Jump to content

Recommended Posts

Posted

Museu do Oriente abre a 8 de Maio


Natália Correia Guedes é directora da nova infra-estrutura cultural de Lisboa

O Museu do Oriente será inaugurado a 8 de Maio, na zona de Alcântara, em Lisboa, com uma exposição permanente alusiva à presença portuguesa na Ásia e tendo como directora Natália Correia Guedes, anunciou, hoje, o presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino.

Os custos deste projecto, que é um desígnio da Fundação Oriente desde que foi criada, há 20 anos, situam-se entre os 25 milhões e os 30 milhões de euros, disse Carlos Monjardino, na apresentação do museu aos jornalistas.

As colecções que serão apresentadas ao público têm como tema comum o Oriente e o acervo do museu foi adquirido ao longo de 20 anos a particulares e a instituições, acrescentou.

O Museu do Oriente vai ficar instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa.

Segundo Monjardino, este local foi escolhido depois de inicialmente a Fundação ter adquirido um terreno à Câmara Municipal de Lisboa, na Praça de Espanha, para o Museu e nunca ter conseguido construir ali.

A Fundação ainda tem a receber da autarquia cerca de 5 milhões de euros por este terreno (a preços actuais), assinalou Carlos Monjardino.

Depois, foram procuradas novas soluções (incluindo o edifício do cinema São Jorge), mas nunca houve acordo.

"Já fartos destas deambulações, acabámos por ir para ali (Alcântara) e tomámos a decisão difícil de recuperar o edifício, que custou muito mais do que estávamos a pensar", prosseguiu Monjardino, indicando que o projecto ficou a cargo dos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco.

Outras ofertas além das exposições

O imóvel adquirido pela Fundação e remodelado tem sete pisos, o último dos quais vai ter um restaurante que vai servir "especialidades orientais".

Haverá também um centro de reuniões, duas áreas reservadas a exposições permanentes e uma para exposições temporárias.

Uma das exposições permanentes apresenta 1.400 peças sobre a presença portuguesa na Ásia, a outra mostra 650 obras pertencentes à designada colecção Kwon On (de arte popular asiática) com o tema Deuses da Ásia.

A exposição sobre a presença portuguesa na Ásia está representada por peças de pintura, cerâmica, textéis e outras artes decorativas, incluindo peças e documentos pertencentes a museus e instituições culturais que as emprestaram ou confiaram ao Museu do Oriente (como por exemplo o Museu Nacional de Arte Antiga ou o Museu Militar).

A colecção Kwon On é composta por mais de 13 mil peças relacionadas com a música, com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras e pinturas) e com festividades tradicionais (por exemplo, lanternas).


De Maio a Dezembro, serão apresentadas duas exposições temporárias, uma sobre Máscaras na Ásia e outra de jovens pintores chineses.

Além das exposições, o museu terá uma programação cultural com música, dança, conferências e actividades lúdicas e pedagógicas a cargo do Serviço Educativo.

O Museu vai incluir ainda um centro de documentação que pretende constituir uma referência na pesquisa de informação sobre a Ásia e as suas relações com Portugal.

O preço normal de entrada no Museu do Oriente é de 4 euros, mas há descontos. Há também bilhetes mais baratos para grupos e para famílias.

O museu está aberto das 10:00 às 18:00, mas à sexta-feira prolonga o seu funcionamento até as 22:00, sendo a entrada gratuita neste horário. fs terças-feiras encerra.


in http://sic.sapo.pt/online/noticias/cartaz/20080228Museu+do+Oriente+abre+a+8+de+Maio.htm
Posted

Museu do Oriente abre a 8 de Maio


Natália Correia Guedes é directora da nova infra-estrutura cultural de Lisboa

O Museu do Oriente será inaugurado a 8 de Maio, na zona de Alcântara, em Lisboa, com uma exposição permanente alusiva à presença portuguesa na Ásia e tendo como directora Natália Correia Guedes, anunciou, hoje, o presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino.

Os custos deste projecto, que é um desígnio da Fundação Oriente desde que foi criada, há 20 anos, situam-se entre os 25 milhões e os 30 milhões de euros, disse Carlos Monjardino, na apresentação do museu aos jornalistas.

As colecções que serão apresentadas ao público têm como tema comum o Oriente e o acervo do museu foi adquirido ao longo de 20 anos a particulares e a instituições, acrescentou.

O Museu do Oriente vai ficar instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa.

Segundo Monjardino, este local foi escolhido depois de inicialmente a Fundação ter adquirido um terreno à Câmara Municipal de Lisboa, na Praça de Espanha, para o Museu e nunca ter conseguido construir ali.

