JVS Posted December 18, 2008 Report Posted December 18, 2008 Monumento ‘devolvido’ à cidade de CoimbraMosteiro de Santa Clara requalificado O multissecular Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, apresenta uma arquitectura de nível internacional, segundo o historiador de arte Francisco Pato de Macedo, que destaca a "grande monumentalidade" do claustro gótico, um dos maiores da Europa. "Congelado" durante séculos devido às constantes inundações do mosteiro pelas águas do Rio Mondego, o claustro gótico tem naves que atingem mais de 50 metros de comprimento, realça o professor do Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Na sua tese de doutoramento intitulada ‘Santa Clara-a--Velha de Coimbra. Singular mosteiro mendicante’, o especialista destaca o carácter original da arquitectura do monumento, construído, na maioria, no reinado de D. Afonso IV. A sua construção "mostra a importância política da rainha-mãe [isabel de Aragão] e a veneração que lhe dispensava o seu filho", referiu o historiador. in http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=913C950E-D35D-401D-A280-3CD953B25AAE&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre para contar a história DAVIDE PINHEIRO Coimbra. A recuperação de um edifício histórico Depois de 17 anos de recuperação, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, abre hoje parcialmente ao público. O edifício foi requalificado, num projecto avaliado em 7,5 milhões de euros, e conta agora com um centro interpretativo que acolhe "a história do sítio", revelou à Lusa o coordenador da intervenção Artur Côrte-Real. "Para além do olhar sobre a beleza plástica do monumento, queremos que os visitantes conheçam este universo riquíssimo associado a Isabel de Aragão e a Inês de Castro", acrescentou também o arqueólogo. Este novo centro consiste num edifício de mil metros quadrados, com funções museológicas, dotado de um auditório, salas de exposições, uma loja e uma cafetaria. As causas da edificação da nova infra-estrutura têm sobretudo a ver com os "espólios riquíssimos" classificados por uma equipa de especialistas de antropologia, arqueologia, história de arte, biologia, engenharia e geologia. O problema do alargamento foi resolvido com a construção de uma cortina periférica, estrutura enterrada que permite proteger todo o recinto de reserva arqueológica. O referido espólio encontrado permite contar a história do mosteiro e das freiras que nele viveram, numa perspectiva que se tornou possível graças aos materiais recolhidos durante as escavações. Para Artur Côrte-Real, o projecto "faz parte de um percurso de persistência, exigência e muita paixão" que embora tenha sido "alterado constantemente face às especificidades do sítio" teve como objectivo "não danificar a ruína" e "minimizar os efeitos da empreitada".| Com Lusa in http://dn.sapo.pt/2008/12/17/artes/mosteiro_santa_claraavelha_reabre_pa.htmlMosteiro de Santa Clara quer abertura em grande00h30m CARINA FONSECA A abertura do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, estava marcada para esta quarta-feira, mas foi adiada. "Vamos preparar outra coisa, com outra dimensão", justificou o director regional da Cultura do Centro, Pedro Pita. "Não se passou nada de especial: foi-se apurando a ideia de dar uma outra dimensão à abertura do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. E essa outra dimensão, neste momento, não era conjugável com as disponibilidades de agenda das entidades envolvidas", explicou António Pedro Pita, sem querer levantar o véu sobre a cerimónia em vista. O mesmo sobre a data a realizar. "Vamos preparar outra coisa, com outra dimensão e envolvimentos diferentes", limitou-se a dizer o director regional, sem especificar. António Pedro Pita explicou que "tudo está a ser reequacionado", mas deu como certo que "o espaço vai abrir, na sua plenitude, em 2009". O JN tentou saber mais junto de uma fonte ligada ao processo, mas esta apenas confirmou a intenção de fazer "uma inauguração com a presença de várias entidades", as quais disse "ser prematuro avançar". O mosteiro levou 17 anos a ser recuperado e valorizado, mediante um projecto avaliado em 7,5 milhões de euros. Deverá abrir portas ao público, munido de um centro interpretativo que guarda "a história do sítio", nas palavras do coordenador da intervenção, Artur Côrte-Real, à Lusa. Este edifício tem salas de exposições, um auditório, uma loja e uma cafetaria distribuídos por mil metros quadrados. O mosteiro, que albergou as freiras clarissas, foi muito penalizado pelas cheias do Mondego, que ditaram o seu abandono e ruína. Para solucionar o problema do alagamento, foi construída uma cortina periférica - uma estrutura enterrada, capaz de proteger o recinto e a zona de reserva arqueológica. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Coimbra&Option=Interior&content_id=1060470 Quote
