JVS Posted February 5, 2009 Report Posted February 5, 2009 CALENDARIOCONFERÊNCIAS > Atlantikwall por Alberto Ruiz de Samaniego, Director da Fundación Luis Seoane SALA DE LEITURA DIA 5 FEVEREIRO ÀS 18:00 ENTRADA LIVRE > Thomas Mann e o Nacional-Socialismo por Teresa Seruya SALA DE LEITURA DIA 7 FEVEREIRO ÀS 18:30 ENTRADA LIVRE > O "Caso Jünger" por António Mega Ferreira Leitura de excertos de Sobre as Falésias de Mármore (1939), por Marcello Urgeghe SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 14 FEVEREIRO ÀS 17:00 ENTRADA LIVREEXPOSIÇÃO > ATLANTIKWALL - Arquitecturas bélicas nas praias de Ocidente GALERIA MÁRIO CESARINY 5 FEVEREIRO a 1 MARÇO (INAUGURAÇÃO ÀS 19:00) ENTRADA LIVREMESA REDONDA > Memórias de Antes, Durante e Depois SALA ALMADA NEGREIROS DIA 6 FEVEREIRO às 21:30 ENTRADA LIVRE Conversa com Edmundo Pedro e Aquilino Ribeiro Machado ÓPERA > Der Kaiser von Atlantis (O Imperador de Atlântida ou a Abdicação da morte), 1944 uma produção Ginásio Ópera PEQUENO AUDITÓRIO - SALA EDUARDO PRADO COELHO DIA 7 FEVEREIRO ÀS 21:00 DIA 8 FEVEREIRO ÀS 16:00CINEMA > "NOITE E NEVOEIRO"/“NUIT ET BROUILLARD" [1955] de Alain Resnais SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 9 FEVEREIRO ÀS 21:00 > "EINLEITUNG ZU ARNOLD SCHOENBERGS BEGLEITMUSIK ZU EINER LICHTSPIELSCENE"/ “INTRODUÇÃO À MÚSICA DE ACOMPANHAMENTO PARA UMA CENA DE FILME DE ARNOLD SCHOENBERG” [1972] de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 9 FEVEREIRO ÀS 21:00 > “DER JÜNGE TÖRLESS”/"O JOVEM TÖRLESS" [1966] de Volker Schlöndorff SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 9 FEVEREIRO ÀS 21:00 > "O OVO DA SERPENTE"/ "THE SERPENT'S EGG" [1977] de Ingmar Bergman SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 10 FEVEREIRO ÀS 21:00 > "A SAUDADE DE VERONIKA VOSS"/"DIE SEHNSUCHT DER VERONIKA VOSS" [1982] de Rainer Werner Fassbinder SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 11 FEVEREIRO ÀS 21:00 > "A VIDA MARAVILHOSA E HORRÍVEL DE LENI RIEFENSTAHL"/"DIE MACHT DER BILDER: LENI RIEFENSTAHL" [1993] de Ray Müller SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 13 FEVEREIRO ÀS 21:00 > "TRIUNFO DA VONTADE"/"TRIUMPH DES WILLENS" [1935] de Leni Riefenstahl SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 14 FEVEREIRO ÀS 19:00 PREÇOS 2€ (CADA SESSÃO) 4€ (TODO O CICLO DE CINEMA) LEITURA > Correspondência entre Hannah Arendt e Martin Heidegger (excertos) Apresentação de João Paulo Cotrim com a participação de José Wallenstein SALA SOPHIA DE MELO BREYNER DIA 12 FEVEREIRO ÀS 21:00 ENTRADA LIVRE CONCERTO > Verboten / Nicht Verboten (Proibido / Não Proibido) pela Orquestra de Câmara Portuguesa, direcção de Pedro Carneiro PEQUENO AUDITÓRIO - SALA EDUARDO PRADO COELHO DIA 15 FEVEREIRO ÀS 17:00 PREÇOS Plateia 15€ Laterais 12,5€ Um projecto CENTRO CULTURAL DE BELÉM Consultor JOÃO PAULO COTRIM Comissário da programação de cinema JOÃO LOPESTEXTO05-02-2009 a 01-03-2009 O NAZISMO E A CULTURA: CONFRONTAÇÕES Entre o auto-de-fé de 10 de Maio de 1933, no qual se queimaram 20 mil livros, e a abertura da exposição Entartete Kunst (Arte Degenerada), em Maio de 1938, situam-se as etapas fundamentais que definem a apropriação e submissão do mundo da cultura ao império do III Reich. A exaltação da música e a perseguição ao pensamento, a “ghettização” dos intelectuais judeus e o fascínio pela arquitectura, a construção de uma ideologia de massas pelo uso dos meios audiovisuais e a subordinação da criação artística aos ditames do poder, são os traços marcantes de um dos períodos mais negros da cultura europeia. Este ciclo aborda algumas das etapas da confrontação entre o nazismo e a cultura e os sinais de resistência que, apesar de tudo, se foram manifestando. in http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Programacao/Ciclos/Pages/CICLOONAZISMOEACULTURA.aspx?month=2NOTICIASCCB: Ciclo "Nazismo e Cultura" inclui ópera, cinema, exposições e conferências (c/áudio) Lisboa, 03 Fev (Lusa) - Filmes, exposições, um concerto, conferências e uma ópera criada num campo de concentração vão ser exibidos a partir de quinta-feira no ciclo "O Nazismo e a Cultura: Confrontações", no Centro Cultural de Belém (CCB). Lisboa, 03 Fev (Lusa) - Filmes, exposições, um concerto, conferências e uma ópera criada num campo de concentração vão ser exibidos a partir de quinta-feira no ciclo "O