Jump to content

Recommended Posts

Posted
Recuperação do teatro Capitólio arranca em dois anos

As obras de recuperação do teatro Capitólio, no Parque Mayer, arrancam nos próximos dois anos, enquanto que o plano de pormenor da zona estará concluído no início de 2009, anunciou ontem o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado.

Segundo a Agência Lusa, o mesmo responsável revelou durante o lançamento do concurso de ideias que, "a nossa ideia é que até ao início de 2009 o plano de pormenor possa estar em vigor.

Nesse sentido, as obras de reabilitação do teatro vão avançar através de um concurso de arquitectura e engenharia próprio, numa obra que está avaliada entre "8,5 e 10 milhões de euros", e que será paga com as verbas do Casino de Lisboa.

"Eu gostava muito que as obras [do Capitólio] ficassem concluídas nestes dois anos. Pode não ser possível, o objectivo é esse, mas há tempos difíceis de controlar", disse Manuel Salgado.

Quanto às propostas para o concurso, começam a ser recebidas na próxima terça-feira e até 4 de Janeiro, sendo que o concurso é aberto à população em geral e destina-se a seleccionar as cinco melhores propostas e respectivas equipas técnicas.

As equipas seleccionadas participarão depois num concurso limitado de onde sairá a equipa que elaborará o plano de pormenor para aquela zona, em colaboração com os
serviços camarários.

A reabilitação do teatro Capitólio será sujeita a um "concurso de engenharia arquitectura e equipamentos cénicos", onde será escolhido o projecto que fará o teatro regressar à traça original, que foi "completamente deturpada".

Os projectos que concorrerem ao concurso de ideias para a zona do Parque Mayer vão incidir sobre a área que compreende os edifícios do recinto de espectáculos bem como do Jardim Botânico, da antiga Escola Politécnica e área envolvente, o que se traduz numa intervenção em
cerca de 14 hectares que terá em conta a "reorganização e reabilitação dos edifícios da Escola Politécnica, vocacionando-os para um Museu de História Natural e Ciência e um conjunto residencial e hoteleiro vocacionado, entre
outros, para investigadores e professores estrangeiros convidados".

Segundo Manuel Salgado, o financiamento do projecto será decidido depois de consideradas as propostas a concurso, mas deverá contar com parcerias com privados. "Não é um projecto de grandes intervenções e grandes gestos. Será certamente um projecto de remates, de escolher bem as
valências, e um projecto auto-suficiente do ponto de vista ecológico, cultural e financeiro", sustentou.

O júri do concurso de ideias será presidido pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira e incluirá um representante da Universidade de Lisboa, da Assembleia Municipal, da Ordem
dos Arquitectos, da Associação dos Paisagistas e duas personalidades a
indicar pela Câmara.

Fonte: JC
  • 4 months later...
Posted
Nove propostas para teatro Capitólio

A Câmara Municipal de Lisboa recebeu nove propostas para a reabilitação do teatro Capitólio, no Parque Mayer, num “acto público” realizado no edifício camarário do Campo Grande.


O restauro do Capitólio insere-se no Plano de Pormenor do Parque Mayer. O edifício será sujeito a um restauro intensivo, passando pela fachada principal, a sala principal de espectáculos e a esplanada ao ar livre, entre outros. Algumas parcelas do teatro serão removidas, como o balcão existente na sala de espectáculos.
As propostas serão avaliadas por um júri liderado pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira, e que é composto por profissionais como os arquitectos Ana Tostões, Andreia Galvão, Vera Pais e Jorge Ramos de Carvalho, assim como os engenheiros Fernando Branco e João Freitas.

in Correio da Manha

Concurso de reabilitação do Capitólio recebeu nove propostas

A Câmara de Lisboa recebeu hoje nove propostas para a reabilitação do teatro Capitólio, no Parque Mayer, que serão avaliadas por um júri presidido pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira, que chegará a uma decisão a 20 de Maio.

No «acto público» de abertura das propostas que hoje decorreu no edifício camarário do Campo Grande não foram identificados os concorrentes, que serão avaliados pelo júri, que no dia 20 de Maio apresentará o «relatório de hierarquização das propostas».

A decisão tomada nessa altura não é definitiva, pela necessidade de verificação de cumprimento de todos os requisitos por parte dos concorrentes. O júri presidido por Nuno Teotónio Pereira integra igualmente os arquitectos Ana Tostões, Andreia Galvão, Vera Pais e Jorge Ramos de Carvalho e os engenheiros Fernando Branco e João Freitas.

O concurso de arquitectura, arquitectura paisagística e engenharia visa adjudicar a uma equipa de projectistas a reabilitação do teatro, reconvertendo-o à traça original - o projecto data de 1925-1929 e a abertura do espaço data de 1931 -, resolvendo os problemas estruturais e funcionais existentes.