JVS Posted April 18, 2009 Author Report Posted April 18, 2009 Escrito por Andrea Trindade Coimbra Arquitectos ausentes na inauguração do Mosteiro É um espaço completamente diferente do que os cidadãos de Coimbra viram encerrar há cerca de 15 anos. O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha é inaugurado amanhã, às 10h30, pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, depois de uma profunda intervenção arqueológica e de arquitectura, uma vez que foi construído um novo edifício de suporte, com centro interpretativo, salas de exposições, auditório, entre outros serviços. Os arquitectos responsáveis, Alexandre Alves Costa, Sérgio Fernandez e Luís Urbano, é que não devem estar presentes na cerimónia, por entenderem que «foram desconsiderados ao longo da obra que agora se inaugura». Num comunicado de imprensa, os autores do projecto de valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha – trabalho que lhes foi adjudicado após concurso público internacional, em 2002 – declararam ontem que não estarão presentes no acto de inauguração. Não se trata, asseguram, «de nenhum acto de hostilidade pessoal em relação às entidades oficiais ou representantes de dono da obra, nem significa um sinal de desistência na acção, que pensam prosseguir, pela defesa da integridade do seu projecto». É antes «uma forma de protesto, a única possível na circunstância». No entender dos arquitectos, «foram tomadas decisões que alteram o projecto aprovado, contra a opinião dos projectistas ou mesmo sem qualquer consulta prévia» e foram também «deturpados a natureza e o carácter do espaço (quer do novo edifício quer da antiga ruína». No documento enviado às redacções, os autores denunciam «a perversa ocupação do Centro de Interpretação, particularmente nas áreas de exposição permanente e espaço didáctico, ou com a anunciada colocação de um monitor de grandes dimensões no antigo coro das freiras, transmitindo a modelação virtual do espaço que se está a visitar». Direcção de Cultura afasta polémicas Os arquitectos dizem ter «suportado» a situação na esperança de que «o bom senso dos responsáveis pusesse termo a tais desvios» e salientam, na nota de imprensa, que foram dando conhecimento dos problemas à Direcção Regional de Cultura do Centro, na pessoa do seu director. Os «relatórios e ofícios» é que, referem, «não obtiveram, até hoje, qualquer resposta ou explicação». Contactado pelo Diário de Coimbra, António Pedro Pita afirmou conhecer a argumentação dos autores do projecto, mas preferiu «não alimentar polémicas nesta altura». O director regional da Cultura disse ter contactado Alexandre Alves Costa e reiterado o interesse da sua presença na abertura, sem efeito. «É uma situação que lamento, trata-se de um processo longo e atribulado que só acompanhei numa fase final. Não quero desresponsabilizar-me, mas também não queria estar a aumentar uma polémica cujos contornos já conversei com os arquitectos», declarou. António Pedro Pita lembrou que «algumas decisões estavam já tomadas há muito tempo», sendo impossíveis de alterar, todavia adiantou que «a reflexão será feita noutra oportunidade». Já Artur Côrte-Real, coordenador da Equipa de Projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, achou estranhou esta posição dos arquitectos e manteve que este é «um projecto de consensos». «Não houve qualquer alteração ao que estava estipulado a não ser, eventualmente, em pequenas questões de funcionalidade, como é normal», declarou. in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1469&Itemid=135 "Intervenção de grande importância" Director Regional da Cultura do Centro lembra que o que vai reabrir é um espaço cujo elemento gerador é o mosteiro, mas que se desdobra por outros equipamentos Ontem NÉLSON MORAIS Para o director Regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, a recuperação e valorização do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha foi "uma das mais importantes" intervenções culturais a que o país já assistiu. E uma prova de que Coimbra está a mudar, observa. Valeu a pena esperar décadas e investir 25 milhões de euros [16 milhões vieram da UE] no projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha? Valeu. O que vai reabrir não é o que fechou há uns anos: é um espaço cujo elemento gerador é o mosteiro, mas que se desdobra por outros equipamentos e espaços que dão forma a um objecto completamente diferente. O que destaca? O que caracteriza a singularidade daquele sítio. Nele coexistem o património, a intervenção de arqueologia e de arquitectura, que se conjugam com condições para o lazer, o turismo, o conhecimento e o acesso à criação artística contemporânea. O que significa para Coimbra? A reabertura de um dos seus espaços míticos e simbólicos mais importantes, mais um elemento da nova centralidade cultural que se está a definir na margem esquerda e uma possibilidade de esta se relacionar com a direita, através da relação privilegiada com o Museu Machado de Castro. Há muitos objectos que estão num lado e no outro. Além disso, é uma intervenção de grande importância no domínio da arqueologia e da história da arte. Uma das mais importantes intervenções culturais do país, que se fez em Coimbra. A cultura, em Coimbra, não continua a ser o marasmo de que falava Eduardo Prado Coelho, em 2001? Há mudanças muito significativas. Temos hoje uma oferta artística muito significativa e atravessamos um período de requalificação cultural muito significativo. Basta ver a reabertura do Museu Machado de Castro, o novo Museu da Ciência, o programa de acção que quer influenciar o centro histórico, a presença de grandes arquitectos em Coimbra, a requalificação do Pátio da Inquisição… Temos que ter uma leitura atenta, e em