JVS Posted January 8, 2009 Report Posted January 8, 2009 OJE/Lusa O Jardim de Santos, em Lisboa, vai ser renovado e dinamizado no âmbito da bienal ExperimentaDesign Lisboa 2009, tendo para o efeito sido assinado um protocolo com a autarquia, anunciou hoje a entidade promotora da iniciativa. O objectivo é reposicionar aquele recinto público enquanto espaço de lazer e fruição para residentes e visitantes. Situado no Largo de Santos e com uma área de 390 metros quadrados, o jardim é o principal espaço verde público daquela área densamente ocupada. Com a iniciativa, pretende-se criar um espaço cosmopolita, que conjugue zonas verdes, arquitectura e design. O plano de revitalização foi formulado em conjunto pelas duas partes e prevê o redesenho do espaço, associado à concepção de novo mobiliário urbano, equipamentos lúdicos, sinalética e um quiosque para serviço de restauração, com uma componente de divulgação cultural. Serão contempladas soluções na área do design de som e iluminação que potenciem a funcionalidade do espaço. Para o desenvolvimento do projecto, a Experimenta convidou uma equipa de criadores nacionais composta pelo designer Fernando Brízio, o atelier de design Pedrita, o arquitecto paisagista João Gomes da Silva, o músico e designer de som Rui Gato, o designer de luz José Álvaro Correia e o designer gráfico António Gomes. Pretende-se fomentar a utilização do jardim de dia e de noite, diversificar e alargar o número de utilizadores a todas as faixas etárias, assumindo uma maior frequência de jovens no período nocturno, potenciar a mobilidade e circulação nas áreas adjacentes e dinamizar o acesso ao Rio Tejo através da ponte pedonal. Privilegiar a relação entre o jardim e a frente Tejo, a Praça Vitorino Damásio e o eixo Rua das Janelas Verdes/Paços do Concelho, bem como assegurar a sustentabilidade ambiental da intervenção foram outras apostas. O projecto integrará o programa da 5ª edição da ExperimentaDesign em Lisboa, cumprindo um dos seus objectivos:"construir um legado para a cidade e seus habitantes". A ExperimentaDesign Lisboa realiza-se entre 9 de Setembro e 8 de Novembro. in http://www.oje.pt/noticia.aspx?channelid=827CB671-D324-4A83-A1C8-D559CF5AC090&contentid=17ACA2E2-B9F8-4A1D-BF4C-9FABC9722300Lisboa: Jardim de Santos com cara nova para a ExperimentaDesign 07.01.2009 - 17h04 Joana Amaral Cardoso O Jardim de Santos, em Lisboa, vai ser reabilitado por designers, arquitectos e músicos por ocasião da 5ª ExperimentaDesign, a bienal multidisciplinar que regressa a 9 de Setembro à capital. A iniciativa é fruto de um protocolo entre a Experimenta - Associação para a Promoção do Design e Cultura de Projecto e a Câmara Municipal de Lisboa (CML), um acordo “pro bono” “rigorosamente sem qualquer ónus” financeiro adicional “para a CML”, garantiu a presidente da bienal, Guta Moura Guedes. A autarquia é a principal financiadora da ExperimentaDesign até 2013. O protocolo foi assinado a 18 e Dezembro e a primeira apresentação dos contornos práticos do projecto ao executivo camarário tem lugar no dia 27, apesar de o plano ter sido formulado em conjunto pela Experimenta e pela CML. Em causa está uma intervenção no jardim, sustentável a nível ambiental, com o objectivo de “abrir caminho a novas dinâmicas de utilização e vivência do jardim” de 390 m2, criando um espaço verde, de arquitectura e design, mas que não obrigará ao encerramento do mesmo durante os trabalhos. Foram convidados para intervir no jardim o designer Fernando Brízio, o atelier de design Pedrita, o arquitecto paisagista João Gomes da Silva, o músico e designer de som Rui Gato, o designer de luz José Álvaro Correia e o designer gráfico António Gomes. A ideia é criar novo mobiliário urbano, equipamentos lúdicos, nova sinalética e um quiosque de restauração e divulgação cultural, tudo para manter o jardim, que fica junto à zona de bares de Santos muito frequentada por