A recuperação do Capitólio, considerado o primeiro edifício do movimento Moderno em Portugal, concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, enquadrar-se-á no desenvolvimento do futuro Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e espaço envolvente, funcionando como um equipamento 'âncora' para a revitalização daquele espaço.

O caderno de encargos do projecto estipula a manutenção da fachada principal, da sala principal de espectáculos, do piso superior e da esplanada ao ar livre. O balcão existente a meia altura da sala de espectáculos, a cobertura no piso superior e os foyers laterais opostos às fachadas laterais em 1935 são para remover.

Passíveis de alteração ou ampliação são a volumetria da zona afecta ao palco e aos camarins, as caves técnicas, o subpalco e as arrecadações. Para repor são os paramentos em vidro das fachadas laterais, os tapetes rolantes de acesso aos pisos superiores, como memória do projecto original e o palco superior para variedades e projecção de cinema.

in Sol
Posted

Futuro do Capitólio será decidido a 20 de Maio

KÁTIA CATULO

O futuro do Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, está em aberto. Nove propostas para reabilitar o edifício chegaram ontem à câmara municipal e, agora, um júri presidido pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira terá até 20 de Maio para decidir qual o projecto vencedor.

De acordo com a autarquia, o concurso visa atribuir a uma equipa de arquitectos e engenheiros a reabilitação do teatro, devolvendo-lhe a traça original. A reconversão do espaço terá de manter a fachada principal, a sala de espectáculos, o piso superior e a esplanada ao ar livre.

Em contrapartida, o balcão da sala de espectáculos, a cobertura no piso superior e os foyers laterais opostos às fachadas laterais do edifício vão desaparecer. Segundo o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, a reabilitação do espaço custará entre 8,5 e 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

O vice-presidente da câmara, aliás, já assumiu o objectivo de iniciar as obras nos próximos dois anos. O teatro deverá tornar-se um espaço para várias artes de palco e constituir-se como o centro da reabilitação do Parque Mayer, cujo plano de pormenor foi também sujeito a um concurso de ideias, que se encontra actualmente em debate público.

Encerrado desde 1991, o Capitólio foi alvo de várias propostas, desde a sua reconversão para um museu do teatro até à demolição do edifício, durante o mandato de Santana Lopes. Classificado como imóvel de interesse público, em 1983, o espaço já acolheu sala de jogos desportivos, pista de patinagem, a sede da Orquestra Sinfónica Portuguesa e até projectou filmes pornográficos, em 1983. Resta agora esperar pelo projecto vencedor para saber o que vai acontecer ao edifício projectado pelo arquitecto Luís Cristino da Silva. |

in http://dn.sapo.pt/2008/04/15/cidades/futuro_capitolio_sera_decidido_a_de_.html

  • 4 months later...
Posted

Impugnadas obras do teatro Capitólio

00h30m

Dois concorrentes do concurso público para a requalificação do teatro Capitólio, em Lisboa, vão impugnar em tribunal o processo, que será retomado hoje pela Câmara Municipal, quatro meses após a sua suspensão.

O concurso público fora suspenso em Maio passado na sequência dos recursos apresentados pelos concorrentes número dois e número oito.

Apesar de a Câmara de Lisboa ter deferido parcialmente o recurso do concorrente número dois - que pediu a suspensão do concurso por alegada falta de objectividade do júri -, os concorrentes vão solicitar a impugnação do concurso em tribunal, segundo disseram à agência Lusa os concorrentes da proposta número oito.

Na altura, o presidente do júri, Nuno Teotónio Pereira, em declarações à Lusa, considerou "inadequada e sem fundamento" a decisão daquele concorrente, sublinhando que "um júri de um concurso é soberano em relação às suas decisões". Quanto ao recurso apresentado pelo concorrente número oito - que pedia a suspensão do concurso por incumprimento do princípio do anonimato - a autarquia rejeitou-o na totalidade.

Contudo, a proposta deste concorrente mantém-se nos primeiros cinco lugares, segundo o relatório de hierarquização das propostas, elaborado por um júri presidido pelo arquitecto Nuno Teotónio Pereira.

Segundo o relatório de hierarquização das propostas para a reabilitação do concurso, a classificação mais alta foi obtida pela candidatura número sete, com uma classificação de 4,5, seguida da número seis (3,8), número 1 (3,6), número cinco (3,5), número oito (3,1), número dois (1,8) e, por fim, da número três (1,5).

As propostas para a reabilitação do Capitólio foram hierarquizadas numa escala de um (insuficiente) a cinco valores (excelente) e o critério de avaliação teve por base três itens: a qualidade do projecto, com uma ponderação de 50%, o mérito técnico da proposta (30%) e o valor estimado da intervenção (20%).