A Fundação ainda tem a receber da autarquia cerca de 5 milhões de euros por este terreno (a preços actuais), assinalou Carlos Monjardino.

Depois, foram procuradas novas soluções (incluindo o edifício do cinema São Jorge), mas nunca houve acordo.

"Já fartos destas deambulações, acabámos por ir para ali (Alcântara) e tomámos a decisão difícil de recuperar o edifício, que custou muito mais do que estávamos a pensar", prosseguiu Monjardino, indicando que o projecto ficou a cargo dos arquitectos Carrilho da Graça e Rui Francisco.

Outras ofertas além das exposições

O imóvel adquirido pela Fundação e remodelado tem sete pisos, o último dos quais vai ter um restaurante que vai servir "especialidades orientais".

Haverá também um centro de reuniões, duas áreas reservadas a exposições permanentes e uma para exposições temporárias.

Uma das exposições permanentes apresenta 1.400 peças sobre a presença portuguesa na Ásia, a outra mostra 650 obras pertencentes à designada colecção Kwon On (de arte popular asiática) com o tema Deuses da Ásia.

A exposição sobre a presença portuguesa na Ásia está representada por peças de pintura, cerâmica, textéis e outras artes decorativas, incluindo peças e documentos pertencentes a museus e instituições culturais que as emprestaram ou confiaram ao Museu do Oriente (como por exemplo o Museu Nacional de Arte Antiga ou o Museu Militar).

A colecção Kwon On é composta por mais de 13 mil peças relacionadas com a música, com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras e pinturas) e com festividades tradicionais (por exemplo, lanternas).


De Maio a Dezembro, serão apresentadas duas exposições temporárias, uma sobre Máscaras na Ásia e outra de jovens pintores chineses.

Além das exposições, o museu terá uma programação cultural com música, dança, conferências e actividades lúdicas e pedagógicas a cargo do Serviço Educativo.

O Museu vai incluir ainda um centro de documentação que pretende constituir uma referência na pesquisa de informação sobre a Ásia e as suas relações com Portugal.

O preço normal de entrada no Museu do Oriente é de 4 euros, mas há descontos. Há também bilhetes mais baratos para grupos e para famílias.

O museu está aberto das 10:00 às 18:00, mas à sexta-feira prolonga o seu funcionamento até as 22:00, sendo a entrada gratuita neste horário. fs terças-feiras encerra.


in http://sic.sapo.pt/online/noticias/cartaz/20080228Museu+do+Oriente+abre+a+8+de+Maio.htm
Posted

<H5>Novo Museu do Oriente

O Museu do Oriente vai finalmente abrir portas no ano em que a Fundação Oriente comemora 20 anos.</SPAN>
A inauguração está marcada para 8 de Maio, mês dos museus e, também, no ano em que a Fundação Oriente (FO) comemora o seu 20.º aniversário. Este projecto conta já com duas décadas, tendo sido adiado por várias vezes por vicissitudes de localização. O novo Museu, sedeado no Edifício Pedro Álvares Cabral, em Alcântara, vai trazer novos usos para o antigo complexo de armazéns frigoríficos do Porto de Lisboa, projectado pelo arquitecto João Simões, em 1939.

Resultado de um investimento de "25 a 30 milhões de euros" e adaptado sob projecto de Carrilho da Graça e Rui Francisco, o museu respeita a traça original e os baixos-relevos de Barata-Feyo apostos na fachada. Tendo um jardim, concebido por Gonçalo Ribeiro Telles, e o acesso, por transporte público, à zona portuária vai ser facilitado: após negociações com a Carris, uma carreira de autocarro circulará pela faixa interior, circunstância que ajudará equipamentos culturais vizinhos como o Museu da Electricidade.

Iniciado logo após a constituição da Fundação (a 18 de Março de 1988), por aquisição de espólio ilustrativo das relações que Portugal estabeleceu com a Ásia, o acervo do Museu do Oriente integra, entre outros, núcleos de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense. Núcleos traduzidos por objectos votivos e de ritual, cerâmicas e terracotas, têxteis, mobiliário, pintura e máscaras, e aos quais se juntou, em 1999, por doação do sinólogo francês Jacques Pimpaneau, a colecção Kwok On de arte popular asiática: 13 mil peças, muitas delas raras e de grande escala.

