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Construção das casas mortuárias de Alhandra gera nova polémica

Padre José Gonçalves lamenta não ter sido ouvido antes da elaboração do projecto e reprova a opção da Câmara de Vila Franca.

Os 75 anos de José Manuel Macieira não lhe retiram forças para lutar contra “um atentado urbanístico”. O autarca eleito desde o 25 de Abril, classifica a implantação das três casas mortuárias que estão a ser construídas junto do adro da igreja, em Alhandra, como “um mamarracho” e não está só nesta apreciação. Em causa está a eliminação de parte de um miradouro que contemplava “uma paisagem maravilhosa” e a retirada de 200 metros quadrados do adro da igreja para construir as capelas para velar os defuntos.

“Isto é um local de contemplação da vida e não da morte. Vem aqui um turista para ver a paisagem e vê os familiares e amigos do defunto a chorarem”, refere Maria Antónia.

O padre José Gonçalves, responsável pela paróquia, confessa que está triste com a situação e lamenta não ter sido ouvido num projecto que está na sua área de intervenção. “Não foi bem projectado. Não precisamos de três capelas e o projecto tem algumas falhas. A câmara vai corrigir o que puder. Não se pode deitar tudo abaixo”, refere.

José Macieira, eleito na assembleia de freguesia, ainda alimenta a esperança de ver as capelas construídas noutro local e sugere como alternativas junto à casa paroquial ou no terreno do futuro centro de saúde. Entretanto, segundo José Macieira, um grupo de alhandrenses preparou uma providência cautelar a pedir a suspensão da obra em nome do interesse da população de Alhandra e alegando violações de princípios legais.

Enquanto o juiz não decide, a obra está a decorrer normalmente e José Macieira passa lá todos os dias. Os funcionários da empresa construtora ouvem os seus desabafos ao mesmo tempo que dão vida à construção projectada pelos arquitectos Carlos Crespo e Pedro Gameiro e aprovada pela Câmara Municipal de Vila Franca. “Isto não foi deslocado para não tapar a Cimpor que é uma má imagem da vila e tapam uma paisagem única”, lamenta José Macieira.

O homem que liderou a primeira comissão instaladora da junta de freguesia em Alhandra já escreveu ao Primeiro-Ministro a pedir a intervenção de José Sócrates. Antes fez várias tentativas para convencer a câmara a suspender a obra, mas em vão.

“Uma obra destas não podia ser feita sem ouvir a população através da assembleia de freguesia” refere. A câmara informou a junta de freguesia que concordou com a implantação, mas não levou o assunto à assembleia.

José Macieira fez uma exposição ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e ao secretário de Estado da administração local onde denuncia a situação. “É um genocídio urbanístico. Uma coisa inadmissível”, refere o velho militante do PS que garante que gosta tanto de Alhandra como da família.

O vice-presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), considera que a obra foi bem implementada e espera que os que a criticam mudem de opinião depois da conclusão. “Peço o benefício da dúvida. É um gabinete de arquitectura com provas dadas e a câmara e a junta de freguesia aprovaram o projecto”. O autarca anunciou que o centro paroquial será construído numa cota inferior, beneficiando toda aquela zona.

in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=349&id=45473&idSeccao=5126&Action=noticia

  • 4 weeks later...
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Acção popular para travar casas mortuárias em Alhandra


Presidente da Junta garante que o processo foi debatido na Assembleia de Freguesia e não vê razão para uma polémica “absurda”. Padre e populares consideram de mau gosto construir capelas naquele local.


Um grupo de munícipes de Alhandra entregou uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa a reclamar a suspensão da obra de construção das capelas mortuárias da vila e a devolução do espaço público ocupado pelas construções. Rui Perdigão, um dos autores da acção popular, referiu na reunião pública da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada na quinta-feira, 31 de Julho, em Alhandra, que a acção pretende o embargo imediato da obra. “Será mais dinheiro jogado fora, como tem sido habitual em Alhandra”, referiu o arquitecto que também esteve na origem da suspensão do processo de demolição do teatro Salvador Marques. “Estou farto de ver os alhandrenses humilhados”, adiantou o munícipe que acusou a maioria socialista na câmara de ter um défice de democracia no tratamento de Alhandra. Rui Perdigão anunciou que o grupo que integra está a preparar uma lista para se candidatar aos órgãos autárquicos da freguesia e o anúncio causou burburinho na bancada socialista.

O vice-presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS) confirmou que a câmara já foi notificada e irá esclarecer o tribunal no prazo previsto. O autarca reafirmou que o projecto das casas mortuárias foi elaborado por um arquitecto “reputado e experiente” e “foi feito um estudo prévio rigoroso”. Alberto Mesquita pede o benefício da dúvida aos cidadãos de Alhandra e garante que “o que lá vai ficar não é pior do que o que lá estava”. O autarca considera que o argumento de que “a construção elimina a fruição da paisagem não é válido”. Alberto Mesquita defende que as capelas ficarão integradas com o centro paroquial a construir no terreno adjacente e a uma cota mais baixa.
José Manuel Macieira, autarca eleito desde o 25 de Abril, e protagonista principal da contestação, não ficou convencido e classifica a implantação das três casas mortuárias como “um mamarracho”. Em causa está a eliminação de parte de um miradouro que contemplava “uma paisagem maravilhosa” e a retirada de 200 metros quadrados do adro da igreja para construir as capelas para velar os defuntos.

Uma preocupação partilhada pelo padre José Gonçalves, responsável pela paróquia. Em declarações a O MIRANTE confessou que está triste com a situação e lamentou não ter sido ouvido num projecto que está na sua área de intervenção. “Não foi bem projectado. Não precisamos de três capelas e o projecto tem algumas falhas”, considerou.

Antes da entrega da providência cautelar no tribunal, José Macieira fez uma exposição ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), ao secretário de Estado da administração local e ao Primeiro-Ministro onde expõe a situação, mas ainda não obteve resposta.
O presidente da Junta de Freguesia de Alhandra não vê razão para tanta polémica. “É despropositado e absurdo”, refere. Jorge Ferreira garante que o processo das casas mortuárias foi levado a seis reuniões da assembleia de freguesia entre Dezembro de 2004 e 17 de Junho de 2008 e “não foi feita qualquer referência pelos eleitos”, adiantou o autarca socialista.


Por: Nelson Silva Lopes

in http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=351&id=45838&idSeccao=5160&Action=noticia

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