jovens, no activo durante dia e noite. A intervenção no Jardim de Santos tem também como objectivo dinamizar o acesso ao Tejo através da ponte pedonal da zona, bem como favorecer as ligações à zona envolvente, da rua das Janelas Verdes aos Paços do Concelho, passando pela frente Tejo. A organização cultural sem fins lucrativos sublinha ainda que o projecto vai ao encontro de um dos objectivos da bienal: deixar "um legado para a cidade", diz a Experimenta em comunicado. Este é o primeiro projecto conhecido para o regresso da bienal a Lisboa, depois do cancelamento da edição de 2007 por falta de apoio orçamental da autarquia, então liderada por Carmona Rodrigues. A 5ª ExperimentaDesign vai decorrer entre 9 de Setembro e 8 de Novembro em Lisboa, depois de ter tido uma pré-edição de aquecimento em Setembro de 2008 e uma passagem por Amesterdão no mesmo mês. O tema da 5ª bienal é "It’s About Time" e vai contar com um apoio orçamental de variadas fontes. A ExperimentaDesign 2009 conta com um apoio de 250 mil euros da EDP e, graças ao protocolo tripartido que vigora até 2013 com os ministérios da Cultura e da Economia e com a Câmara de Lisboa, tem garantido apoio de 200 mil euros por edição da Cultura. Para as seis edições protocoladas, a Economia entra com 750 mil euros e a CML participa com 1,5 milhões de euros. O orçamento da 5ª edição está ainda a ser trabalhado, disse hoje Guta Moura Guedes ao PÚBLICO, e só será finalizado dentro de um mês, sobretudo devido à espera pela aprovação da nova lei que regulamenta os contratos de trabalho. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1355270&idCanal=14 Quote
JVS Posted September 10, 2009 Author Report Posted September 10, 2009 ExperimentaDesign Vamos ter um jardim com uma casa na árvore In Público Por Alexandra Prado Coelho «A ExperimentaDesign 2009 aceitou um desafio da Câmara de Lisboa para revitalizar um jardim da cidade. Juntou uma equipa e repensou de cima a baixo o Jardim de Santos. Plantas tropicais, música feita a partir do ecossistema, uma casa na árvore para vermos o Tejo. Um jardim - transformado por designers - como Lisboa nunca teve. O P2 revela como vai ser Imagine um jardim para si. Uma casa no topo de uma antiquíssima árvore cujos ramos ao longo do tempo se foram estendendo como cabelos de bruxa revoltos pelo vento. Pode subir até lá acima, sentar-se no topo da árvore e ver o Tejo. E depois descer e entrar na cafetaria, consultar informação sobre os espectáculos que pode ir ver nesse dia, beber um sumo, comer alguma coisa. Imagine um jardim onde, num determinado ponto, e só aí, pode ouvir música programada por um artista a milhares de quilómetros de distância, noutro ponto do mundo. Gravados nas árvores, à volta, estarão sinais - como nomes de namorados inscritos um dia em segredo - que indicam onde fica o quê na zona. Imagine que no chão há jogos para crianças em que o velho berlinde se mistura com o imaginário dos jogos de computador, que o cheiro de plantas tropicais enche o ar, e que à noite uma luz quente transforma o jardim numa festa ao ar livre. Por enquanto nada disto existe - ou melhor, existe apenas nos projectos, ideias e desenhos da equipa que a bienal ExperimentaDesign 2009 reuniu para o projecto de reabilitação do Jardim de Santos, em Lisboa, e que serão apresentados numa exposição no próprio jardim no dia 9 a partir das 19h30. O que se espera é que, terminada a intervenção (um desafio que partiu do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes), o velhinho Jardim de Santos, ensonado durante o dia e rodeado de animação à noite por causa dos espaços que nos últimos anos foram abrindo na zona de Santos, se transforme num novo jardim - com casa na árvore, música, sinais nas árvores, jogos no chão e cheiro de plantas no ar. Uma das grandes mudanças será a alteração no trânsito (já aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa): os