JVS Posted September 8, 2008 Report Posted September 8, 2008 Lisboa | Cais das Colunas | Eugenio dos Santos Cais das Colunas regressa ao Tejo A Porta de Lisboa de volta Jornal do Barreiro | 29-08-2008 Os pilares do antigo cais do Terreiro do Paço, em Lisboa, regressaram para junto do Tejo mas ainda se encontram cobertos com telas brancas. Retirados há 12 anos para permitir ao Metropolitano estender a sua rede até Santa Apolónia, o Cais das Colunas e a escadaria de pedra que desce até ao rio só estarão acessíveis ao público em meados de Setembro, quando o Metropolitano de Lisboa concluir as obras e retirar o estaleiro que ali foi montado. Até lá, pouco há para ver, a não ser um aterro e uma vedação que demarca a distância entre as colunas que dão nome ao cais no topo sul da Praça do Comércio e os lisboetas ou turistas que circulam na Baixa de Lisboa. Doze anos afastadas do seu local de origem, fizeram estragos na memória de boa parte dos habitantes da capital, havendo quem tenha delas muitas memórias enquanto muitos há que vão agora vê-las pela primeira vez. Situado em frente ao Terreiro do Paço, o também chamado Miradouro do Cais das Colunas oferece uma vista plana sobre o Tejo, Cacilhas e Almada, num vai e vem sem fim de gente, entre cacilheiros que cruzam o rio. A designação de Cais das Colunas, um património com dois séculos, deve-se à existência de dois pilares monolíticos erguidos nos extremos e que são parte integrante do Projecto da Praça do Comércio, da autoria do arquitecto Eugénio dos Santos, para a reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Apesar de não existirem documentos escritos relativos ao ano da sua construção, sabe-se que o Cais das Colunas foi concluído no fim do século XVIII, aparecendo já numa gravura colorida de Noel e Wells – A view of the Praça do Commércio at Lisbon, datada de 1792. As colunas caíram em finais do século XIX, tendo sido repostas apenas em 1929. Embora o Cais das Colunas já não seja o único lugar onde as pessoas podem sentar-se junto ao rio Tejo, resta saber se agora irá conseguir competir com as novas atracções da capital – as Docas de Alcântara, o Parque das Nações e um passeio ribeirinho entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço. De recordar que o Cais das Colunas foi a principal ligação entre Lisboa e o Tejo, tendo a demora da recolocação da estrutura – retirada há 12 anos – motivado inclusive uma petição na Internet que apelava ao Governo para repor de imediato as colunas. in http://www.jornaldobarreiro.com.pt/?lop=n_artigo&op=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&id=fef6f971605336724b5e6c0c12dc2534 Quote
JVS Posted October 8, 2008 Author Report Posted October 8, 2008 Cais das Colunas só será devolvido a Lisboa quase em vésperas do Natal In Público (5/9/2008) Ana Nunes «O regresso há muito reivindicado pelos lisboetas será concretizado no dia 15 de Dezembro. Logo a seguir voltam os maus cheiros ao Terreiro do Paço com as obras dos esgotos da cidade Onze anos após ter sido desmontado por força das obras de prolongamento da linha Azul do Metropolitano de Lisboa, o Cais das Colunas será devolvido à cidade não mais tarde que 15 de Dezembro. Pelo menos foi essa a garantia ontem dada em conjunto pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e pelo presidente do Metropolitano, Joaquim Reis. "Devemos fazer um grande esforço e dar o nosso melhor para que o cais seja recuperado o mais cedo possível", admitiu ontem Mário Lino durante uma visita ao local. Para o governante, a fixação da data é "essencial, para cumpri-la" e "o impossível deve ser feito". Opinião partilhada por Joaquim Reis, ao afirmar que "nada irá impedir a conclusão da obra no prazo previsto", acrescentando que "os trabalhos estão a decorrer ao ritmo do compasso". A intervenção no local prevê a reposição do piso "respeitando o traçado original, com pedra oriunda da mesma pedreira de onde se julga ter sido retirada a original", garantiu o presidente do Metro. Mário Lino admitiu que "houve um grande estrago ao longo dos anos", sendo "parte das obrigações do Metro não só repor o que estava, mas corrigir, emendar e substituir o que estava degradado". Para tal, foram substituídos vários degraus que já não constituíam a escadaria primitiva, pois apresentavam inúmeras erosões, fracturas e lacunas, frequentemente preenchidas com argamassa de base e cimento. O projecto de reposição daquele cais, objecto de aprovação prévia por parte do Instituto Português do Património Arquitectónico, está orçado em 937 mil euros, e diz o responsável do Metropolitano que "visa