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Mundo Perfeito: Fotografias de Fernando Guerra

Faup, 28 de Abril 2008

28 de Abril de 2008, 18.30, FAUP
Apresentação do livro
Inauguração da Exposição


Tal como os arquitectos reconstroem um mundo particular em cada projecto, procurando dar um sentido de unicidade a partir das variáveis com que se confrontam - do cliente ao lugar, da geografia ao orçamento, das contingências materiais às limitações estruturais - as fotografias de Fernando Guerra devolvem à arquitectura essa procura da perfeição possível, "intensificando a realidade retratada", reconfigurando o mundo que a rodeia. (...)
Luís Urbano

(...) Os arquitectos emocionam-se com a arquitectura: com a do passado, com a moderna, com a qualidade e com a originalidade do espaço, com o acerto geométrico do espaço que o espaço parecerá conter. E querem guardar essas emoções. Querem (imaginam querer), mais tarde, poder olhar o pedaço de real, recompondo mentalmente esse real. Querem copiar, transportar aquela emoção, refundi-la, eventualmente, noutros contextos, também reais. (...)
Manuel Graça Dias

(...) Fernando Guerra conhece as regras da composição fotográfica, a importância da luz, o poder de um enquadramento; isto é, compreende a fotografia como "ofício" artístico. Conhece, por outro lado, os mecanismos hoje impostos à edição de arquitectura, a importância de uma "foto-síntese", o poder da massificação e da celeridade do consumo mediático; isto é, compreende a imagem como instrumento insubstituível da difusão cultural (...).
Nuno Grande

(...) Metodologicamente, o processo de trabalho de Fernando Guerra é extremamente escrupuloso, procurando não descurar algum detalhe que possa vir a revelar-se fundamental na compreensão do edifício: a exposição à luz (diurna/nocturna); o posicionamento da objectiva; o movimento coreografado das pessoas. Fernando Guerra "vê" inclusive pormenores que estão inacessíveis a olho nu; perspectivas menos óbvias. Possui um profundo domínio dos skills técnicos. As suas fotografias são meticulosamente preparadas, mesmo na gestão do próprio serviço que as tecnologias podem fornecer para um apuramento da "perfeição". Evolui depois para a determinação do melhor enquadramento possível, o que faz delas, imagens límpidas e "puras", livres de qualquer intromissão que possa comprometer o equilíbrio compositivo (que também é gráfico) e a clareza do objecto fotografado. O universo da arquitectura que Fernando Guerra nos propõe é, quase sempre, um mundo perfeito. Panorâmico. Não-contaminado. Luminoso. (...)
Ana Vaz Milheiro

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