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14-12-2008 11:49:16

Arquiteto luso ganha prêmio por museu no norte de Portugal

Vila Real, 14 dez (Lusa) – O arquiteto Belém Lima afirmou à Agência Lusa que a atribuição do Prêmio de Arquitetura do Douro significa um reconhecimento das qualidades do Museu da Vila Velha para a cidade de Vila Real, no norte de Portugal.

O museu ganhou neste domingo o Prêmio de Arquitetura, promovido pela Estrutura de Missão do Douro (EMD) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

“O reconhecimento tem a ver com as obras atingirem ou não as pessoas. Este prêmio significa um reconhecimento da mais-valia que é a arquitetura que temos feito e significa também a projeção do nome da nossa região”, frisou o arquiteto.

Belém Lima tem 57 anos, é natural de Vila Real e é formado pela Escola de Belas Artes de Lisboa.

O Museu da Vila Velha foi inaugurado a 20 de maio deste ano e nasceu com o objetivo de desvendar a história da cidade de Vila Real, integrando um acervo de cerca de duas centenas de objetos da Idade do Bronze até à época contemporânea.

O museu, propriedade da prefeitura de Vila Real, custou cerca de 750 mil euros (R4 2,3 milhões no câmbio atual), com apoio comunitário de 50%.

Neutro

Lima explicou que criou um edifício "neutro e silencioso", que pretende funcionar como uma "máquina de mostrar a Vila Velha".

“É um edifício de diálogos com a paisagem envolvente e a história. A arquitectura é feita para as pessoas e deve arrancar dos sítios onde está e esta é a raiz de Vila Real”, afirmou.

O prédio integra uma biblioteca e centro de documentação, pequeno auditório, salas de exposições e um centro arqueológico com duas salas, uma para recolhimento dos achados e outra para laboratório, que também estão abertas ao público.

A história das origens de Vila Real é contada com o recurso multimídia no auditório e, após a visualização, o visitante atravessa uma ponte e entra na sala de exposições, onde entre em contato com as portas da vila e com cerca de duas centenas de objetos, que provam a ocupação daquela zona antes da criação da cidade pelo Rei Dom Dinis.

Segundo o diretor do museu, João Silva, desde que abriu portas, já passaram pelo edifício cerca de nove mil visitantes, entre turistas e estudantes.

Silva disse também que já recebe muitos estudantes de arquitetura curiosos com a obra de Belém Lima, acreditando que, a partir de agora, este tipo de visitantes aumente.

Obras

Em 2006, O arquiteto ganhou uma menção honrosa na primeira edição do “Prêmio de Arquitectura do Douro”, com o Conservatório Regional de Música de Vila Real.

Entre outras obras dele se destacam ainda a Biblioteca Municipal de Vila Real, o novo edifício da Câmara de Boticas, algumas residências e um mercado em Chaves, no norte português.

Nesta obra muito diversificada, Belém Lima destacou ainda um pequeno prédio que projetou para a Régua e do qual disse gostar particularmente por ter um “grande impacto social”, pois abriga a Associação do Bairro das Alagoas, onde reside uma grande comunidade cigana.

“A nossa obra é sempre uma vontade de acrescentar algo. Vamos acrescentando a cidade aos poucos. A nossa ideia é fazer uma pertença à cidade ou território. Há sempre esta relação com a sociedade”, concluiu.

in http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=21204


Museu da Vila Velha ganha Prémio de Arquitectura do Douro

Arquitecto Belém Lima recebe prémio em simultâneo com a inauguração do Museu do Douro, para a qual foi convidado o primeiro-ministro

O Museu da Vila Velha, em Vila Real, da autoria do arquitecto António Belém Lima, ganhou o Prémio de Arquitectura do Douro, anunciou este domingo a Estrutura de Missão do Douro (EMD).

O vencedor do prémio, divulgado através de um comunicado, foi a única iniciativa realizada para assinalar o sétimo aniversário do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial da Humanidade, anunciado a 14 de Dezembro de 2001 pela UNESCO.

