JVS Posted October 8, 2008 Report Posted October 8, 2008 PDM vai contemplar "pulmão verde" nos terrenos do aeroporto Lisboa, 07 Out (Lusa) - O vereador do Urbanismo na Câmara de Lisboa, Manuel Salgado (PS), afirmou hoje que o novo Plano Director Municipal (PDM) vai contemplar a zona do aeroporto da Portela como futuro "pulmão verde" da cidade, depois da desactivação da infra-estrutura. "O novo PDM vai prever o pulmão verde na zona do aeroporto", disse Manuel Salgado aos jornalistas, à margem da Assembleia Municipal de Lisboa, onde hoje está a ser discutido o "Estado da Cidade". O presidente da Câmara, António Costa (PS), anunciou que o novo PDM de Lisboa será apresentado em Março do próximo ano. "A revisão prevê o tal parque verde na zona do aeroporto, mas não na totalidade porque há zonas edificadas", como as dos actuais escritórios da TAP, acrescentou o vereador do Urbanismo.O presidente da Câmara anunciou também a construção de um "grande interceptor entre Alfama e o Cais do Sodré que vai permitir finalmente que a totalidade do esgoto da cidade de Lisboa tenha tratamento". "Este mandato ficará também a ser o mandato em que o Tejo deixará de ser poluído pelo esgoto de Lisboa", declarou. No caderno de balanço da actividade distribuído aos jornalistas e aos deputados municipais, é apontada a data de Janeiro de 2009 para o início das obras do interceptor de esgotos entre o Largo do Chafariz de Dentro e o Cais do Sodré e a sua conclusão prevista para Setembro do mesmo ano. Na sua intervenção, António Costa destacou também o "aumento de 125 por no licenciamento de obras e 365 por cento das licenças de utilização emitidas" alcançados este mandato, com a concretização do programa de simplificação administrativa Simplis. O autarca referiu igualmente o licenciamento de 11 unidades hoteleiras e a aprovação de projectos de arquitectura para mais seis hotéis.Costa anunciou ainda para "breve" a assinatura de um protocolo com a Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica e ISCTE para a transformação da capital numa "cidade Erasmus". O objectivo é aumentar em dois anos de dois mil para cinco mil o número de estudantes estrangeiros a estudarem em Lisboa ao abrigo daquele programa de intercâmbio. Para isso, a autarquia quer promover o aumento de "mais duas mil camas" para estudantes e investigadores, com a construção e reabilitação de edifícios para residências universitárias.In rtp.pt Quote
JVS Posted October 8, 2008 Author Report Posted October 8, 2008 Portela 2050: das pistas boulevards rodeadas de mata espontânea à horta de 20 milhões In Público (23/6/2008) Catarina Prelhaz «Construir Manhattan em Lisboa. Instalar um ninho de empresas ou a Feira Popular. Para a Portela já se pensa na vida depois da morte Uma nova-iorquina Manhattan debruçando-se sobre o seu Central Park em plena Lisboa: poderá não ser este o destino da Portela depois da saída do aeroporto para Alcochete, mas é a paisagem que os visitantes da última Trienal de Arquitectura gostavam de ver nascer nos 500 hectares que aquela transferência irá libertar. Construir arranha-céus ou plantar uma horta maior que o Parque das Nações: ontem foi a vez de arquitectos de renome e da nova geração e dos decisores políticos esgrimirem ideias para o futuro da Portela em 2050 num debate promovido pela Ordem dos Arquitectos. Transformar as pistas do actual aeroporto em boulevards de um parque de actividades (a definir no futuro) envoltas numa mata espontânea é a proposta do arquitecto Nuno Portas e do ateliê NPK. A ideia é usar as pistas como suporte de edifícios de construção ligeira e delimitar a mata com carvalhos para potenciar o desenvolvimento espontâneo desta, evitando os "elevados" custos de implantação e de manutenção de uma área verde tradicional. Já os arquitectos Gonçalo Byrne e Manuel Fernandes de Sá imaginam a manutenção de um aeroporto na Portela. O objectivo é limitar o tráfego a voos de pequeno e médio curso, articulando-o com o transporte de helicóptero. A Portela tornar-se-ia, assim, uma cidade virada para a função aeroportuária, recheada de actividades terciárias, centros de congressos e de residências de curta duração. Rechear a Portela com a Feira Popular, um hipódromo uma zona residencial e comercial, centros de exposições e de concertos, hotéis e escritórios são as ideias do ateliê de arquitectura paisagista PROAP. Equilibrar a vertente ecológica e o tecido urbano é a proposta dos arquitectos João Carrilho da Graça e João Gomes da Silva. "É mais realista do que fazer um parque ou um espaço indeterminado que serão progressivamente ocupados de forma desregrada e infeliz", observaram. "Pulmão de comida" Já o colectivo de jovens arquitectos Embaixada preferiu auscultar as ideias do público da Trienal de Arquitectura de Lisboa de 2007, concluindo que a construção densa também é uma opção. Ideia diferente teve o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, para quem a Portela deveria dar origem a um megaparque hortícola com um rendimento de 20 milhões euros anuais, para fazer face às necessidades alimentares da região. "Lisboa não precisa de um pulmão, mas de comida", reiterou. Portugal vai deitar 4,9 milhões de euros ao lixo caso o aeroporto da Portela não seja encerrado em 2017. O aviso é do vice-presidente da ANA- Aeroportos de Portugal, Carlos Madeira, que quer ver a zona aeroportuária totalmente livre das actuais funções sob pena de o novo aeroporto de Alcochete não passar de uma infra-estrutura fantasma. "Considerando os outros casos no mundo, há uma possibilidade de 30 por cento da Portela nunca chegar a encerrar, sobretudo quando temos dez milhões de especialistas aeronáuticos em Portugal", ironizou. Segundo um estudo da ANA, do Boston Consulting Group e da Universidade Católica, "Lisboa não cumpre com os critérios para possuir dois aeroportos a funcionar simultaneamente". Com 14 milhões de passageiros anuais de origem, a capital fica aquém das cidades com dois aeroportos bem sucedidos, que atraem mais de 35 milhões, explicou Carlos Madeira, acrescentando que as companhias preferem concentrar-se num só local para potenciar a procura e as pessoas preferem ter oferta variada sem terem de deslocar-se. Partilhar o tráfego de aeronaves entre Alcochete e a Portela é, segundo o vice-presidente da ANA, ou "proibido" ou "inviável": "não se pode discriminar companhias" e Portugal não tem voos de carga suficientes que justifiquem um aeroporto suplementar. "No Canadá, aquele que era para ser o maior aeroporto do mundo - Mirabel - foi fechado 35 anos depois de construído, porque o velho nunca chegou a ser encerrado. Não podemos deixar que isso aconteça cá". Fechar a Portela em 2017, evitando períodos de transição, e garantir ligações rápidas e cómodas a Alcochete são as soluções da ANA.» in http://cidadanialx.blogspot.com/2008_09_01_archive.html Quote
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