As propostas têm agora que ser analisadas pelo júri e aperfeiçoadas pelos candidatos para que, entre as cinco hierarquizadas, seja escolhida aquela que no futuro irá requalificar o Capitólio.

A requalificação do Capitólio - que irá ser a "âncora" do reabilitado Parque Mayer - terá custos na ordem dos 8,5 e 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa.

Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.

O vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1010249

Posted

Reaberto concurso para requalificação do Capitólio

A requalificação do teatro Capitólio, em Lisboa, regressa hoje a concurso público.

A Câmara da capital tinha suspendido as propostas devido a recursos apresentados por dois concorrentes que admitem mesmo avançar para tribunal para impugnar o concurso.
A requalificação deste espaço, situado no Parque Mayer, vai custar entre 8 milhões e meio e 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.
O Capitólio, da autoria do arquitecto Luis Cristino da silva, é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal, e abriu em 1931.

AC

in http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=53&ContentId=259119

  • 1 month later...
Posted

A Câmara de Lisboa aprovou hoje o relatório do júri do concurso para a reabilitação do teatro Capitólio, que atribuiu ao arquitecto Souza Oliveira a recuperação daquele edifício classificado do Parque Mayer. "Esgotou-se mais uma etapa deste doloroso processo de reabilitação do Parque Mayer", afirmou o presidente da Câmara, António Costa (PS). Nos próximos seis meses,userá elaborado o projecto, seguindo-se depois o concurso de empreitada e as obras. A recuperação do edifico do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa. O teatro, que é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal, deverá recuperar a traça original, concebida pelo arquitecto Cristino da Silva em 1931. O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos. O concurso público de concepção do projecto de reabilitação do Capitólio sofreu algumas vicissitudes, tendo sido suspenso em Maio, devido aos recursos apresentados por dois concorrentes: um deles foi rejeitado e outro parcialmente aceite. A Câmara aprovou igualmente a celebração de um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia para a recuperação do Largo Trindade Coelho. A Santa Casa irá financiar o projecto, em coerência com a reabilitação da Igreja de São Roque e do edifício da sua sede situados naquele largo. A circulação automóvel deixar-se-á de fazer em frente à Igreja de São Roque e o largo vai acolher uma estátua ao padre António Vieira. No próximo ano, a autarquia pretende reabilitar as escadinhas do Duque, uma obra que irá candidatar às contrapartidas anuais do Casino, disse António Costa. Fonte: Lusa

Posted

Projecto escolhido para a recuperação do Capitólio vai servir de âncora para a revitalização do Parque Mayer
In Público (22/10/2008)
«A Câmara de Lisboa deverá aprovar hoje a proposta vencedora do concurso público lançado para reabilitar o degradado edifício do Teatro Capitólio

O projecto do atelier do arquitecto Souza Oliveira, que integrou a equipa do Plano Director Municipal de Lisboa no início dos anos 90, foi o vencedor do concurso público para a reabilitação do edifício do Capitólio, no Parque Mayer. A proposta escolhida prevê a reposição de uma "grande sala" e uma grande praça ao lado do edifício.

De acordo com o relatório final do júri do concurso, que será votado hoje na reunião do executivo municipal, o projecto do atelier Souza Oliveira - Arquitectura e Urbanismo, Lda recolheu 4,5 dos cinco valores da escala de classificação.

Para seleccionar as melhores propostas o júri teve por base três situações distintas: a qualidade do projecto apresentado, com uma ponderação de 50 por cento, o mérito técnico da proposta (30 por cento) e o valor estimado da intervenção (20 por cento).

O concurso público de concepção do projecto de reabilitação do Capitólio sofreu algumas
vicissitudes, tendo sido suspenso em Maio devido aos recursos apresentados por dois concorrentes.

A recuperação do edifício do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa. Reabilitar o espaço como "um lugar de teatro" e repor a "grande sala" do Capitólio, abrindo-a lateralmente "para uma grande praça", são algumas das linhas orientadoras do projecto vencedor, segundo a memória descritiva a que a agência Lusa teve acesso.

"A reabilitação do edifício deve repor e melhorar o seu desempenho, atingindo a versatilidade compatível com os níveis de exigência das produções contemporâneas de espectáculos", lê-se no documento. O projecto pretende ainda ampliar a capacidade de uso do Capitólio, mas para tal sugere que o "esqueleto técnico" seja minimizado para evitar a descaracterização do edifício. Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos. Resolver os problemas estruturais e funcionais existentes no edifício, devolvendo-o à traça original, são objectivos da requalificação cujo caderno de encargos determina a manutenção da fachada principal, da sala principal de espectáculos, do piso superior e da esplanada ao ar livre.

O projecto prevê a remoção - segundo o caderno de encargos - do balcão existente a meia altura da sala de espectáculos, da cobertura do piso superior e dos foyers laterais criados nas fachadas laterais em 1935.

