m a r g a r i d a Posted April 21, 2008 Report Posted April 21, 2008 Se o tema é ambiente, o melhor é não falar nos estádios. Os gigantes congregadores de multidões, sejam de adeptos ou de fãs, são verdadeiras máquinas de produção de CO2, autênticos monstros de consumo energético. As soluções ecológicas na maioria dos estádios portugueses ainda não são realidade, sendo que, pela positiva, destaca-se o Dragão (ver peça em baixo) que até já mereceu certificações internacionais. Na Europa, os estádios alemães, muito por "culpa" de ter sido anfitriã do Mundial de 2006, estão na vanguarda, tal como o Brasil no continente americano. Em Portugal, os estádios que floresceram do Euro 2004, à excepção de Sporting, Benfica e FC Porto, são uma espécie de desertos, sem proporcionalidade entre as dimensões e a assistência média, fontes imparáveis de despesismo, com encargos avultados de manutenção, muitas vezes pagos pelas autarquias. Ou seja, dinheiro dos contribuintes. Por essas e por outras, os gastos de manutenção dos estádios não são propriamente anunciados aos sete ventos. A informação, ao contrário das despesas, chega normalmente a conta gotas. Um estádio como o municipal de Braga, tem custos de manutenção anuais na ordem dos 700 mil euros, correspondendo grande parte desse bolo à fatia energética. No municipal de Leiria, onde se regista uma das mais pobres estatísticas de assistência média por jogo, as despesas de manutenção ascendem a cerca de um milhão de euros por ano. Muito desconhecimento Como se isto não bastasse, os estádios são normalmente maus exemplos de aplicação prática de medidas de protecção ambiental. Os estudos de impacte ambiental directo do funcionamento dos estádios são uma incógnita. Palavras como "arquitectura sustentável" são como palavrões no imenso "futebolês" da nação, mais ocupado na discussão da intensidade das faltas. Nem mesmo as próprias associações ecologistas parecem ter dado grande importância ao assunto. Sobre esta temática, que daria pano para mangas, escasseiam os relatórios, os dados científicos, os números exactos ou aproximados que sejam sobre os consumos dos estádios, no particular ou na totalidade. É, portanto, um assunto mergulhado em vácuo, que aparentemente ninguém parece muito interessado em discutir, conforme o DN constatou em contactos com algumas associações ecológicas que confessaram o desconhecimento sobre o assunto. Sendo assim, prossegue a política de "desordenamento" que teima em vigorar. O problema não é exclusivo de Portugal. E, evidentemente, também não se restringe somente aos estádios, mas também aos acessos, às instalações destinadas ao público, também em relação aos centros de estágio dos clubes de maior dimensão, que deviam ser os primeiros interessados na adopção destas novas tecnologias, que no horizonte trariam poupança. Os maiores problemas "ecológicos" que enfrentam os nossos estádios têm a ver com o consumo astronómico de energia eléctrica e de água, que é o bem mais precioso do futuro, mais cara que o seu peso em ouro, muito mais cara que o petróleo. Um dos "grandes" de Lisboa ou do Porto gasta em média cerca de 250 mil euros em facturas de electricidade e perto de 50 mil euros em contas de água num semestre. E este consumo de energia só é renovável na medida em que se volta a ter que pagar. Não faz grande sentido, num país onde brilha constantemente o sol - o mesmo país que vai dispor de uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo -, que a maior parte dos estádios não disponha dessa tecnologia, de colectores solares, e que a própria arquitectura dos estádios não tenha sistemas de ventilação e iluminação directa, que permitam utilizar em menor quantidade a luz eléctrica. Ou, no caso da água, sistemas de captação e reutilização das águas da chuva. O ambiente agradecia. E, a curto e médio prazo, provavelmente também os clubes ou as autarquias. | www.dn.sapo.pt Quote margarida duarte
tatlin Posted April 23, 2008 Report Posted April 23, 2008 No municipal de Leiria, onde se regista uma das mais pobres estatísticas de assistência média por jogo, as despesas de manutenção ascendem a cerca de um milhão de euros por ano. http-~~-//vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/2EstadioLeiria.jpg Pode não ter gente... Pode ser um buraco energetico... Mas meu Deus é tão bonito! :lol3: Isto para não referir a bela relação com o castelo :desesp:...... Já agora alguem tem fotos das pontes pedonais de Leiria dos MVRDV? Quote
wationsfils Posted February 20, 2009 Report Posted February 20, 2009 Era mais díficil nao fazer relação com o castelo, do que propriamente fazer eheh Quote
nunomiguelneto Posted February 20, 2009 Report Posted February 20, 2009 Já agora alguem tem fotos das pontes pedonais de Leiria dos MVRDV? http://www.arquitectura.pt/forum/f10/leiria-pontes-pedonais-sobre-rio-lis-mvrdv-architekten-10847.html Aqui ::foto: Quote http://nunomiguelneto.tumblr.com/http://canaisdoneto.wordpress.com
wationsfils Posted February 20, 2009 Report Posted February 20, 2009 http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/2EstadioLeiria.jpg Pode não ter gente... Pode ser um buraco energetico... Mas meu Deus é tão bonito! :lol3: Isto para não referir a bela relação com o castelo :desesp:...... Já agora alguem tem fotos das pontes pedonais de Leiria dos MVRDV? Era mais dificil não fazer relação com o castelo, do que propriamente fazerXD:o:margarida_beer::oXD Quote
