JVS Posted January 13, 2009 Report Posted January 13, 2009 Caldas da Rainha Elogios à remodelação na cerimónia de reabertura do Museu de José Malhoa A directora do Museu e a secretária de Estado na visita ao espaço remodelado “É um momento de grande alegria. O museu está requalificado e modernizado. A colecção toma outra vida e apresentação”, manifestou Matilde Couto, director do Museu de José Malhoa, na reabertura deste espaço cultural das Caldas da Rainha, no passado dia 19. Desde Junho de 2006 que o edifício estava encerrado para obras de remodelação, que custaram cerca de 2,5 milhões de euros. Passa a dispor de sala de exposições temporárias, sala multimédia com novos recursos, áudio-guias, novos equipamentos na biblioteca de arte, entre outras inovações. Fica assegurada a acessibilidade plena, com ligação interna entre as reservas, serviços e zonas técnicas. Foram também criadas novas infra-estruturas de segurança, iluminação e climatização e sobretudo uma nova ligação visual entre o espaço expositivo e a envolvente do Parque D. Carlos I. “Beneficiamos de uma envolvência e de um ambiente mais acolhedor quer visualmente quer na climatização que está a ser introduzida e todo este circuito vai permitir uma nova dinâmica quer nas actividades do museu quer na relação com os seus visitantes”, descreveu Matilde Couto, destacando que o arquitecto responsável pelo projecto - João Santa-Rita – “teve um olhar especial sobre um edifício também especial na história da nossa museologia, uma vez que é o primeiro museu construído de raiz no nosso país”. A remodelação do Museu de José Malhoa respeitou as características essenciais do edifício, construído há mais de 70 anos, introduzindo uma reformulação dos revestimentos e distribuição da colecção. Enquanto esteve encerrado foi organizado um núcleo provisório no 1º andar do Museu do Ciclismo, na Rua de Camões, que albergou um núcleo importante de pinturas de José Malhoa, procurando a continuidade da ligação entre os visitantes e a obra essencial do seu patrono e a realização das suas actividades educativas e culturais. Apesar disso, “houve prejuízos que a cidade das Caldas sentiu, uma vez que se quebrou a relação entre o público e o museu. A verdade é que as pessoas desabituaram-se de contar com o Museu de José Malhoa”, reconheceu Manuel Oleiro, director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), para quem “este regresso às instalações de origem era, pois, urgente”. Mas a espera valeu a pena, no seu entender: “É um museu melhor, com maiores capacidades para prestar serviços educativos aos públicos escolares e de poder acolher exposições itinerantes e com melhores condições de conforto para o público”. “Recebemos um presente de Natal. Era uma intervenção particularmente dedicada. Qualquer mexida no edifício poderia de desvirtuar aquilo que tinha sido o projecto inicial. O arquitecto soube dotá-lo das condições adequadas a um museu moderno e permitir-lhe o desenvolvimento de novas funções, mantendo tudo aquilo que era essencial”, comentou Manuel Oleiro. O director do IMC afirmou ainda que “Malhoa tem um papel incontornável na cultura portuguesa e o Museu tem de acompanhar essa importância para ser um pivot em relação à actividade cultural das Caldas da Rainha”. O ciclo de investimentos no âmbito do Programa Operacional da Cultura (POC), iniciado em 2000, está a chegar ao fim, e o Ministério da Cultura considera que se vive “um período feliz” com os resultados obtidos, declarou a secretária de Estado Paula Fernandes. Anunciando que “foi gasto todo o plafond existente” - 420 milhões de euros de dotações do POC, 178 milhões dos quais em mais de cem projectos de modernização e dinamização dos museus nacionais - a secretária de Estado da Cultura sublinhou que “a paisagem das infra-estruturas culturais alterou-se substancialmente”, permitindo “aos cidadãos usufruírem de um conjunto de equipamentos com uma qualidade acrescida e que valorizam as colecções que neles estão instaladas”. “Não foram só os museus, no POC houve renovações de monumentos, projectos com centros culturais, cine-teatros e bibliotecas municipais”, referiu. “Estamos a chegar ao fim deste ciclo”, mas, segundo apontou, os investimentos vão prosseguir, agora com candidaturas às verbas do QREN, como é exemplo a obra a lançar em 2009 para a requalificação e ampliação do Museu da Cerâmica, nas Caldas da Rainha, que custará cerca de 2,5 milhões de euros. Sobre as obras no Museu de José Malhoa, a secretária de Estado disse que “há uma relação extremamente bonita com o espaço exterior e que cria um ambiente de cumplicidade”. Francisco Gomes in http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=20602 Quote
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