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Quinta da Conceição abre renovada em Novembro

Fechada há anos, Capela de S. Francisco está a ser restaurada

2008-10-20

CARLA SOFIA LUZ

A Quinta da Conceição, em Leça da Palmeira (Matosinhos), abrirá recuperada em Novembro. Os arranjos, orçados em 900 mil euros, passam pela beneficiação dos caminhos, pela limpeza das esculturas e do claustro e pelo restauro da capela.

A capela de S. Francisco, encerrada há vários anos, é uma das heranças do antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem de S. Francisco. Poucos sinais restam da primitiva ocupação. Encontram-se, além da capela, o claustro, alguns chafarizes e o arco de estilo manuelino que pertenceu à igreja do convento. Na década de 60, a Quinta da Conceição foi requalificada pelo arquitecto Fernando Távora. Hoje, é o filho Bernardo Távora que acompanha a reabilitação do maior parque público do concelho.

"No âmbito da recuperação geral da quinta, estão a desenvolver-se trabalhos de carácter patrimonial e arquitectónico", explica Fernando Rocha, vereador da Cultura na Câmara. E é nesses trabalhos que se insere o restauro da Capela de S. Francisco. O edifício está fechado há vários anos. Fernando Rocha pretende reabri-lo, integrando-o no programa municipal de visitas regulares ao património religioso de Matosinhos, intitulado "Visitas ao Sagrado".

"A capela tem estado fechada, porque não estava em condições de ser visitada nem tinha protecção. Depois de restaurada, vamos abri-la. Será estabelecido um horário de funcionamento", explica o vereador, destacando a recente descoberta durante os trabalhos de limpeza e de restauro dos altares, retábulo, caixão do tecto e imagens. "A capela sofreu uma transformação no século XVIII. As talhas douradas e o retábulo foram colocados nessa altura. Agora, ao retirarem o retábulo para limpar e recuperar, descobriram uma pintura na parede".

Olga Santa-Bárbara, técnica de restauro das Oficinas de Santa-Bárbara, explica que apenas resta a parte superior da pintura mural de um retábulo. A parte inferior da parede terá sido picada numa intervenção anterior - há vestígios de cal e de cimento -, destruindo parte do mural. "Se a pintura estivesse preservada, seria possível fazer o levantamento da parede e colocá-la noutro espaço. Mas, tal como está, não se justifica fazê-lo. Vamos conservá-la e iremos fazer um bom registo fotográfico para que não se perca", indica Olga Santa-Bárbara, sublinhando que a sujidade é a principal dificuldade nesta obra. Toda a superfície é limpa a cotonete.

Os técnicos de restauro - quatro trabalham na capela e dois estão nas oficinas a limpar e a reparar as esculturas de Cristo e de S. Francisco, que serão recolocadas na capela - encontraram vestígios do bicho da madeira e de uma intervenção anterior que adulterou o altar e o retábulo. Nesta obra, a preocupação é a conservação. Além da limpeza, será feito reforço estrutural das peças.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1031409

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