JVS Posted December 12, 2008 Report Posted December 12, 2008 Um museu "translúcido" no Entroncamento Um parque verde urbano e uma estrutura feita em aço, plástico, vidro e policarbonatos, num ambiente "translúcido, diáfano", são as imagens fortes do complexo museológico que vai acolher o rico património ferroviário do país, no Entroncamento. João Luís Carrilho da Graça, o arquitecto que desenvolveu o plano director do que será o futuro Museu Nacional Ferroviário, mostrou hoje, na inauguração do primeiro edifício do complexo, a Rotunda das Locomotivas, a maqueta que idealizou e que espera ver desenvolvida no terreno na próxima década. Com um custo estimado de 40 milhões de euros, o espaço do museu - a desenvolver nos 46.500 metros quadrados propriedade da Fundação Museu Nacional Ferroviário, inseridos no cruzamento de linhas e estação do Entroncamento - vai ter que crescer com investimento público, nacional e comunitário, mas também privado, como frisou a secretária de Estado dos Transportes. Prometendo que o Estado não se demitirá das suas responsabilidades, Ana Paula Vitorino - que com a secretária de Estado da Cultura, Paula Santos, hoje inaugurou a Rotunda das Locomotivas -, apelou à participação "dinâmica e empenhada" dos privados, alguns dos quais integram já a Fundação. "Estou certa que este projecto tem capacidade para atrair investimento", afirmou, considerando que o Museu será "um pólo de atracção e desenvolvimento para o turismo cultural, contribuindo para a qualificação territorial, desenvolvimento económico, social e cultural" da região centro, mas também de Lisboa e Vale do Tejo e até do país. O projecto de Carrilho da Graça aproveita os armazéns existentes nos terrenos da Fundação, em tijolo, agora degradados, incorporando-os numa estrutura "translúcida", em "contra fundo" ao aço das locomotivas e carruagens. O parque verde, com árvores e relva, vai ser também ele espaço expositivo e de percursos guiados, que podem passar pelo recurso a um mini-comboio. Na nave será exposta, por secções, grande parte do vasto espólio da Fundação, de várias épocas. Na Central Eléctrica vai surgir um restaurante, propondo Carrilho da Graça a existência de um túnel, pedonal e automóvel (que atravessa todas as linhas a partir da estação), que seja galeria comercial e ponto de circulação para o museu e para a própria estação, ligando a um parque de estacionamento subterrâneo com 1.200 lugares. O plano propõe um outro acesso ao museu, a partir do outro lado do complexo, onde se situa o armazém dos víveres, permitindo a ligação entre as duas partes da cidade divididas pelo caminho-de-ferro e criando novas dinâmicas. Ana Paula Vitorino pediu que o Museu privilegie a interactividade com os visitantes, que seja transversal a todas as gerações e espaço de aprendizagem e diversão, e que, daqui a muitos anos, "acolha mais um símbolo do progresso português, o material usado na primeira viagem de alta velocidade". Além da vertente expositiva (permanente e temporárias), o projecto prevê a existência de um Centro de Inovação e Experimentação Tecnológica, em parceria com universidades e privados, para mostrar "os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos". Prevê ainda um museu virtual, oficinas de conservação e restauro, uma livraria, um serviço educativo com programas e actividades em áreas como o modelismo, as engenharias, energias, ambiente, matemática, física, entre outras estruturas. Lusa/fim in http://sic.aeiou.pt/online/arquivo/2008/6/cartaz/1/20080620Um+museu+translucido+no+Entroncamento.htm Quote
tatlin Posted December 12, 2008 Report Posted December 12, 2008 Este novo complexo museológico, perspectivado à escala nacional tem a possibilidade de contribuir decisivamente para a resolução de uma série de questões que se colocam no Entroncamento à escala da cidade. 