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«Um espírito barroco» no novo Teatro Municipal de Portimão


elisabete rodrigues

Fachada do Tempo, Teatro Municipal de Portimão

O projecto do edifício do Teatro Municipal de Portimão é da responsabilidade do arquitecto Troufa Real e passou pela manutenção da fachada do antigo Palacete Sárrea, construído em finais do século XVIII, por um burguês portimonense.

Mais tarde, o edifício acolheu a Câmara Municipal, a Escola Primária, a Biblioteca Municipal, o Posto de Turismo, o Tribunal de Comarca.

Por imposição do IPPAR, no projecto foi mantida a fachada do palacete, que até acabou por ruir na fase inicial dos trabalhos, tendo que ser reconstruída.

Por trás desta fachada, surge o lanternim, que substitui também um antigo, e ilumina todo o interior do Tempo, e depois os volumes mais imponentes da caixa de palco do teatro e de outros equipamentos.

«Em França também temos que cumprir as imposições das autoridades do património», comentou Didier Marie, o presidente do município de Elbeuf, onde no ano passado foi inaugurado o teatro-circo, que resulta da recuperação e adaptação do antigo equipamento construído nos finais do século XIX.

«Se eles dizem não, não se pode destruir nada», explicou Manuel da Luz. «Mas nem sempre é fácil cumprir», acrescentou o autarca francês.

O interior do Tempo, bem como o mobiliário, esses, foram desenhados pelo mestre do design de interiores português Daciano Costa, sendo mesmo o seu último trabalho.

Por isso, o director do Tempo considera que «este local poderá atrair muitos estudantes de design que queiram vir aqui conhecer a derradeira obra do mestre. Aqui será a síntese de todo o seu trabalho».

Numa das paredes laterais exteriores do teatro sete rectângulos pintados de diferentes tons de amarelo indicam as experiências à procura da cor para o Tempo. Ao lado de um dos rectângulos, o do amarelo mais forte, alguém escreveu «este», provavelmente dando a indicação da cor escolhida.

Não querendo levantar muito a ponta do véu, João Ventura indicou à comitiva portimonense e francesa que visitava o Tempo que a sala principal, com 500 lugares, terá «um espírito barroco», que lhe será conferido pelas cores escolhidas: paredes e cadeiras cor de vinho, tecto dourado.

Falta só falar da vista: da varanda do Tempo, onde até existe um anfiteatro ao ar livre que servirá para alguns eventos, avista-se a zona ribeirinha de Portimão e as três pontes do Arade. O autarca francês ficou maravilhado.

15 de Outubro de 2008 | 09:05

elisabete rodrigues

in http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=27577

  • 1 month later...
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Música, acrobacia e fogo dão as boas vindas ao TEMPO

Portimão inaugurou oficialmente ontem, 11 de Dezembro, o novo Teatro Municipal – TEMPO – num edifício emblemático situado no coração da cidade, um investimento de 12 milhões de euros inserido numa estratégia de revitalização da zona histórica daquela metrópole.

A par de outros equipamentos socioculturais que o município tem vindo a edificar, o TEMPO “aponta para um conceito de cosmopolitismo e de modernidade, reunindo condições para se tornar num lugar de referência nacional para a criação e a divulgação da cultura” frisou ontem, o autarca de Portimão, Manuel da Luz, aquando da inauguração do espaço.

Paralelamente à ampliação de uma oferta qualificada de eventos culturais, o espaço pretende afirmar-se como um factor de atractividade e de diminuição da sazonalidade, especialmente nos sectores do turismo, restauração e comércio tradicional.

“A competitividade das cidades é um factor essencial na qualificação e requalificação de toda esta zona para que esta cidade seja mais atractiva e culturalmente mais rica” defendeu o ministro da cultura, José Pinto Ribeiro, que veio inaugurar o equipamento.

Elogiando a cidade e os novos equipamentos culturais criados em apenas seis meses (o Teatro e o Museu Municipal), o ministro frisou a importância da qualificação informal que é realizada por estes espaços de cultura.

“Este trabalho de museu, biblioteca Municipal, Teatro e Arquivo tudo isto contribui para uma qualificação das pessoas. Há um grande esforço do Governo nesse sentido de novas oportunidades de qualificação formal, mas há uma qualificação informal que é feita por este espaço de cultura. Isto abre a cabeça das pessoas, abre os horizontes e as pessoas tornam-se diferentes a partir daqui”.

Relativamente à sustentabilidade económica do teatro municipal, Manuel da Luz garantiu que, embora aberta a parcerias com privados através do mecenato, está será “largamente assegurada pelo município no quadro da opção política de serviço público de cultura que esteve na sua génese”.