substituir e não cair nos erros do passado". Joaquim Reis afirmou que "de acordo com os especialistas, ao longo do século XX foram muitas as intervenções mal realizadas". Como tal, a desmontagem do cais foi alvo de "uma intervenção rigorosa em que não foi descurada a inventariação, catalogação e conservação da pedra". Desde a desmontagem, o material removido encontrava-se nas oficinas do Metropolitano. Todo o processo levou o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, a mostrar-se satisfeito com a obra de restauro já realizada. Achados no lodo Ao longo da obra de recuperação das colunas que dão nome ao cais no topo sul da Praça do Comércio - construção que remonta aos finais do século XVIII e é constituída por um conjunto com duas escadarias laterais que levam a uma central, onde podem ser vistas as colunas -, os técnicos descobriram no rio, enterradas no lodo, as pedras pertencentes à coluna em falta e, mais recentemente, a esfera que encima essa mesma coluna. Quanto à concretização das obras que tiveram origem no projecto de alargamento do Metropolitano até Santa Apolónia, as intervenções no local irão continuar, embora a cargo de outras entidades. Carlos Martins, engenheiro das Águas de Portugal, explicou que a empresa SimTejo se encontra a fazer no local uma obra de intersecção dos esgotos que só estará pronta dentro de nove meses. Mais tarde, embora ainda sem data definida para o arranque, será a vez da sociedade Frente Tejo, liderada pelo arquitecto João Biancard da Cruz, iniciar o trabalho da reabilitação da frente ribeirinha. As obras que se seguem no Terreiro do Paço, de intersecção de esgotos, da responsabilidade da Águas de Portugal, destinam-se a conduzir até à ETAR de Alcântara as águas residuais que até agora eram descarregadas directamente no Tejo. Segundo Carlos Martins, daquela empresa, aquelas águas serão conduzidas por uma estação elevatória entre o Largo do Chafariz e Alcântara. Diz o técnico que a obra em Alcântara "já se encontra bastante adiantada", sendo "complexa por se tratar de algo que já existia, mas que está a ser demolido ao mesmo tempo que se mantém ao serviço". » Vamos ver, vamos ver se o cais continua cais ou se será decoração do aterro ali construído. Cais das Colunas é inaugurado em Dezembro, garante ministro das Obras Públicas In Lusa, 4 de Setembro “Os lisboetas vão poder voltar a ver o Tejo do Cais das Colunas no dia 15 de Dezembro, garantiu hoje o ministro das Obras Públicas, Mário Lino. "No dia 15 de Dezembro vimos inaugurar isto", afirmou Mário Lino durante uma visita ao Cais, cuja reabilitação estão a ser feitas pelo Metropolitano de Lisboa, devido às obras de prolongamento da Linha Azul. "Temos esta bela praça e a população de Lisboa afastada desta parte ligada à nossa história há dez anos", lamentou Mário Lino, reforçando que "nem chuva nem vento" impedirão a inauguração que se não for no dia 15 de Dezembro, até será antes, assegurou. O presidente do Metropolitano de Lisboa, Joaquim Reis, não teve problema em aceitar o prazo imposto pelo ministro, assegurando que é uma data realista. O "novo" Cais das Colunas terá lajes de mármore novas mas com o corte e a traça das lajes antigas. Joaquim Reis referiu que foi necessário substituir lajes que já não eram originais quando as obras começaram e o Cais foi retirado do seu lugar original. "Ao longo de décadas foram sendo substituídas com lajes de argamassa e betão que não tinham nada a ver com o original. Optámos por repor a traça com pedra da mesma pedreira de que se pensa que vieram as pedras originais, na Batalha", disse o presidente do Metro. Quanto ao resto das obras que ainda decorrem no Terreiro do Paço, o compromisso do Metro é que os aterros também desaparecerão a tempo da inauguração do Cais. No entanto vai ser preciso esperar mais tempo para o cheiro a esgoto desaparecer do Terreiro do Paço: só daqui a nove meses estará concluída a obra que acabará com as descargas directas no rio Tejo. A obra consiste num interceptor no Largo do Chafariz de Dentro, passando por uma estação elevatória no Cais do Sodré, que levará as águas até à estação de tratamento de águas residuais de Alcântara que está a ser completamente renovada. Quanto ao túnel do metropolitano onde se verificou a derrocada ocorrida em Junho de 2000, o presidente da empresa garantiu que a infra-estrutura está estável: "não houve qualquer fissura ou movimento detectado na monitorização".” Publicada por Maria Amorim Morais in http://cidadanialx.blogspot.com/2008_09_01_archive.html Quote
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