O galardão será entregue a Belém Lima a 20 de Dezembro, numa cerimónia que se vai realizar em simultâneo com a inauguração do Museu do Douro, para a qual foi convidado o primeiro-ministro, José Sócrates.

O júri distinguiu o Museu da Vila Velha, propriedade da Câmara de Vila Real, por reconhecer uma «boa prática de inserção arquitectónica na paisagem urbana do Douro e de valorização do centro histórico daquela cidade, na sequência das campanhas arqueológicas» anteriormente desenvolvidas naquela área.

De acordo com o comunicado, o edifício distinguido não colide com o processo de reconstituição histórica da vila, configurando, segundo Belém Lima, «um volume pétreo e silencioso» que aspira «a uma neutralidade arquitectónica».

O concurso visa premiar os edifícios de maior qualidade arquitectónica do Alto Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade em 2001. «O nosso objectivo é estimular as boas práticas de arquitectura na paisagem classificada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Queremos banalizar e estimular a qualidade», explicou o chefe de projecto da EMD, Ricardo Magalhães.

Foi ainda distinguida com uma menção honrosa a reabilitação da Capela das Sete Esquinas, no Peso da Régua, do arquitecto Paulo Moura e propriedade do Município do Peso da Régua.

A Capela das Sete Esquinas, um edifício original do século XVIII localizado no lugar das Fontainhas, estava em estado avançado de degradação até ao momento da recuperação da fachada principal, da cantaria interior e exterior e do arco interior de volta inteira.

in http://diario.iol.pt/sociedade/douro-arquitectura-museu-museu-do-douro-portugaldiario/1023318-4071.html



Pedro Rosério, Lusa

14 Dezembro 2008 - 22h56

Arquitectura do Douro

Belém Lima premiado

O arquitecto António Belém Lima acaba de se sagrar vencedor do Prémio de Arquitectura do Douro. Na origem da distinção está o seu trabalho no Museu da Vila Velha, em Vila Real, segundo o júri “uma boa prática de inserção arquitectónica na paisagem urbana do Douro e de valorização do centro histórico da cidade”.

O prémio, que será entregue no próximo dia 20, assinala o sétimo aniversário do Alto Douro como Património Mundial da Humanidade.

in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F7EAA4D3-F664-4521-BB50-635746D6C14F&channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013


DOURO: Prémio de Arquitectura é reconhecimento - Belém Lima

O arquitecto Belém Lima afirmou à Lusa que a atribuição do “Prémio de Arquitectura do Douro” significa um reconhecimento da mais-valia que é o Museu da Vila Velha para a cidade de Vila Real

O Museu da Vila Velha, da autoria do arquitecto António Belém Lima, ganhou o Prémio de Arquitectura, promovido pela Estrutura de Missão do Douro (EMD) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

“O reconhecimento tem a ver com as obras atingirem ou não as pessoas. Este prémio significa um reconhecimento da mais-valia que é a arquitectura que temos feito e significa também a projecção do nome da nossa região”, salientou o premiado.

Belém Lima tem 57 anos, é natural de Vila Real e tirou o curso na Escola de Belas Artes de Lisboa.

O Museu da Vila Velha foi inaugurado a 20 de Maio e nasceu com o objectivo de desvendar a história da cidade de Vila Real, integrando um espólio de cerca de duas centenas de objectos da Idade do Bronze até à época contemporânea.

Esta unidade museológica foi construída precisamente no local onde nasceu a cidade de Vila Real, um promontório localizado entre dois rios, o Corgo e o Cabril.

O equipamento cultural, propriedade da Câmara de Vila Real, custou cerca de 750 mil euros, com um apoio comunitário de 50 por cento.

Belém Lima explicou que criou um edifício "neutro e silencioso" que pretende funcionar como uma "máquina de mostrar a Vila Velha".

“É um edifício de diálogos com a paisagem envolvente e a história. A arquitectura é feita para as pessoas e deve arrancar dos sítios onde está e esta é a raiz de Vila Real”, afirmou.

