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Urbanização em antiga fábrica

Habitação e comércio de luxo a nascer no Foco. Rua paralela à Boavista vai ligar ao Bessa
Inês Schreck

As antigas instalações da Fábrica de Fibra Comercial Lusitana, na zona do Foco, no Porto, já desapareceram e o enorme buraco que ficou vai dar lugar a um empreendimento de luxo, rasgado por uma rua que ligará ao Bessa.
O que restava da unidade industrial, degradada e ao abandono há vários anos, foi demolido recentemente, abrindo uma enorme clareira junto à Avenida da Boavista que deixa a descoberto o recém-inaugurado Bessa Hotel e o Estádio Bessa XXI. Naquele terreno, com quase dois hectares, vai nascer uma urbanização de luxo com habitação e comércio.

Denominado "Why Not?", o projecto da Simoga, promotora imobiliária do Grupo Salvador Caetano, será constituído por cinco edifícios, com oito pisos acima do solo, num total de cerca de 60 mil metros quadrados de área de construção. Um investimento que está estimado em 175 milhões de euros.
De acordo com informações prestadas, ao JN, pela promotora imobiliária, estão, agora, em execução as obras de loteamento do terreno. Segundo a Simoga, o complexo habitacional será servido por uma artéria que fará a ligação entre a Rua Azevedo Coutinho (do lado do Foco) e a Rua O Primeiro de Janeiro (junto ao estádio), paralela à Avenida da Boavista.

O projecto de arquitectura, que está a ser desenvolvido pelo gabinete "Grupo 3 arquitectos", ainda está em desenvolvimento, pelo que a empresa do grupo Salvador Caetano não quis adiantar pormenores sobre o mesmo.

Adiantou apenas que a construção dos edifícios deverá começar durante o mês de Setembro. "Esta renovação urbana designa o rejuvenescimento desta zona do Porto envelhecida e degradada", realça a promotora imobiliária, garantindo que o novo espaço vai melhorar a cidade, bem como a qualidade de vida dos cidadãos.

Do total da área de construção prevista no terreno, dois terços ficam reservados para habitação, com a construção de 350 fogos. O projecto, conforme já foi tornado público, contempla ainda cerca de sete mil metros quadrados de áreas verdes, dos quais pouco menos de metado (três mil metros quadrados) ficarão voltados para a Avenida da Boavista.

O enorme terreno foi comprado pela Simoga em Outubro de 2006 por 60 milhões de euros. A empresa, que pertence à família de Salvador Caetano, nasceu em 1985 e conta com empreendimentos em Vila Nova de Gaia (Devessas, Pedra Moura, Candal e Avenida da República) e no Porto (Boavista, perto da Avenida de França, e Antas).

Link:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=962400

Não é incrível tudo o que pode caber dentro de um lápis?...

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