O acervo da Fundação (projecto museológico da responsabilidade de Fernando António Baptista Pereira; direcção de Natália Correia Guedes) partilha ainda a sua casa com um conjunto de colecções externas de idêntica temática. Provenientes do Museu Machado de Castro, em Coimbra, colecções doadas ao Estado como as de Camilo Pessanha e Teixeira Gomes ficarão aqui integradas, em regime de depósito de longa duração. Em regime de empréstimo, figurarão também peças, entre outros, da Fundação da Casa de Bragança, museus Militar, de Arte Antiga e do Traje, Arqueológico do Carmo e de Antropologia da Universidade de Coimbra, bem como de privados.

Apesar de não ter sido uma primeira escolha, este edifício - "curioso" pela sua tipologia e "com uma localização privilegiada", nas palavras de Carlos Monjardino - constituiu, lembrou, um desafio para os projectistas, dada a segmentação dos seus interiores. Ao longo dos anos, recorde-se, o museu teve várias localizações em perspectiva: Praça de Espanha (terrenos adquiridos pela FO, onde se mantêm os pavilhões da feira local, num processo "que ainda hoje se arrasta"); terrenos do Pavilhão do Futuro (actual Casino de Lisboa); Cinema S. Jorge. Actualmente classificado como Valor Concelhio, o Edifício Pedro Álvares Cabral aguarda, por pedido da Fundação ao IGESPAR, uma reclassificação como Imóvel de Interesse Público.

</H5>
in http://www.universia.pt/servicos_net/informacao/noticia.jsp?noticia=45620
  • 1 month later...
Posted

Museu do Oriente

O Museu do Oriente é inaugurado dia 8 de Maio e está instalado num grande edifício na Doca de Alcântara desenhado pelo arquitecto João Simões nos anos 30 e agora readaptado pelo atelier de João Luís Carrilho. São sete pisos e uma área de 15.500 metros quadrados, onde convivem três espaços distintos de exposição. O museu promete uma programação vasta e variada.
O novo Museu do Oriente não vai servir para nos orientarmos na cidade de Lisboa - é na parte ocidental da cidade. Mas não é preciso tomar nota do endereço, porque em breve vai bastar apanhar o autocarro nº 12 - que terá mesmo ter escrito "Museu do Oriente". É aí que passa a terminar o percurso, a partir de 8 de Maio, o dia para que está marcada a grande inauguração deste novo equipamento cultural lisboeta.

Também não há que enganar, uma vez que o Museu do Oriente é um edifício branco com quase 100 metros de comprimento na Doca de Alcântara, do outro lado da linha férrea. É um bonito edifício modernista, desenhado pelo arquitecto João Simões nos anos 1930 para conservar bacalhau seco e armazenar frutas frescas. Quase 70 anos depois, o atelier do arquitecto João Luís Carrilho da Graça readaptou-o para instalar o museu. São sete pisos e uma área de 15.500 metros quadrados.

"É um bocado assustador. Vamos ter que gerir e ingerir este espaço ao longo dos anos", disse Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente, que tutela a instituição, na apresentação aos jornalistas do que vão ser os dois primeiros meses de programação do Museu do Oriente, uma conversa feita já no restaurante do museu que vai abrir daqui a um mês.

O custo do Museu do Oriente - compra do edifício, obras e mobiliário - é de 25 a 30 milhões de euros e Monjardino considerou a abertura do museu "um passo muito grande na vida da fundação". Anualmente, o museu irá dispor de um orçamento que poderá variar entre três e quatro milhões de euros.
A visita guiada serviu também para vários membros da nova equipa - cerca de 40 funcionários - dizerem que o museu é, na verdade, um centro cultural, ou quase. "O que chamamos Museu do Oriente é, de facto, um centro cultural sem ser chamado centro cultural", explica João Calvão, director dos serviços culturais. Além de três espaços diferentes de exposição (dois com 1500 metros quadrados, outro com 1000), tem um auditório com 360 lugares (mais uma dezena do que o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém), um centro de reuniões para encontros, seminários e reuniões científicas, um centro de documentação com 12 lugares de leitura, um serviço educativo e um restaurante com uma grande janela virada ao Tejo, onde haverá comida de todos os países da Ásia. "Um auditório com estes lugares, com programação específica, vai muito para além do museu."

Muita world music

Se a fundação programava até agora dois ou três espectáculos por ano, o número vai passar para 40 nos próximos oito meses (100 se contarmos com o cinema). O Museu do Oriente vai ter espectáculos de música, teatro, dança, ciclos de cinema, workshops, conferências e debates. Para o espectáculo inaugural, dias 9, 10, 11 e 12 de Maio, o museu encomendou uma peça ao compositor e pianista Mário Laginha, que estará em palco com os músicos Ngyen Lê (Vietname), Prabou Edhouard (Índia) e Joji Hirota (Japão).