Nazismo e a Cultura: Confrontações", no Centro Cultural de Belém (CCB). A iniciativa decorre até 01 de Março e estrutura-se sobretudo sobre a ópera "Der Kaiser von Atlantis/O Imperador de Atlântida ou a Abdicação da Morte" (1944), composta por Viktor Ullmann, com libreto de Peter Kien, explicou à Agência Lusa João Paulo Cotrim, consultor do CCB para este projecto. Esta ópera teve a sua estreia em Portugal em versão original e integral em Setembro de 2008 no Convento dos Capuchos, em Almada, no âmbito das comemorações dos 450 anos daquele monumento. Trata-se de uma produção do Ginásio Ópera, com encenação e concepção cénica de João Maria de Freitas Branco, que também traduziu o original em língua alemã, e será interpretada pela Orquestra de Câmara do Ginásio Ópera e pelo corpo de baile Associação Gestos. João Paulo Cotrim recordou que "O Imperador de Atlântida" foi inicialmente escrita por Viktor Ullmann para ser interpretada em Theresienstadt, considerado um campo de concentração "modelo" do norte da Checoslováquia, o que não chegou a acontecer. Devido ao seu carácter antibélico e anti-hitleriano, foi proibida pelas autoridades do campo e os autores - Ullmann e Peter Kien - foram transferidos para Auschwitz, onde foram executados. A ópera narra a história de um homem poderoso que pretende dominar o mundo através da guerra, mas vê os seus planos ameaçados porque até a Morte se recusa a colaborar com ele. "Esta ópera cumpriu na altura o seu papel de questionar uma realidade que a circundava. No caso, a horrível realidade do regime nazi", salientou João Paulo Cotrim sobre a obra e o seu papel histórico e cultural. A partir desta ópera "tentou-se estruturar um ciclo com várias linguagens e perspectivas, com momentos musicais, conversas, conferências e uma exposição de fotografias sobre arquitectura". O ciclo começa com a conferência "Atlantikwall", por Alberto Ruiz de Samaniego, director da Fundación Luis Seoane, pelas 18:00, na Sala de Leitura do CCB. Uma hora mais tarde é inaugurada a exposição "Atlantikwall - A Arquitectura do Medo", criada por José Froján e Maria Fernández Rebullido, também da Fundación Luis Seoane, com 33 fotografias de edificações em betão armado criadas entre 1941 e 1944 pelos exércitos de ocupação do III Reich desde a Escandinávia até aos Pirinéus. Nas conferências, o público poderá ouvir Teresa Serudya sobre "Thomas Mann, uma voz dissidente", António Mega Ferreira, sobre "O Caso Jünger", leitura de correspondência entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, sobre a relação entre a intelectual judia e o filósofo alemão que manteve um estreito contacto com o regime nazi. No âmbito do ciclo, a Orquestra de Câmara Portuguesa tocará a 15 de Fevereiro "Verboten/Nicht Verboten" (Proibido/Não Proibido), interpretando obras de Hartmann, Strauss, Klein, Wagner e Haas. Um ciclo de cinema atravessará o evento com a exibição de seis filmes que percorrem um período desde 1955 até 1993, desde "Noite e Nevoeiro", de Alain Resnais, "O Ovo da Serpente", de Ingmar Bergman (1977), "A Vida Maravilhosa e Horrível de Leni Riefenstahl", de Ray Müller (1993), e "O Triunfo da Vontade", película histórica da polémica realizadora Leni Riefenstahl (1935). Este ciclo é comissariado pelo crítico de cinema João Lopes. AG. Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/495601CCB: Nazismo pode voltar - João Paulo Cotrim Lisboa, 03 Fev (Lusa) - O ciclo "O Nazismo e a Cultura: Confrontações", que começa quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB), servirá para levantar junto do público questões como: "a cultura pode ajudar a livrar-nos dos totalitarismos?". Lisboa, 03 Fev (Lusa) - O ciclo "O Nazismo e a Cultura: Confrontações", que começa quinta-feira no Centro Cultural de Belém (CCB), servirá para levantar junto do público questões como: "a cultura pode ajudar a livrar-nos dos totalitarismos?". Esta é uma das interrogações lançada pelo consultor do ciclo, João Paulo Cotrim que, em declarações à Agência Lusa, sublinhou a importância de reflectir sobre uma realidade histórica "da qual, infelizmente, não estamos livres de nos voltar a acontecer". Filmes, uma exposição sobre a arquitectura nazi, um concerto, conferências e uma ópera criada num campo de concentração, vão ser apresentados no âmbito deste projecto do CCB que decorre até 01 de