função do futuro, ao dinamismo da cidade, que traduz vontades de vários parceiros, com uma intervenção muito significativa do Ministério da Cultura. Mas a comunidade cultural parece pessimista. Por vezes, quando estamos metidos em determinada situação, temos dificuldade em observar todas as dimensões do contexto. Aquilo que me parece mais significativo é aquele dinamismo de que falei. Mas poderia referir outros aspectos, como o financiamento do MC, que se alterou significativamente, permitindo uma diversificação da oferta, quer em termos regionais quer locais. Temos o festival de jazz [do Jazz ao Centro Clube] apoiado; temos o reconhecimento da importância da cena lusófona, ao fim de um longo período em que não mereceu apoio de ninguém; mantém-se o apoio ao Centro de Artes Visuais, que é absolutamente fundamental para manter abertos canais com alguns aspectos da criação contemporânea… in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1203740 SALVO DAS ÁGUAS“Devolver o sítio à Cidade de Coimbra”, um mote criado para definir a estratégia assente num gesto de cidadania.Este acto acontece no dia 18 de Abril, que representa um momento anual de celebração da diversidade patrimonial, que funcionando como um marco comemorativo do património nacional, celebra, também, a solidariedade intergeracional em torno da salvaguarda e valorização do património de todo o mundo, com o estabelecimento de uma ligação efectiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais.O País, e a Região Centro anseiam de há muito que, a velha Igreja do Mosteiro de Santa Clara, os seus claustros e as histórias que o monumento encerra, entre mistérios de vivências monásticas, de uma luta desigual com as gentes que ali viveram e as tormentosas águas do Mondego, de uma senhora Rainha de Portugal e patrona da Cidade – Isabel, de uma Inês martirizada cuja dignidade tem vindo a ser restituída, lhes sejam devolvidos.Cerca de 15 anos decorridos sobre o início da complexa operação de valorização deste emblemático monumento, a abertura ao público representa um voltar de página na história do sítio e no resgate para as gerações futuras.Da inicial requalificação do acesso e percurso de visita à Igreja semi alagada, passou-se à descoberta de um conjunto monástico de elevado valor arquitectónico e artístico, cuja intervenção arqueológica se transformou no maior estaleiro de arqueologia medieval e moderna europeia.A riqueza do património edificado determinou a decisão da manutenção do espaço a seco e a construção de uma ensecadeira, riqueza que, conjugada com a importância e abundância do espólio material, determinou o projecto de construção de um edifício de raiz para exposição e interpretação dos acervos exumados, intimamente relacionados com as vivências da comunidade clarissa ali instalada por Isabel de Aragão, a Rainha Santa.O restauro do monumento e a construção do Centro Interpretativo, um projecto da autoria dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, com todas as valências que detém (reserva de materiais, laboratório de conservação e restauro de materiais, auditório, biblioteca, gabinetes de investigação, serviço educativo, sala de exposições temporárias e permanentes, cafetaria, loja, etc.) possibilitarão, uma eficaz gestão do sítio.Os equipamentos e infra-estruturas com que Santa Clara-a-Velha se encontra dotada, tornam o sítio num pólo cultural aberto à Cidade, ao País e ao mundo, para que, em colaboração com instituições nacionais e estrangeiras, se potencie o desenvolvimento do conhecimento científico multidisciplinar que o sítio arqueológico permite (nas áreas da história, arqueologia, antropologia, conservação e restauro e arquitectura) e numa perspectiva de programação cultural renovada, direccionada para a dinamização, difusão e absorção dos valores culturais dos cidadãos.Santa Clara-a-Velha tem uma localização privilegiada na margem esquerda da cidade de Coimbra, sendo primordial a sua proximidade aos jardins da Quinta das Lágrimas, do Portugal dos Pequenitos, do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e do Exploratório, sendo de realçar as obras envolventes realizadas no âmbito do Polis que lhe vieram conferir ainda maior grandiosidade.São 28.000 m2 de área monumental, onde a Contemporaneidade e a Idade Média se encontram e dialogam numa relação dinâmica sustentada pela Exposição de Sítio – “Freiras e Donas de Santa Clara: arqueologia e clausura”, pelos documentários – “Mosteiro de Santa Clara de Coimbra – Vida e Morte, Memorial à Água”, pela modelação virtual “Viagem no tempo ao Mosteiro”, e pelos públicos que farão a síntese dessa relação.PROGRAMA DE REABERTURA18 de Abril 2009 - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios10.30h – Recepção dos Convidados 11.00h - Apresentação do documentário: “ Memorial à água: intervenções contemporâneas” de Catarina Mourão11.30h - Sessão solene – intervenções de: Artur Corte Real, Coordenador da Equipa de Projecto “Mosteiro de Santa Clara-a-Velha”; António Pedro Pita, Director Regional de Cultura do Centro; Sua Excelência o Senhor Ministro da Cultura.12.00h - Exposição: “ Freiras e Donas de Santa Clara: arqueologia da clausura”12.30h - Visita à Ruína. in http://www.culturacentro.pt/noticia.asp?id=174 Quote
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