Vai haver muita música no auditório, "muita world music, se quisermos pôr um rótulo", explicou João Amorim, da direcção internacional da fundação, que ontem apresentou as linhas gerais da programação do auditório e do centro de reuniões. "Mas não vai ser só música étnica, vai haver música experimental, contemporânea, jazz e música clássica. Vai ser uma programação centrada na Ásia, mas não só - 60 por cento dos artistas serão asiáticos." O palco é adequado "a espectáculos um pouco mais intimistas" e o museu investiu muito na qualidade técnica do auditório.

A programação está organizada em ciclos temáticos, cruzando o cinema, por exemplo, com as exposições: é o caso das máscaras, com os temas da falsa identidade ou do duplo no ecrã.

Monjardino apresentou o Museu do Oriente como um espaço de "confraternização", um espaço que vai permitir aos portugueses que não podem ir ao Oriente conhecer as culturas asiáticas. O museu foi assumido pela fundação como um desígnio, desde que esta foi criada há 20 anos, um espaço capaz de testemunhar as relações históricas entre Portugal e a Ásia. Por isso, uma das exposições permanentes mostra cronologicamente a presença portuguesa no Oriente, explicou a directora do museu, Natália Correia Guedes, que foi subsecretária de Estado da Cultura e dirigiu museus como os Coches e o Traje. Mistura antiguidades adquiridas, ao longo dos anos, por Carlos Monjardino em antiquários, leilões e a coleccionadores privados, com peças emprestadas por outras instituições museológicas, como o Museu Machado de Castro, em Coimbra, o caso das importantes colecções do poeta Camilo Pessanha (arte chinesa) e do escritor e político Manuel Teixeira Gomes (artes decorativas da China e do Japão), mas também o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Visita às reservas

A exposição começa cronologicamente no século XVI - vai lá estar uma primeira edição d"Os Lusíadas, de Luís de Camões, "E entre gente remota edificaram/ Novo reino que tanto sublimaram". Mas a maior parte das peças são do século XVIII, como um pagode chinês em osso e marfim, que ontem ainda estava a ser restaurado nas reservas do museu, um espaço de 2500 metros quadrados que ocupa quase todo o piso 3. "Foi oferecido pelo Real Senado de Macau à rainha D. Maria I quando a corte chegou ao Brasil. O ouvidor-mor de Macau foi de propósito ao Brasil prestar vassalagem", diz a directora.

Nas reservas do museu, dezenas de máscaras estão prontas a subir para as grandes vitrinas que desenham as salas de exposição. Há móveis com embutidos em madrepérola a ser fotografados. As peças vão começar a ser dispostos na quinta-feira e esperam-se algumas noitadas. Muitas estão ainda dentro de caixas, onde se lêem etiquetas coladas a dizer "China, trajes minorias étnicas", "China, traje ópera de Pequim". São peças que vão servir para organizar a grande exposição temporária dedicada às máscaras da Ásia, a partir da colecção Kwok On, um importante acervo do museu, que junta peças da Turquia ao Japão, testemunhos das artes performativas mas também das grandes mitologias e religiões.

Com a sua dezena de monitores do serviço educativo, o museu quer fazer um trabalho intenso junto das escolas (já têm marcações): estão prontos para transformar os nomes das crianças em chinês ou para lhes pôr um chapéu de Xangai na cabeça. É só apanhar o autocarro nº 12. Ou então tome nota: o Museu do Oriente fica na Avenida de Brasília. Não tem número.

Isabel Salema (PÚBLICO)

in http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=197751

  • 4 weeks later...
Posted

Abertura ao público a 9 de Maio

“Porta para o Oriente” é o objectivo
do novo Museu do Oriente que abre em Lisboa

http-~~-//i237.photobucket.com/albums/ff84/Pelha/Pelha2/38918729.jpg

http-~~-//i237.photobucket.com/albums/ff84/Pelha/Pelha2/36b8cd3d.jpg

Presstur 07-05-2008 (20h23) O Museu do Oriente, um projecto da Fundação do Oriente, na Doca de Alcântara, em Lisboa, abre ao público dia 9 de Maio, com o objectivo de fomentar o “diálogo entre culturas”, através da mostra de peças e música vindas do Oriente.

