JVS Posted December 18, 2008 Report Posted December 18, 2008 Centro de Memória abriu em Vila do Conde Espaço em Vila do Conde é museu, arquivo, sala de exposições e centro de pedagogia ambiental 2008-12-15 ANA TROCADO MARQUES Museu, arquivo, sala de exposições e centro de pedagogia ambiental. O restauro de um edifício que ficará, agora, ao serviço da Cultura, das Artes e da formação. Foi esta a ideia da recuperação do Solar de S. Sebastião, este domingo inaugurado em Vila do Conde. A recuperação do antigo solar - agora Centro de Memória -, um projecto do arquitecto Maia Gomes, orçada em sete milhões de euros, está já entre os seleccionados para o Prémio Secil de Arquitectura. "Há um grande esforço na qualificação formal - nas Novas Oportunidades -, mas há também necessidade de fazer qualificação informal: envolvermos as pessoas em actividades que permitam que elas dominem melhor os instrumentos através dos quais se qualificam: a língua, as artes, etc.", frisou o ministro da Cultura, que presidiu à cerimónia de inauguração. Pinto Ribeiro salientou, assim, a importância da requalificação patrimonial, enquanto factor de qualificação e lembrou: "o investimento na Cultura é rapidamente reprodutivo: cria qualificação nas pessoas, emprego e actividade económica". O presidente da Câmara de Vila do Conde lembrou que o Solar de S. Sebastião é "um edifício emblemático" que, tal como aconteceu com a Casa José Régio e a Casa de Antero, a autarquia "faz questão de recuperar", numa "forte aposta no património". Mário Almeida espera que o espaço funcione como "âncora" da rede de museus do concelho. Em Março de 2002, o Centro de Memória viu garantida a comparticipação pelo POC. Em 2005, em entrevista ao JN, Mário Almeida, prometia a abertura no Verão de 2006. Chegou a haver uma visita pré-inaugural, mas, desde então, o espaço ficou fechado. "Na altura, abriu-se ao público, para que se pudesse apreciar o restauro, que vinha a ser feito. O edifício ficou concluído em 2007 e exigiu muito equipamento, que só pode ser adquirido com programas comunitários já em 2008", explicou o edil. O antigo Solar, um imóvel do século XVII, que autarquia comprou nos anos 70, foi, agora, restaurado e ampliado, duplicando a área coberta. Do lado de fora, ficam sete mil metros quadrados de jardins, actualmente com uma exposição com 13 esculturas de Ângelo de Sousa, cedida pela Fundação de Serralves. Em exposição estão ainda, até Julho de 2009, "Júlio ou expressionismo em Portugal", com vários quadros do pintor vila-condense, "No Cinema", uma exposição do "Curtas Metragens" e uma mostra dedicada a São João. O espaço estará aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 18 horas. in JN Quote
JVS Posted April 11, 2009 Author Report Posted April 11, 2009 Casa em Vila do Conde onde viveu Antero de Quental abre em Junho 11.04.2009 - 10h55 Lusa A casa onde Antero de Quental viveu em Vila do Conde, durante dez anos, foi reconstruída e recuperada e vai abrir ao público a partir do próximo mês de Junho, garantiu o autor do projecto de arquitectura. A intervenção do imóvel, situado no coração da cidade e junto ao largo que tem o nome do escritor, está a ser feita pela Câmara Municipal, num investimento que ronda os 500 mil euros. Segundo Maia Gomes, o interesse pela recuperação deste espaço surge reforçado pelo facto de Vila do Conde ser uma cidade "intimamente ligada à literatura, às artes e à pintura", através de pessoas que "por cá passaram, viveram ou nasceram e viram este local como fonte de inspiração". Nomes como José Régio, Ruy Belo e, mais recentemente, Valter Hugo Mae provam, segundo Maia Gomes, que "Vila do Conde é uma terra de tradição literária". E foi com o intuito de "seguir esta política, que visa realçar as coisas importantes e potenciar os criativos locais" (onde se inclui Antero de Quental), que a edilidade decidiu adquirir e requalificar o imóvel", explicou o arquitecto. Recorde-se que o autor de "Odes Modernas" fez a seguinte descrição da cidade: "aqui as praias são amplas e belas, e por elas me passeio ou me estendo ao sol com a voluptuosidade que só conhecem os poetas e os lagartos adoradores da luz". Um escrito que denota que o tempo que passou em Vila do Conde (de 1881 a 1891) terá sido, talvez, o menos atormentado da sua vida. A requalificação foi complicada, porque o imóvel teve que ser demolido e reconstruído. É que, há muitos anos, havia sido alvo de "uma intervenção que o descaracterizou e, quando a Câmara o adquiriu, quis aproximá-lo, o mais possível, ao que era à época de Antero", disse o arquitecto. A obra está agora em fase final de construção, faltando apenas a instalação do espólio e mobiliário. Maia Gomes considera que o espaço não é grande e até o define como tendo uma "dimensão 'quase doméstica', mas, e dentro desta disponibilidade física, vão ser criados espaços de exposição, um pequeno auditório e uma biblioteca a instalar na antiga torre", um dos locais mais atractivos da casa. O acesso a essa torre, é feita através de uma escada, em espiral, que termina numa janela com vista para o núcleo antigo da cidade, uma ideia inspirada no escultor russo, Vladimir Tatlin, confidenciou Maia Gomes. A espiral tem a forma de estante e poderá representar, por exemplo, "a subida para o conhecimento", uma vez que ali ficarão aquartelados mais de 5000 livros", elucidou. "Existe a expectativa que tudo o que diga respeito a Antero, e que está um pouco disperso", se possa reunir neste local", à semelhança do que está a acontecer em Ponta Delgada, a terra natal de Antero. Mas dentro da casa, há um outro espaço que merece também ser realçado: o jardim. Aliás, Antero de Quental conta numa das cartas escritas a um amigo, que pretende libertar aquela zona da função de horta e transformá-la, colocando ali "duas laranjeiras, um pessegueiro, plumas, um morangueiros e uma ramada. O jardim está a ser ordenado tal e qual esta descrição. As portas da casa mantêm-se para já fechadas, mas, dentro de cerca de três meses, já poderá ser visitada e sentida como um dos locais de eleição de Antero de Quental, que por aconselhamento médico viu Vila do Conde cruzar-se na sua vida. Partiu em Maio de 1891 para os Açores e, cinco meses depois, suicidou-se com dois tiros. in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373733 Quote
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