Março. Sobre a forma como lidaram as figuras da cultura alemã durante o regime nazi, João Paulo Cotrim citou os casos de criadores que combateram o regime, como Viktor Ullmann e Peter Kien, que acabaram por ser executados, e, por outro lado, da polémica actriz e realizadora Leni Riefenstahl, cujo génio foi considerado crucial para a ascensão do regime. "Quando a cultura é dominada pela política, deixa de ser cultura e passa a ser propaganda?", é outras das questões que o consultor do ciclo considera que deve ser suscitada e debatida. Por outro lado, comentou que talvez este tenha sido o momento histórico em que a cultura terá perdido a inocência: "aqui se verificou como uma nação com um povo culto ficou na histórica como palco de uma barbárie. Afinal, um homem culto poderia ser, ao mesmo tempo, apreciador de Schumann [compositor] e dar ordens para queimar seres humanos". "Além do extermínio de seres humanos, é assustador como um país culto consegue destruir parte do seu património por um determinado delírio", comentou ainda sobre os 20 mil livros queimados e outras obras de arte como escultura e pintura destruídas por serem consideradas degeneradas. Questionado sobre o impacto do regime na cultura portuguesa na época, João Paulo Cotrim observou que, apesar do nazismo ter contribuído para um fechamento cultural na Alemanha, em Portugal "pode ter contribuído para uma abertura devido ao cosmopolistismo que se viveu, sobretudo na capital". Com a posição simpatizante do regime mas oficialmente neutra de Salazar, Lisboa foi ponto de passagem de milhares de pessoas fugidas ao regime nazi. O ciclo "O Nazismo e a Cultura: Confrontações" inclui a apresentação, a 07 e 08 de Fevereiro, da ópera "Der Kaiser von Atlantis/O Imperador de Atlântida ou a Abdicação da Morte" (1944), composta por Viktor Ullmann, com libreto de Peter Kien. A Orquestra de Câmara Portuguesa tocará a 15 de Fevereiro "Verboten/Nicht Verboten" (Proibido/Não Proibido), interpretando obras de Hartmann, Strauss, Klein, Wagner e Haas. Um ciclo de cinema atravessará o evento com a exibição de seis filmes que percorrem um período desde 1955 até 1993, desde "Noite e Nevoeiro", de Alain Resnais, "O Ovo da Serpente", de Ingmar Bergman (1977), "A Vida Maravilhosa e Horrível de Leni Riefenstahl", de Ray Müller (1993), e "O Triunfo da Vontade", película histórica da polémica realizadora Leni Riefenstahl (1935). AG. Lusa/Fim in http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/495600 Quote
JVS Posted February 12, 2009 Author Report Posted February 12, 2009 Cinema pensa o Nazismo e a Cultura em ciclo no CCBEstão seis filmes integrados na programção multidisciplinar do ciclo O Nazismo e Cultura: confrontações, que arrancou a 5 de Fevereiro, em Lisboa. A primeira fita passa esta noite.Noite e Nevoeiro é o primeiro de seis filmes a ser projectado a propósito do ciclo O Nazismo e a Cultura: confrontações, que decorre no Centro Cultural de Belém desde o dia 5 de Fevereiro. Um ciclo dentro de um ciclo, que arranca hoje, 9 de Fevereiro, às 21h e termina no dia 14 de Fevereiro.Noite e Nevoeiro (1955), de Alain Resnais; Introdução à música de acompanhamento para uma cena de filme de Arnold Schoenberg (1972), de Danièle Huillet ; O jovem Törless (1966), de Volker Schlöndorff; O Ovo da Serpente (1982), de Ingmar Bergman; A Vida Maravilhosa e Horrível de Leni Riefenstahl, de Ray Müller (1993); e O Triunfo da Vontade (1935), de Leni Riefenstahl, são os filmes escolhidos para ilustrar o ciclo O Nazismo e a Cultura: confrontações. A retrospectiva abrange quatro décadas de cinema e é comissariada pelo crítico de cinema João Lopes. A leitura da correspondência entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, por João Paulo Cotrim e José Wallenstein (12 de Fevereiro), uma conferência sobre o Caso Jungër com António Mega Ferreira (14), um concerto da orquestra de Câmara Portuguesa que interpretará obras de Hartmann, Strauss, Klein, Wagner e Haas (15) e uma exposição sobre a arquitectura nazi, em exibição até ao dia 1 de Março, vão ser a outra parte de um programa que pretende abordar algumas das etapas da confrontação entre o nazismo e a cultura, e os sinais de resistência que, apesar de tudo, se foram manifestando. in http://rascunho.net/artigo.php?id=2386 Quote
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