JVS Posted August 29, 2006 Report Posted August 29, 2006 Plano da Arrábida soma protestos contra restrições Cláudia Monteiro Almada Foram "cerca de 300 as embarcações" que participaram ontem de manhã no desfile náutico de protesto contra as restrições à pesca e actividades de recreio previstas no Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA), revela Lino Correia. O presidente do Clube Naval de Sesimbra (CNS) considera que a manifestação "superou as expectativas", mesmo "não sendo as condições atmosféricas as ideais", devido ao vento que se levantou. Uma manifestação sobretudo de nautas de recreio, até porque os pescadores "já se encontram muito desgastados e desmotivados com todo este processo". Já a Polícia Marítima fala em "80 a 100 barcos", sobretudo de Sesimbra. Um número que o capitão do porto de Setúbal, Crispim de Sousa, considera "significativo, mas não massivo", até porque pescadores eram "dez no máximo" e as embarcações de recreio presentes "não representam mais de 10%" do total existente em Sesimbra e Setúbal. Da manifestação, que durou cerca de três horas, entre as 10.00 e as 13.00, resultaram "alguns autos de notícia" por "navegação em zona proibida", avança Crispim de Sousa, sem adiantar números. De notar que ainda antes das 11.00, quando as embarcações se dirigiam para o Portinho da Arrábida, onde fundearam depois, já o barco Virgem da Ajuda recebia a vista da Polícia Marítima e com ela um auto por "transportar pessoas sem licença para tal", referindo-se aos jornalistas a bordo. Como explica o capitão do porto de Setúbal, estas embarcações de pesca "têm lotação definida e nelas só podem embarcar os que vão exercer actividade". Na manifestação estiveram também presentes as autarquias de Sesimbra e de Setúbal. Augusto Pólvora, autarca de Sesimbra, considera que o POPNA é um plano "mau em termos de ordenamento e de desenvolvimento económico", pelo que as autarquias de Sesimbra, Setúbal e Palmela apresentaram um pedido de impugnação do plano, que se encontra "em apreciação", e do qual se espera o resultado "a seguir ao período de férias judiciais". Também Maria das Dores Meira, vice-presidente da Câmara de Setúbal e vereadora da Cultura, considera que "não faz sentido que se esteja com tanto cuidado com o rio e a protecção das espécies existentes quando está em curso a aprovação da co--incineração na Arrábida". Além disso está a "mutilar-se uma actividade artesanal" e a prejudicar "inúmeras famílias que dependem da pesca". Descontente com o POPNA está António Baieta, que desde os nove anos se dedica à pesca. Hoje, com 74 anos, já deixou a actividade há oito, por motivos de saúde, mas ainda assim ontem fez questão de conduzir o seu antigo Santiago, para se manifestar contra as restrições impostas. O ministro das Pescas "havia de ter vindo para o mar com a minha idade para saber como isto é", conclui. Para Lino Correia as restrições impostas entre a praia da Figueirinha e a praia da Foz "não têm como objectivo defender a biodiversidade", sendo antes uma "bandeira eleitoral para colorir o Parque Natural da Arrábida (PNA) e candidatá-lo a Património Mundial da UNESCO". As zonas de restrições "foram escolhidas pelo PNA" quando deveriam ter sido elaboradas "com o consenso dos pescadores e nautas de recreio". in http://dn.sapo.pt/2006/08/27/cidades/plano_arrabida_soma_protestos_contra.html Quote
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