Designado “Uma porta para o Oriente”, o novo equipamento cultural de Lisboa, um sonho de 18 anos, que tem hoje a sua inauguração oficial, abre com uma colecção permanente composta por mais de 1400 peças, que incluem esculturas, pinturas, porcelanas, tecidos, objectos religiosos, objectos decorativos entre outros, distribuídas por sete espaços temáticos, representativas da “Presença Portuguesa na Ásia”, afirmou ao PressTUR o presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardim.

“As expectativas são grandes, é um museu para ver com algum tempo, no qual esperamos que as pessoas se sintam bem”, explicou o executivo.
“Pretendemos que este Museu seja uma “porta” para a Ásia”, afirmou ainda, acrescentando o desejo de que “este espaço se torne um Centro Cultural ligado à Ásia, ao qual as pessoas possam vir e entender um pouco da sua cultura e do seu povo”.

Outra exposição permanente é a colecção Kwok On, que terá expostas 650 peças de cerca de 13 mil, oriundas dos vários países da Ásia.
Por outro lado o museu vai ter uma exposição temporária, “Máscaras da Ásia”, a qual terá expostas cerca de 200 peças.

O museu está instalado num edifício da década de 40, na parte norte da Doca de Alcântara, em tempos dedicado ao armazenamento do bacalhau.
O projecto arquitectónico é da autoria do arquitecto Carrilho da Graça e o projecto museográfico é da autoria do professor Fernando António Baptista Pereira.

“À excepção da colecção Kwok, que foi oferecida, todas as peças foram adquiridas pela Fundação Oriente para o agora criado museu”, revelou ao PressTUR Natália Correia Guedes, directora do museu.

Para a criação deste museu a fundação disponibilizou um orçamento de 25 milhões de euros, para a aquisição do edifício e consequente reestruturação, aquisição de peças, restauro e montagem do espaço museológico.

“Para a instalação das peças foram tidos alguns cuidados, como a luz e a temperatura, pois cada material necessita de cuidados específicos para a sua conservação e também houve uma preocupação para criar um ambiente propício em cada secção, como na exposição “Deuses da Ásia” por exemplo”, explicou a conservadora, “todas as peças presentes estão em vitrines e são acompanhadas de legendas em português e inglês”, concluiu.

Das várias peças em exposição oriundas de lugares como a Birmânia, Nepal, China, Macau, Índia ou Japão, destacam-se o Pagode Chinês, oriundo de Macau, oferecido ao rei D. João VI aquando a partida da corte para o Brasil, que se encontrava no Palácio da Vila em Sintra.

Das peças orriundas da Índia o destaque vai para as colchas indo-portuguesas e entre as peças japonesas destaca-se um biombo de estilo Namban.

“Com este novo espaço esperamos fomentar o diálogo entre as culturas e servir de pretexto para algo mais do que só mostrar as peças”, revelou a conservadora, que considera que o museu pode “abrir o apetite” para conhecer as culturas e as tradições do Oriente.

O novo equipamento vai abrir todos os dias, com excepção da terça-feira (uma novidade entre os museus e monumentos de Lisboa) e às sextas-feiras vai estar aberto até às 22 horas, com entrada gratuita a partir das 18 horas.
Em relação ao número de visitantes esperados, a responsável adiantou ainda que “para já vamos tentar cativar o público que costuma vir visitar os museus e monumentos da zona de Belém, vamos ter actividades e ateliers para escolas e também espectáculos”, as entradas só para o museu vão ter um preço de 4 euros.

Além do espaço expositivo, o edifício está dotado também de um auditório, com capacidade para 360 pessoas, um centro de documentação, uma loja (onde se poderão encontrar algumas réplicas de peças em exposição), uma cafetaria, um lounge e um restaurante com vista para o rio, onde a comida oriental marcará presença numa carta de cariz internacional.
Programação

Da responsabilidade de Carlos Amorim, a programação cultural do novo equipamento vai abranger as áreas do cinema, dança, teatro, marionetes e muito especialmente a música, com variados concertos organizados por ciclos.
“A nossa programação vai procurar criar sinergias entre as diferentes culturas. Vamos ter música da Finlândia, do Brasil, da Alemanha ou da França, mas a grande maioria vai ser oriunda de países do Oriente ou ter uma base oriental”, revelou ao PressTur o responsável.

Um exemplo desta vontade é o espectáculo “Trimurti”, da autoria de Mário Laginha, encomendado para a abertura do museu, que vai estar em palco durante quatro noites.

Espectáculos de música goesa, chinesa, fado, egípcia, um combinado de música flamenca e paquistanesa “Qawwali Flamenco”, no dia 14 de Maio, entre outras, preenchem a programação dos meses de Maio e Junho.

in http://www.presstur.com/site/news.asp?news=15022

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.