1 - O estacionamento Actualmente existe um forte deficit de parqueamento, particularmente na área do centro da cidade. Para além do seu trânsito interno, o Entroncamento recebe diariamente um largo fluxo viário proveniente dos concelhos limítrofes, que embora com carácter temporário, muito contribui para o congestionamento do centro urbano. A construção deste equipamento museológico, que exige ele próprio generosas áreas de estacionamento, não pode realizar-se sem a prévia resolução deste problema. Neste sentido propomos a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para cerca de 1200 veículos, em dois pisos, localizado sob a área de implantação do futuro edifício do Museu Nacional Ferroviário. Com acesso do lado nascente, a partir da rua Latino Coelho e do lado poente, a partir da Rua Ferreira de Mesquita, este parqueamento minimiza o atravessamento de veículos no centro urbano, e estabelece uma ligação complementar aos circuitos pedonais da cidade. 2 - Os circuitos pedonais Actualmente a ligação entre as zonas nascente e poente da cidade, só é possível através da ponte pedonal existente. Propomos que o acesso público ao museu seja subterrâneo, estabelecendo a ligação entre as áreas nascente e poente da cidade, possibilitando ao mesmo tempo o acesso ao estacionamento e ao parque urbano. No acesso a poente, a partir da rua Ferreira de Mesquita, propomos a criação de uma nova praça urbanisticamente integrada entre o armazém de víveres e a futura biblioteca municipal. Esta praça poderá permitir o estacionamento de autocarros. No acesso a nascente, que liga ao centro da cidade e à rua Latino Coelho, propomos a criação de uma possível nova estação ferroviária subterrânea. 3 - O parque urbano Dentro da área reservada ao Museu Nacional Ferroviário, propomos um novo espaço verde público à escala da cidade. Um jardim temático, lúdico e cultural que preserva e divulga o património ferroviário nacional. Um testemunho da génese e crescimento da cidade do Entroncamento. A extensa área ocupada pelas faixas de linhas ferroviárias tem uma enorme beleza própria. No entanto, imaginar a possibilidade de construir um parque urbano arborizado no contexto do novo Museu é uma evidente mais-valia para o conjunto e para a cidade. Neste parque urbano serão instalados novos sistemas de linhas ferroviárias que permitirão a existência de circuitos internos com visitas guiadas, integradas na programação expositiva do museu. Este sistema de linhas permitirá também o necessário movimento do material circulante museológico ou o transporte a pontos específicos do parque, como à Central Eléctrica. A instalação do restaurante no edifício da Central Eléctrica tirará partido do seu carácter museológico e contribuirá decisivamente para a vivência e usufruto do conjunto. 4 - O museu O novo edifício do museu estabelece continuidade formal com os edifícios existentes, testemunhos da arquitectura industrial ferroviária. Prolongando a geometria do corte dos edifícios existentes, fazendo como um deslizamento geométrico do seu perfil, constituem-se as grandes naves expositivas de material circulante e todo o complexo programa expositivo, administrativo e de apoio do Museu Nacional Ferroviário. O edifício do Museu será dotado de um auditório multifuncional, que permitirá a realização de eventos e actividades culturais, paralelos à programação do Museu. Através da utilização de materiais como o vidro e o policarbonato, procura-se, em contraponto ao tijolo dos corpos existentes, a transparência e a luminosidade. O edifício incorporará novas tecnologias de captação e utilização de energias renováveis, como o solar foto voltaico, tirando partido da sua extensa área de cobertura. 5 - A possível futura estação ferroviária do Entroncamento No contexto da ligação subterrânea sob as linhas ferroviárias existentes sugere-se a criação de uma nova infra-estrutura que responda aos exigentes requisitos deste tipo de equipamentos. Construída no subsolo, com ligações verticais às plataformas de embarque, esta infra-estrutura possibilitará a ligação entre as áreas nascente e poente da cidade. Garante também o acesso ao Museu e ao parque, animado por zonas comerciais, contribuindo para a valorização do centro urbano. João Luís Carrilho da Graça http://www.fundacaomuseuferroviario.org.pt/Apresentação.htmlhttp://www.fundacaomuseuferroviario.org.pt/files/MNF_pag3.pdfhttp://www.fundacaomuseuferroviario.org.pt/files/MNF_pag3.jpghttp://www.fundacaomuseuferroviario.org.pt/files/MNF_pag2.jpg Quote
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