JVS Posted February 20, 2009 Report Posted February 20, 2009 PSD vai recomendar ao Governo construção de mini-hídricas O grupo parlamentar do PSD vai recomendar ao Governo que aproveite todo o potencial hídrico do país através da construção de mini-hídricas, e quer também que seja aproveitada a biomassa agrícola para produção de electricidade. Estas duas recomendações fazem parte de dois projectos de resolução que o grupo parlamentar social-democrata apresenta esta sexta-feira no Parlamento para discussão e votação. Os sociais-democratas querem ainda promover o aumento da eficiência energética dos edifícios através da arquitectura bioclimática. Na mesma sessão, o grupo CDS-PP apresenta um projecto de resolução a recomendar ao Governo que apoie as autarquias na elaboração de planos energéticos municipais. O PSD considera fundamental que, a par das grandes barragens, o Governo promova a construção de mini-hídricas para aproveitar o potencial hidroeléctrico do país que se situa actualmente nos 58 por cento. Os sociais-democratas afirmam que desde o início da década de 90 foram feitos 1.600 pedidos para a construção de centrais mini-hidricas e só foram construídas 50, existindo actualmente 98 centrais no país com uma potência instalada de 256 megawatts (MW). O potencial global é de cerca de 1.000 MW, refere o PSD. O PSD vai apresentar uma segunda recomendação ao Governo para a promoção do aproveitamento energético da biomassa agrícola, à semelhança do que já acontece com a biomassa florestal. Os sociais-democratas consideram que a biomassa agrícola - resíduos de produções agrícolas - pode dar um forte contributo na redução da actual dependência da biomassa florestal, propondo por isso que se atribua uma remuneração igual à que recebe a biomassa florestal residual. A última recomendação do PSD visa promover a arquitectura bioclimática na construção dos edifícios para aumentar a eficiência energética dos mesmos, através da sua introdução nos «curricula oficiais do ensino» e do envolvimento da Ordem dos Engenheiros e da dos Arquitectos. O PSD refere que a arquitectura bioclimática permite aplicar estratégias de arrefecimento e de aquecimento nos edifícios, maximizando desse modo a sua eficiência energética. O grupo parlamentar do CDS-PP pretende que as autarquias elaborem dentro de dois anos Planos Energéticos Municipais, preferencialmente através de contratos-programas com as Agências Municipais de Energia, para aumentar a utilização racional de energia e a promoção das renováveis através de politicas locais. Diário Digital / Lusa in http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=372963&page=2 Quote
JVS Posted February 20, 2009 Report Posted February 20, 2009 Novas estações obrigam a desperdício energético 11 | 02 | 2009 18.58H O presidente do Metropolitano de Lisboa reconheceu hoje que as novas estações obrigam a um grande desperdício energético e disse que a empresa gasta por ano seis milhões de euros em energia para manter todas as estações a funcionar. Destak/Lusa | destak@destak.pt "Os custos de exploração são muito pesados", disse Joaquim reis, explicando que a empresa terá em causa esta situação nas futuras estações do metropolitano. O responsável falava perante os deputados no grupo de trabalho do sector automóvel no âmbito da Comissão Parlamentar de Economia. Joaquim Reis adiantou que estes custos de exploração se devem sobretudo ao uso de meios mecânicos e à iluminação, dando como exemplo as estações do Terreiro do Paço e das Olaias e apontando a Linha Verde (Campo Grande/Cais do Sodré) como a "mais económica" a este nível. "Não estamos a falar em decoração, mas em arquitectura. Cada estação tem um arquitecto e cada arquitecto quer a sua iluminação. Temos 178 tipos de lâmpadas diferentes em utilização", exemplificou. Questionado pela deputada do PS, Rita Miguel, sobre a possibilidade de criação de um bilhete único horário, com o qual durante uma hora se poderia usar todos os operadores aderentes, o responsável respondeu que tal medida teria "um impacto muito importante em empresas que já de si são sub-financiadas". "Isto tem a ver com o modelo de financiamento que cada cidade tem para o seu sistema de transportes", disse, dando o exemplo de Barcelona, onde o município cobre a diferença dos ganhos das empresas com a aplicação deste tipo de bilhete. Quanto aos projectos de expansão da rede, Joaquim Reis afirmou que o futuro passará por estender a cobertura para a zona oriental e ocidental da cidade de Lisboa, sem sair da coroa do concelho. "Não estamos a pensar em sair de Lisboa, neste momento", afirmou. Sublinhou ainda que para atravessar para a zona ocidental da cidade o metro terá que "vencer o caneiro de Alcântara", afirmando: "Não gostaria que o Metro tivesse outro problema como o do Terreiro do Paço. Com estes solos e o lençol freático já se sabe que tudo pode acontecer", afirmou. O responsável adiantou ainda que o metro tem em estudo a aquisição de um terreno (se não for cedido pela Câmara de Odivelas) junto ao Senhor Roubado para a construção de um parque de estacionamento, "como medida para desincentivar as pessoas de trazerem transporte individual e promover o uso do transporte público". Estão igualmente a ser estudadas parcerias com empresas que explorem outros parques de estacionamento para tarifários especiais para os utentes do metro. Joaquim Reis disse igualmente que está a ser analisada a hipótese de utilização de um outro espaço, junto a Sete Rios, para construção de um parque de estacionamento. in http://www.destak.pt/artigos.php?art=21521 Quote
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