JVS Posted August 19, 2008 Report Posted August 19, 2008 Polis dá visibilidade à Cava de Viriato TERESA CARDOSO A Viseu Polis conclui em Outubro as obras de requalificação na Cava de Viriato, monumento que ainda é por muitos desconhecido. Mas nem tudo são rosas. Quem lá mora chora os lameiros perdidos e fala em granito a mais. Palmira Ferreira Coelho apagou ontem 87 velas. Tantas quantos os anos que leva de vida. Mas fê-lo com o coração mais apertado do que é habitual. Residente na rua do Coval, uma via na envolvente à Cava de Viriato - monumento nacional [1910] que está a ser requalificado pela Sociedade ViseuPolis - teme pelo futuro. "Dizem-me que mais dia menos dia, a casa onde vivo vai abaixo. E que isso só ainda não aconteceu por falta de dinheiro", explica a mulher, que teme ser "atirada" para um qualquer bairro suburbano. "Vim para esta casa, que já era da família do meu marido, com 19 anos. Tudo aqui à volta, até ao rio Pavia, eram terras férteis, com cinco poços de água, onde semeei muita batata e feijão que me ajudaram a criar quatro filhos", lembra. A alegada destruição do potencial agrícola da zona e o "fantasma" da mudança de casa, são duas "espinhas na garganta" da octogenária. Que a impedem de vibrar mais com melhoramentos que, reconhece, "estão a deixar esta zona muito mais bonita". Pedro Silva, morador na alta urbana, confessa que havia uma cidade por detrás dos taludes altos da Cava de Viriato que desconhecia totalmente. "Passo muitas vezes de carro de por aqui. Mas a única referência era a estátua de Viriato. Cheguei a trazer aqui amigos, mas ficava-me pelo que estava à vista. Esta obras vão ajudar-nos a descobrir o monumento", disse ao JN. Em Novembro de 2007, quando a Sociedade Viseu Polis consignou por dois milhões de euros os trabalhos de requalificação da Cava de Viriato, o presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), Fernando Ruas, defendeu que a intervenção iria dar mais visibilidade a um monumento "que foi ignorado durante muito tempo". Sobre um projecto do arquitecto Gonçalo Byrne, elaborado em 2001, os trabalhos incluem - à excepção do centro de interpretação e de equipamentos nas áreas do Desporto e do Ambiente que não avançaram por falta de recursos financeiros -, trabalhos de recuperação e arranjo paisagístico, limpeza, criação de espaços verdes, iluminação, sanitários e enterramento de infra-estruturas. As obras ainda não acabaram, mas já há quem faça sugestões e críticas. É o caso de Alfredo Santos, que fala em "excesso" de pedra de granito no monumento, uma fortificação defensiva, que era toda feita em terra batida. "Além do excesso de pedra, a calçada que está a ser posta ao longo do talude tem brechas onde cabe um pé. Será um perigo para crianças, idosos e deficientes. E há uma calçada muito inclinada que, com o sol, não deixa as pessoas verem onde põem os pés. Ainda há tempo de corrigir", diz. in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Viseu&Option=Interior&content_id=980748 Quote
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