carros deixarão de passar pela rua em frente ao teatro A Barraca (mantém-se apenas a passagem dos eléctricos), passando a contornar o jardim, que será alargado até aos edifícios. Este é, nas palavras de Guta Moura Guedes, a directora da ExperimentaDesign, um projecto de intervenção urbana "de chave na mão", ou seja, a proposta foi aprovada pela câmara mas toda a responsabilidade pela concepção e execução é da Experimenta. A equipa convidada é composta por João Gomes da Silva (arquitectura paisagista), Fernando Brízio (design de equipamento), Pedro Ferreira e Rita João/Pedrita (design de equipamento), Rui Gato (música e sound design), José Álvaro Correia (design de luz), e António Silveira Gomes/Bárbara Says (design de comunicação). O projecto - que, entre outras coisas, pretende mostrar como o design pode ser usado para melhorar os espaços públicos - está orçamentado em 1,2 milhões de euros, sendo o financiamento também da total responsabilidade da Experimenta (que reuniu um consórcio com vários parceiros e patrocinadores). Quando o trabalho estiver concluído, a manutenção do jardim passará para a câmara, enquanto a manutenção dos conteúdos (informação, música, etc.) continuará a ser responsabilidade da bienal. O jardim A discussão sobre a identidade deste jardim (Nuno Álvares, de seu nome oficial) foi o ponto de partida para tudo o resto. O que João Gomes da Silva, arquitecto paisagista, propôs foi devolver-lhe o seu "carácter exótico e único", que vem da acumulação da "matéria da memória colonial" com "árvores de nomes estranhos, formas da estepe africana ou da floresta brasileira". E, ao mesmo tempo, "abrir o jardim à luz e ao espaço que o circunda, mas criando zonas de maior intimidade e serenidade". Tirando as grandes árvores, com a passagem do tempo o espaço foi sendo ocupado por vegetação que já não tinha nada a ver com o jardim original. Por isso, o arquitecto paisagista defendeu a necessidade de devolver "a exuberância cromática, de cheiros, de alegria" de outros tempos. E no centro do jardim surgirá "uma clareira de relva côncava, rodeada e coberta por raras plantas exóticas". A casa na árvore Desde o início que "toda a equipa estava fascinada com aquela árvore" no centro do jardim, conta Guta Moura Guedes. Por isso foi muito bem recebida a proposta do designer Fernando Brízio para que os frequentadores da zona pudessem ter aquilo com que qualquer criança sonha: uma casa na árvore, onde, neste caso, "se pode estar ao nível dos ramos e ver o rio". A parte de baixo deste novo equipamento do Jardim de Santos terá uma cafetaria (com painéis de vidro amovíveis, podendo ser totalmente aberta quando está calor), esplanada, um espaço de venda de livros e revistas, e um ponto de informação sobre o que Lisboa pode oferecer na área da cultura contemporânea, para além de zonas de criatividade interactivas e lúdicas. A "casa" será em metal, com a plataforma suspensa implantada em torno da árvore, junto aos ramos (a uma altura de 3,30 metros), longe do barulho, e ligada ao chão por três escadas. Dentro da plataforma, que é aberta mas tem pequenas "paredes", haverá bancos de cortiça onde as pessoas se podem sentar ou deitar. O equipamento Para podermos estar no jardim, os Pedrita conceberam um conjunto de assentos (bancos, alguns deles com encosto), de vários tipos, para diferentes usos e momentos do dia ou da noite - tendo em conta que o jardim terá um tipo de utilização diferente consoante as horas. Os assentos estarão espalhados por vários pontos e adaptados a eles, "aproveitando os desníveis, os espaços menos expostos e a possibilidade de usufruir ao máximo do sol". O material escolhido é uma combinação de betão com cortiça - criando, diz Guta, "uma estrutura suave que amortece o impacto do corpo". Esta é, segundo os Pedrita, "uma conjugação invulgar, que inverte os papéis à partida definidos: a cortiça surge como elemento base, estrutural