O acesso público ao museu faz-se por uma escada exterior e elevador para o segundo piso até à recepção de onde, através de uma grande janela, se poderão observar as pedras remanescentes da muralha.

O edifício integra uma biblioteca e centro de documentação, pequeno auditório, salas de exposições e um centro arqueológico com duas salas, uma para recolha dos achados e outra para laboratório, sendo que estas duas também são visitáveis.

A história das origens de Vila Real é contada com o recurso multimédia no auditório e, após a visualização, o visitante atravessa uma ponte e entra na sala de exposições onde toma contacto com as portas da vila e com cerca de duas centenas de objectos, que provam a ocupação daquela zona antes da criação da cidade pelo Rei Dom Dinis.

Os achados vão desde a Idade do Bronze até à Época Contemporânea.

Segundo o director do museu, João Silva, desde que abriu portas, já passaram pelo edifício cerca de nove mil visitantes, entre turistas e estudantes.

O responsável disse que já recebe muitos estudantes de arquitectura curiosos com a obra de Belém Lima, acreditando que, a partir de agora, este tipo de visitantes aumente.

Em 2006, O arquitecto ganhou uma menção honrosa na primeira edição do “Prémio de Arquitectura do Douro”, com o Conservatório Regional de Música de Vila Real.

Entre outras obras do arquitecto destacam-se ainda a Biblioteca Municipal de Vila Real, o novo edifício da Câmara de Boticas, algumas moradias e um mercado de gado coberto em Chaves.

Nesta obra muito diversificada, Belém Lima destacou ainda um pequeno edifício que projectou para a Régua e do qual disse gostar particularmente por ter um “grande impacto social”, albergando a Associação do Bairro das Alagoas, onde reside uma grande comunidade cigana.

“A nossa obra é sempre uma vontade de acrescentar algo. Vamos acrescentando a cidade aos poucos. A nossa ideia é fazer uma pertença à cidade ou território. Há sempre esta relação com a sociedade”, frisou.

in http://www.reporterdomarao.com/MARAO/MARAO_online/72BAED99-657C-4630-B393-8C276AD73A93.html

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O Museu
Museu da Vila Velha
Rua de Trás-os-Muros
5000-657 Vila Real
Horário:
Aberto todos os dias
10h - 12h | 14h - 19h
Encerra 1/1, 1/5, 25/12, Páscoa e sempre que o Governo ou a Tutela o determinem

Nos últimos 12 anos Vila Real assistiu a uma verdadeira revolução cultural, consubstanciada no número de equipamentos culturais entretanto criados. O Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real constituiu o ponto de partida para uma dinâmica que habituou os vila-realenses a um contacto permanente com a sua história, com as suas raízes. A este museu seguiram-se a construção do Teatro Municipal, do Arquivo Municipal, do Conservatório Regional de Música, da Biblioteca Municipal e do Grémio Literário e, mais recentemente, do Museu do Som e da Imagem, este no âmbito da empresa municipal Culturval – Gestão de Equipamentos Culturais de Vila Real, E. M.

As escavações arqueológicas realizadas na Vila Velha, no âmbito do plano de pormenor do Programa Polis para esta área, apresentam como consequência mais evidente a criação do Museu da Vila Velha – um novo equipamento cultural, instalado num edifício da autoria do Arquitecto António Belém Lima, que vem enriquecer o panorama museológico local.

Aqui se poderão percorrer, ao longo dos próximos anos, os frutos das escavações realizadas e a realizar na Vila Velha, permitindo um conhecimento cada vez mais profundo da ocupação deste território e, por consequência, das origens de Vila Real.

Trata-se de um Museu que se apresenta como rosto de uma zona requalificada de Vila Real que, após tantos anos, se dedica outra vez aos vila-realenses. A Vila Velha merece uma visita, várias visitas. E merece igualmente ser vista a partir do interior do Museu, pois daí se facilita a sua valorização, consoante os ângulos de visualização que admite vislumbrar. Por outro lado, o constante dinamismo que se pretende dê vida às várias áreas de exposição do Museu convidará a revisitá-lo, redescobrindo com tempo, com prazer, a nossa Vila Velha. Por outras palavras, desvendando aos poucos mais fragmentos da história de Vila Real.

