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Baixa de Faro pode ter habitação a custos controlados


elisabete rodrigues
Faro
A Baixa de Faro poderá ter, num futuro breve, habitação a custos controlados. A Câmara de Faro já lançou o procedimento para a elaboração de um Plano de Pormenor para a Pontinha e zona adjacente e admite reservar espaço para construir habitações destinadas aos jovens munícipes.

«Depois de elaborada a proposta de Plano de Pormenor, admitimos que possa haver alguma habitação a custos controlados. Mas deverá ser na zona que é propriedade do município, será difícil implementar na parte que é de privados», disse o presidente da Câmara de Faro José Apolinário ao «barlavento».

A extensão da área destinada à habitação jovem não poderá ser tão grande, na zona da Baixa, como noutras áreas da cidade. «No Plano de Pormenor do Vale da Amoreira, reservámos 10 por cento para habitação a custos controlados. Aqui é mais difícil, porque o plano incide numa área muito menor», revelou.

O lançamento do procedimento para a elaboração do Plano de Pormenor da Pontinha e zona adjacente foi deliberado, por unanimidade, na Reunião de Câmara da passada semana.

Este instrumento de ordenamento do território irá abranger uma área de «2,93 hectares integrados na freguesia da Sé e afectos ao perímetro urbano de Faro, na categoria de espaço urbano», adiantou, em comunicado, a Câmara de Faro.

«Este plano vai abranger a Praça da Pontinha, o Largo do Pé da Cruz e o Largo da Praça Nova, cinco quarteirões adjacentes e uma frente urbana na Rua da Trindade, delimitada pela Praça da Liberdade, Rua de Santo António, Largo dos Combatentes da Grande Guerra, Rua Bernardo Passos, Rua da Trindade, Largo Pé da Cruz, Rua Brites de Almeida e Rua Pé da Cruz», lê-se no mesmo documento.

José Apolinário precisou que este plano deverá ser «alicerçado» no que já foi elaborado em relação ao Largo Sá Carneiro, mais conhecido por Largo do Mercado. Os objectivos deste novo plano são, de resto, idênticos.

«Queremos promover a habitação, mas também o comércio. No Largo do Mercado, garantimos a abertura da Loja do Cidadão e de uma superfície comercial de média dimensão. A ideia é voltar a trazer as pessoas para a zona nobre da cidade», contou.
O autarca adiantou que se pretende manter «a traça original dos edifícios e muitas das frontarias».

Quanto à Praça da Pontinha propriamente dita, José Apolinário prefere reservar para si a opinião sobre o que deverá ser feito, «para não condicionar a proposta» de Plano de Ordenamento.

Uma das zonas a intervir é a da antiga Alcaçaria, o mercado islâmico que aqui se costumava realizar, há alguns séculos.

No antigo bairro da Mouraria farense ainda se podem encontrar «alguns exemplares de cantarias, cornijas e platibandas, com imagem arquitectónica marcante e ainda alguns exemplares da arquitectura romântica da transição do século XIX para o século XX».
Esta proposta, antes de ser aprovada, ainda será sujeita a consulta pública, altura em que poderão ser dadas sugestões.

18 de Agosto de 2008 | 15:22
hugo rodrigues

in http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=26332&tnid=3

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