Quantos aos apoios que este espaço vai merecer o ministro foi peremptório: “O ministério vai apoiar esta obra”, lembrando os apoios anuais, bienais, trienais e quadrienais que são decididos no âmbito da direcção geral das Artes para grande parte dessas actividades culturais.

O espaço e o projecto

O novo espaço cultural permitirá nos seus 4.700m2 de área uma programação diversificada nos espaços existentes: o grande auditório com capacidade para 494 lugares, o pequeno auditório com 164 lugares, um café concerto, o atelier, a sala de ensaios e a de exposições.

O projecto foi assinado pelo arquitecto Troufa Real, criado no palácio oitocentista Sárrea Prado. A nível da arquitectura de interiores e design de mobiliário, Daciano da Costa recuperou e adaptou para este espaço ambientes e peças marcantes do seu percurso artístico. Flávio Tirone concebeu o projecto cénico e Renz van Luxemburg (DHA) foi o autor do projecto acústico. João Ventura é o director.

O projecto vai caracterizar-se por uma aposta na representação de repertórios artísticos, sobretudo contemporâneos, através de modalidades tão diversificadas como espectáculos, laboratórios e oficinas criativas, residências artísticas e outras modalidades performativas que decorram das especificidades dos projectos em desenvolvimento, visando a criação, a produção e a difusão de manifestações de teatro, música, dança, novo-circo, literatura, audiovisual e outras expressões artísticas.

O TEMPO vai dedicar-se, particularmente, à vertente formativas por meio do desenvolvimento de actividades que visem sensibilizar e formar públicos de idades, vivências e interesses diversificados e promover a aprendizagem ao longo da vida. Para o público mais jovem, o espaço, através dos seus serviços educativos, vai desenvolver estratégias transversais, nomeadamente com as escolas, para estimular o gosto pelas artes e a sua recepção crítica.


Imagem colocadaCristina Elói
12:35 sexta-feira, 12 dezembro 2008

in http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90529

Site do TEMPO

  • 1 month later...
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TEMPO fecha auditório em Janeiro


29-12-2008 17:11:00
O grande auditório do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO) vai estar encerrado durante o mês de Janeiro para trabalhos de acabamento. Teatro foi inaugurado em Dezembro.
O TEMPO, inaugurado a 11 de Dezembro no centro de Portimão, custou doze milhões de euros e estava em construção há cerca de quatro anos, dispondo de dois auditórios, um café concerto e várias salas de exposições.

Segundo disse à Lusa o director do TEMPO, João Ventura, o encerramento provisório do Grande Auditório, que tem capacidade para 490 pessoas, não vai prejudicar a programação regular do teatro, já que o calendário do primeiro trimestre estava feito "há muito tempo".

"Não programámos nada propositadamente para o Grande Auditório em Janeiro e decidimos apostar em eventos no café concerto, que ainda não teve programação", observou o director do teatro.

Depois dos concertos de Ano Novo nos primeiros dias de Janeiro, o Grande Auditório "descansa" até à primeira semana de Fevereiro, quando a programação é retomada com o espectáculo "Jerusalém", inspirado na obra homónima de Gonçalo M. Tavares.

De acordo com João Ventura, os trabalhos de acabamento que faltam - relacionados com pintura, iluminação e pequenos arranjos -, já estavam previstos, embora não tivessem impedido que o teatro fosse inaugurado.
"São pequenas coisas que ninguém repara, só nós", sublinhou, acrescentando que na abertura do teatro houve uma programação "muito intensa", que vai acalmar agora em Janeiro, mesmo por questões de organização.

"Foi um esforço muito grande para abrir e ainda estamos em mudanças", afirmou, reiterando que o teatro continua a funcionar, com os espectáculos a ser agendados sobretudo para o café concerto, com capacidade para cem pessoas.

Uma das apostas da programação para Janeiro é a realização de espectáculos no café concerto à sexta-feira, a partir de dia 09, dedicados a vários géneros musicais, como o Fado, Flamenco e Jazz.

Entretanto, numa das salas de exposições do TEMPO está patente a mostra de fotografia "Crónicas Portuguesas", até ao dia 01 de Fevereiro.

O novo espaço cultural de Portimão, instalado no antigo Palácio Sárrea, edificado em finais do século XVIII e do qual apenas foi mantida a fachada por imposição do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), foi projectado pelo arquitecto Troufa Real.

O edifício, de cinco pisos, ocupa uma área de 4.700 metros quadrados, e integra várias salas para exposições, dois auditórios, um com capacidade para 490 e outro com 170 lugares, salas de ensaio, um café concerto, gabinetes de trabalho e diversos espaços polivalentes.

in http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26766

  • 5 months later...

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