de Lisboa.(É) Como uma espécie de “sopro“ que tudo percorre.

Edifícios de Escritórios do Polo Tecnológico de Lisboa
Ficha Técnica
Dono de Obra
LISPOLIS, Polotecnológico de Lisboa
Morada
Estrada Paço do Lumiar, 44Lisboa
Portugal
Concurso
2005 - 1º prémio
Arquitectura
ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda.
Nuno Mateus
José Mateus
Colaboradores
Paulo Rocha, Olivier Ottevaere, Elsa Fonseca
Fundações e Estruturas
SAFRE, Estudos e Projectos de Engenharia Lda.
Instalações e Equipamentos Eléctricos e de Telecomunicações
Instalações e Equipamentos de Gás
Segurança Integrada
AT, Serviços de Engenharia Lda.
Instalações e Equipamentos de Águas e Esgotos
AQUAEPRO, Consultoria e Engenharia Lda.
Instalações e Equipamentos Mecânicos
PEN, Projectos de Engenharia Lda.
Optimização Energética, Térmica e Acústica
NATURAL WORKS, Engineering Consultants
Arquitectura Paisagista
PROAP, Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista Lda.
Área
45 685 m2

Imagens in http://www.arx.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=102&Itemid=46

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