Manuel Martins
Presidente da Câmara Municipal de Vila Real

A Vila Velha deve ser o local em Vila Real que mais se presta à construção de um Museu. Intimamente ligada à origem de Vila Real, a Vila Velha permite a fruição do património sob várias perspectivas: as escavações arqueológicas aqui realizadas apresentam informação e espólio que encontram no museu a exposição ao público desejada; a localização geográfica da Vila Velha, num esporão granítico cercado pelos rios Corgo e Cabril, como que obriga um turista a uma visita de cortar a respiração – e impele um vila-realense a visitá-la muito mais vezes; finalmente, a vivência deste local, anterior ao início da intervenção arqueológica, permite agora um contacto diário com a tradição oral, relativa à Vila Velha.

O Museu da Vila Velha pretende ser o ponto de partida para um conhecimento mais profundo da história de Vila Real, atribuindo especial – e natural – relevo à área intervencionada. Para além da interpretação das estruturas arqueológicas preservadas, a investigação de áreas já conhecidas (entretanto protegidas) e a identificação de outras partirá desta instituição: ao mesmo tempo, o museu constitui-se como um espaço onde o visitante poderá contactar de perto com os resultados das intervenções, mas também com as práticas arqueológicas associadas. E o Museu presta-se ainda à realização de outros eventos, baseando-se sempre na relação histórica, toponímica e, mesmo, metafórica com a Vila Velha, permitindo o usufruto de todas as capacidades providenciadas pelo equipamento, construído de raiz.

As funções museológicas previstas na Lei Quadro para os Museus Portugueses (47/2004, de 19 de Agosto), nomeadamente o estudo e investigação, a incorporação, o inventário e documentação, a conservação, a segurança, a interpretação e exposição e a educação, são garantidas no Museu da Vila Velha, inserido numa política de estreita articulação com as outras entidades museológicas municipais – o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real e o Museu do Som e da Imagem.

Está, pois, atingida mais uma etapa na constante valorização do panorama museológico de Vila Real, neste caso específico indissociável de uma zona tão sensível quanto querida para os vila-realenses – a Vila Velha.

João Ribeiro da Silva
Responsável pelo Museu da Vila Velha

in http://mvv.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=29

O Edifício



O MUVV nasceu como Centro de Interpretação das campanhas arqueológicas que a Polis promoveu na Vila Velha…e para outras que a curiosidade agora destapada fará insaciável.
O acesso público faz-se por escada exterior e elevador para o nível 2, desde pátio nascente em intimidade com as pedras remanescentes da muralha.
A organização espacial permite percursos alternativos de e para a recepção, atravessando em sequências diversas as três salas de exposição, o auditório e a biblioteca-multimédia.
A zona laboratório, com entrada autónoma para cargas e descargas será visitável no âmbito das actividades educativas.

O edifício é um volume pétreo e silencioso, aspirando a uma neutralidade arquitectónica que não colida com o processo de reconstituição histórica da textura urbana local. É um muro-perímetro, apenas perfurado de modo contundente sobre o cemitério romântico… sobre a topografia dramática dos rios Corgo e Tourinhas.

Esta opacidade que elogia a raridade dos achados, é dobrada no interior pelo percurso sem fim de salas encostadas.

O museu demora-nos na ponte-mirante ou na rampa-escavada, expõe-nos de modo arcaico na escadaria-sem tecto. Este tempo-físico inicia-nos assim aos segredos antigos que se (re)constroem no laboratório arqueológico… salas secretas transparentes que começam a pedagogia do museu.

António Belém Lima
Arquitecto

in http://mvv.cm-vilareal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=24&Itemid=36







NOTA: Nao tenho mais informacoes.

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