JVS Posted July 27, 2008 Report Posted July 27, 2008 Construção das casas mortuárias de Alhandra gera nova polémica Padre José Gonçalves lamenta não ter sido ouvido antes da elaboração do projecto e reprova a opção da Câmara de Vila Franca. Os 75 anos de José Manuel Macieira não lhe retiram forças para lutar contra “um atentado urbanístico”. O autarca eleito desde o 25 de Abril, classifica a implantação das três casas mortuárias que estão a ser construídas junto do adro da igreja, em Alhandra, como “um mamarracho” e não está só nesta apreciação. Em causa está a eliminação de parte de um miradouro que contemplava “uma paisagem maravilhosa” e a retirada de 200 metros quadrados do adro da igreja para construir as capelas para velar os defuntos. “Isto é um local de contemplação da vida e não da morte. Vem aqui um turista para ver a paisagem e vê os familiares e amigos do defunto a chorarem”, refere Maria Antónia. O padre José Gonçalves, responsável pela paróquia, confessa que está triste com a situação e lamenta não ter sido ouvido num projecto que está na sua área de intervenção. “Não foi bem projectado. Não precisamos de três capelas e o projecto tem algumas falhas. A câmara vai corrigir o que puder. Não se pode deitar tudo abaixo”, refere. José Macieira, eleito na assembleia de freguesia, ainda alimenta a esperança de ver as capelas construídas noutro local e sugere como alternativas junto à casa paroquial ou no terreno do futuro centro de saúde. Entretanto, segundo José Macieira, um grupo de alhandrenses preparou uma providência cautelar a pedir a suspensão da obra em nome do interesse da população de Alhandra e alegando violações de princípios legais. Enquanto o juiz não decide, a obra está a decorrer normalmente e José Macieira passa lá todos os dias. Os funcionários da empresa construtora ouvem os seus desabafos ao mesmo tempo que dão vida à construção projectada pelos arquitectos Carlos Crespo e Pedro Gameiro e aprovada pela Câmara Municipal de Vila Franca. “Isto não foi deslocado para não tapar a Cimpor que é uma má imagem da vila e tapam uma paisagem única”, lamenta José Macieira. O homem que liderou a primeira comissão instaladora da junta de freguesia em Alhandra já escreveu ao Primeiro-Ministro a pedir a intervenção de José Sócrates. Antes fez várias tentativas para convencer a câmara a suspender a obra, mas em vão. “Uma obra destas não podia ser feita sem ouvir a população através da assembleia de freguesia” refere. A câmara informou a junta de freguesia que concordou com a implantação, mas não levou o assunto à assembleia. José Macieira fez uma exposição ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e ao secretário de Estado da administração local onde denuncia a situação. “É um genocídio urbanístico. Uma coisa inadmissível”, refere o velho militante do PS que garante que gosta tanto de Alhandra como da família. O vice-presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), considera que a obra foi bem implementada e espera que os que a criticam mudem de opinião depois da conclusão. “Peço o benefício da dúvida. É um gabinete de arquitectura com provas dadas e a câmara e a junta de freguesia aprovaram o projecto”. O autarca anunciou que o centro paroquial será construído numa cota inferior, beneficiando toda aquela zona. in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=349&id=45473&idSeccao=5126&Action=noticia Quote
JVS Posted August 19, 2008 Author Report Posted August 19, 2008 Acção popular para travar casas mortuárias em Alhandra Presidente da Junta garante que o processo foi debatido na Assembleia de Freguesia e não vê razão para uma polémica “absurda”. Padre e populares consideram de mau gosto construir capelas naquele local. Um grupo de munícipes de Alhandra entregou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa a reclamar a suspensão da obra de construção das capelas mortuárias da vila e a devolução do espaço público ocupado pelas construções. Rui Perdigão, um dos autores da acção popular, referiu na reunião pública da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada na quinta-feira, 31 de Julho, em Alhandra, que a acção pretende o embargo imediato da obra. “Será mais dinheiro jogado fora, como tem sido habitual em Alhandra”, referiu o arquitecto que também esteve na origem da suspensão do processo de demolição do teatro Salvador Marques. “Estou farto de ver os alhandrenses humilhados”, adiantou o munícipe que acusou a maioria socialista na câmara de ter um défice de democracia no tratamento de Alhandra. Rui Perdigão anunciou que o grupo que integra está a preparar uma lista para se candidatar aos órgãos autárquicos da freguesia e o anúncio causou burburinho na bancada socialista. O vice-presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS) confirmou que a câmara já foi notificada e irá esclarecer o tribunal no prazo previsto. O autarca reafirmou que o projecto das casas mortuárias foi elaborado por um arquitecto “reputado e experiente” e “foi feito um estudo prévio rigoroso”. Alberto Mesquita pede o benefício da dúvida aos cidadãos de Alhandra e garante que “o que lá vai ficar não é pior do que o que lá estava”. O autarca considera que o argumento de que “a construção elimina a fruição da paisagem não é válido”. Alberto Mesquita defende que as capelas ficarão integradas com o centro paroquial a construir no terreno adjacente e a uma cota mais baixa. José Manuel Macieira, autarca eleito desde o 25 de Abril, e protagonista principal da contestação, não ficou convencido e classifica a implantação das três casas mortuárias como “um mamarracho”. Em causa está a eliminação de parte de um miradouro que contemplava “uma paisagem maravilhosa” e a retirada de 200 metros quadrados do adro da igreja para construir as capelas para velar os defuntos. Uma preocupação partilhada pelo padre José Gonçalves, responsável pela paróquia. Em declarações a O MIRANTE confessou que está triste com a situação e lamentou não ter sido ouvido num projecto que está na sua área de intervenção. “Não foi bem projectado. Não precisamos de três capelas e o projecto tem algumas falhas”, considerou. Antes da entrega da providência cautelar no tribunal, José Macieira fez uma exposição ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), ao secretário de Estado da administração local e ao Primeiro-Ministro onde expõe a situação, mas ainda não obteve resposta. O presidente da Junta de Freguesia de Alhandra não vê razão para tanta polémica. “É despropositado e absurdo”, refere. Jorge Ferreira garante que o processo das casas mortuárias foi levado a seis reuniões da assembleia de freguesia entre Dezembro de 2004 e 17 de Junho de 2008 e “não foi feita qualquer referência pelos eleitos”, adiantou o autarca socialista. Por: Nelson Silva Lopes in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=351&id=45838&idSeccao=5160&Action=noticia Quote
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