Jump to content

Recommended Posts

Posted
[Teatro] «Homem Sem Rumo»

De Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2008 a Domingo, 14 de Dezembro de 2008

A peça «Homem Sem Rumo», de Arne Lygre, é agora encenada por Álvaro Correia e começa com o retrato de dois irmãos.

Um dos irmãos é um arquitecto visionário e o seu seguidor. Os dois constroem uma cidade que lhes dá um grande êxito e inúmeros dividendos.

Dez anos depois, o arquitecto morre e o seu irmão é o único herdeiro do império. Os segredos vão-se revelando…

Preços:
Bilhete de sexta a domingo | 10 euros
Jovens e 3ª idade | 7,50 euros
Bilhete quarta e quinta-feira | 5 euros

Local:Teatro da Comuna
Morada:à Praça de Espanha
Telefone(s):

Horário:De 22 de Outubro a 14 de Dezembro | de quarta a sábado às 21h30; domingo às 16h00

-------------------------------------------------------------------------


"Homem sem rumo" no palco da Comuna

2008-10-22

ANA VITÓRIA

Num cenário onde um amontoado de móveis serve de palco aos actores, decorre "Homem sem rumo", peça de Arne Lygre que Álvaro Correia encenou para o Teatro da Comuna, em Lisboa. Estreia esta quarta-feira, às 21.30 horas, com presença do autor.

"Preciso de uma coisa nova. Alguma coisa que possa talvez não ter sucesso". As frases iniciais pronunciadas por Peter, a única personagem de "Homem sem rumo" com nome, parece resumir tudo o que se passará a seguir nesta fábula bastante cínica e perturbadora que remete para o Mundo contemporâneo, onde o dinheiro substitui as afectividades.

"É tudo muito bergmaniano. Há muitas pausas e um certo caos de sentimentos. O que me agrada nesta peça é que ela é bastante contemporânea. Aborda questões com as quais a sociedade actual se confronta, em que, por exemplo, o dinheiro pode substituir as afectividades. Nesta peça, há um lado fortemente preverso", diz Álvaro Correia, o encenador.

"Homem sem rumo", com as suas pausas, os seus cortes bruscos, a sua crueldade contida, decorre num espaço de tempo que nos é indicado apenas através de indícios. Há um homem, Peter (Jorge Andrade), que chega a um fiorde com uma quinta abandonada e ali sonha construir uma cidade. A peça começa nesse instante, minutos depois de, nesta encenação de Álvaro Correia, se ter ouvido "Nude", dos Radiohead. Peter, por impulso, investe toda a fortuna nesse sonho. Compra o espaço ao proprietário (Carlos Paulo) e transforma este em seu assistente. As relações humanas não têm qualquer importância na sua vida. Prefere comprar uma mulher (Tânia Alves), que rapidamente transforma numa ex- -mulher, que manda vir para junto de si sempre que precisa. Como anos mais tarde, no leito de morte, mandará vir uma filha (Maria Ana Filipe). Uma personagem central chama-se Irmão (João Tempera) e, durante algum tempo, parece ser ele o único representante da verdadeira família de Peter. Quando este morre, todas as aparências se desmoronam e
ficamos a saber que a sua família era de faz-de-conta. Até a irmã ausente (Mia Farr). No fim, com dinheiro ou sem ele, todos acabam vítimas de uma despersonalização geral, porque só o dinheiro lhes dava uma razão para viver.

Terceira peça de Arne Lygre, "Homem sem rumo" foi representada pela primeira vez em 2005, em Oslo.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1032267

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.