e trabalhado em bloco [o interior do banco]; e o betão como superfície de contacto [na qual nos sentamos], trabalhado formalmente em lâmina". O som Este é, declara Guta Moura Guedes, um "ponto absolutamente revolucionário" na forma de nos relacionamos com um jardim em Lisboa. O desenho de som concebido por Rui Gato tem várias camadas. Haverá altifalantes hipersónicos estrategicamente colocados pelo jardim que vão criar "sweet spots", pontos muito específicos (com um raio de apenas dois ou três metros) nos quais podemos ouvir sons ligados ao passado, presente e futuro. Expliquemos: os sons do "passado" são criados a partir de "uma base de dados sónicos e musicais a partir da interpretação das sequências de ADN das diferentes espécies vegetais do jardim e sua transposição para informação musical" ou das "características morfológicas dos sons naturais", do canto dos pássaros ao vento ou à chuva. O "presente" intervém quando, sobre esta base de dados, um sistema informático "modula a matéria musical através de sinais do meio físico registados no momento", e que variam com a hora do dia ou da noite, a temperatura, a humidade, etc. Por fim, o "futuro": haverá um interface web disponível na cafetaria/Info Point ou através do computador (pela rede wireless) no qual poderemos "desenhar a nossa própria reconfiguração do ecossistema" durante um curto período. Além disso, acrescenta Guta, "podemos desafiar um artista em qualquer ponto do mundo a enviar inputs". Se todo este som é muito discreto e muito focado durante o dia (só ouvido nos tais sweet spots), à noite pode ter uma versão "mais colectiva", criando outro ambiente no jardim. A luz Foi José Álvaro Correia quem trabalhou a luz. Um dos objectivos é "tornar o espaço mais seguro para circular e estar", nomeadamente à noite, altura em que a animação se instala na zona de Santos. A luz geral pretende "acentuar a escala das árvores num efeito de cúpula, reflectindo depois a luz nas zonas de permanência, lazer e circulação". Há também uma luz pontual, que introduzirá cores quentes para "uma atmosfera envolvente e descontraída", que será complementada por uma luz lúdica (aqui entra, tal como no som, a possibilidade de intervenção do utilizador). Por fim, haverá uma luz circundante com uma tonalidade alaranjada, banhando o jardim numa atmosfera quente. A sinalética António Silveira Gomes partiu de uma ideia muito simples: as inscrições que as pessoas fazem nos troncos das árvores, desenhos, nomes, mensagens, marcas de uma passagem. Nas notas sobre a intervenção, o designer lembra práticas culturais que exploram esta "relação entre homem, árvore e cidade", como o Tree-Dressing (vestir as árvores) na Índia, Japão e Inglaterra; o Tree Carving (gravações nas árvores) nos EUA, e os Wish-Trees (colocar desejos escritos em etiquetas em certas árvores). É assim que vai ser a sinalética no novo Jardim de Santos. "São feitos cortes superficiais nas árvores e é usada uma tinta que não tem qualquer perigo para a árvore", garante a directora da Experimenta. Serão assim dadas direcções para espaços culturais nas proximidades, orientações dentro do jardim e informações sobre as próprias árvores. O designer propõe também jogos lúdicos no chão, aproveitando por exemplo as tampas de caixas subterrâneas de serviços vários, que normalmente se tentam esconder. Em vez de esconder, Silveira Gomes quer tirar partido delas, desenhando num baixo-relevo suave jogos/labirintos, misturando a lógica do jogo do berlinde com a da playstation - uma forma também, sublinha Guta, de "fugir ao estereótipo de ter uma zona separada para as crianças". Afinal, não é este um jardim com uma casa na árvore para os adultos realizarem o seu sonho de infância?» Publicada por Paulo Ferrero in http://cidadanialx.blogspot.com/2009/09/experimentadesign-vamos-ter-um-jardim.html Quote
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