A zona afecta ao palco e aos camarins, as caves técnicas, o subpalco e as arrecadações são, segundo o mesmo documento, estruturas passíveis de alteração ou ampliação de volumetria.

Para repor são os paramentos em vidro das fachadas laterais, os tapetes rolantes - os primeiros do género em Portugal -, como memória do projecto original, e o palco superior para variedades e projecção de cinema.

O teatro deverá tornar-se um espaço para várias artes de palco, funcionando como o centro da reabilitação do Parque Mayer, cujo plano de pormenor foi sujeito a um concurso de ideias e que se encontra em debate público.»

A minha preocupação em relação ao Capitólio é só uma, concursos e polémicas à parte:
O Capitólio tem que ser reabilitado cumprindo escrupulosamente o projecto inicial de Cristino da Silva. Tudo o que passar daí será 'travesti'.

Por outro lado, enquanto cidadão, entrego nas mãos da Arq. Ana Tostões a RESPONSABILIDADE de isso acontecer.

in http://cidadanialx.blogspot.com/

Posted

Isto devia ser mais bem explicado.


Só podes andar a gozar comigo... e ainda para mais já existe um tópico sobre este tema.

Apenas coloquei aqui por ser uma noticia na hora. Quanto ao explicar, olha bem para alguns tópicos que inicias, por ou eu sou muito burro ou não percebo a tua intenção em os abrir.
Posted

Só podes andar a gozar comigo... e ainda para mais já existe um tópico sobre este tema.

Apenas coloquei aqui por ser uma noticia na hora. Quanto ao explicar, olha bem para alguns tópicos que inicias, por ou eu sou muito burro ou não percebo a tua intenção em os abrir.


Em relacao ah minha afirmacao nao era contra ti mas era sobre a noticia em causa. Nao julguei se o teu post era ou nao despropositado. Ninguem estah a chamar burro a ninguem nem nada do genero.

Os topicos que eu abro tambem sao sobre noticias na hora e daquilo que acontece na arquitectura. Penso que eh bom para todos saber o que acontece em Portugal. Ou acha que devemos viver num pais onde nao se pode saber de nada?
Posted

Lisboa: Câmara aprova atribuição do projecto do Capitólio ao arquitectou Souza Oliveira

Lisboa, 22 Out - A Câmara de Lisboa aprovou hoje o relatório do júri do concurso para a reabilitação do teatro Capitólio, que atribuiu ao arquitecto Souza Oliveira a recuperação daquele edifício classificado do Parque Mayer.

"Esgotou-se mais uma etapa deste doloroso processo de reabilitação do Parque Mayer", afirmou o presidente da Câmara, António Costa (PS).

Nos próximos seis meses,userá elaborado o projecto, seguindo-se depois o concurso de empreitada e as obras.

A recuperação do edifico do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa.

O teatro, que é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal, deverá recuperar a traça original, concebida pelo arquitecto Cristino da Silva em 1931.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos.

O concurso público de concepção do projecto de reabilitação do Capitólio sofreu algumas vicissitudes, tendo sido suspenso em Maio, devido aos recursos apresentados por dois concorrentes: um deles foi rejeitado e outro parcialmente aceite.

A Câmara aprovou igualmente a celebração de um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia para a recuperação do Largo Trindade Coelho.

A Santa Casa irá financiar o projecto, em coerência com a reabilitação da Igreja de São Roque e do edifício da sua sede situados naquele largo.

A circulação automóvel deixar-se-á de fazer em frente à Igreja de São Roque e o largo vai acolher uma estátua ao padre António Vieira.

No próximo ano, a autarquia pretende reabilitar as escadinhas do Duque, uma obra que irá candidatar às contrapartidas anuais do Casino, disse António Costa.

ACL/SO.

Lusa/Fim

in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=369441&visual=26&tema=1

Posted
Lisboa. Teatro Capitólio

"A integração do Capitólio pressupõe uma aproximação ao sítio urbano - o Parque Mayer - e cénica ao reabilitar o espaço como lugar de teatro." É desta forma que o arquitecto Alberto Souza Oliveira aborda a requalificação do Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa.

Da autoria do arquitecto Luís Cristino da Silva (1896-1976), o Capitólio foi inaugurado em 1931 e constituiu um edifício de enorme valor histórico e arquitectónico por ter sido o primeiro exemplar modernista, embora conjugado com influências Art Deco, a ter sido realizado em Portugal. Foi ainda considerado um exemplo notável do princípio do Movimento Moderno na Europa por teóricos deste movimento cultural, que se iniciou no princípio do século XX, e que privilegiou o funcionalismo dos seus espaços, a rejeição do ornamento e uma visão da arquitectura e do arquitecto como impulsionadores de um tempo socialmente mais justo.

O edifício, emblemático também na vida cultural lisboeta por apresentar sessões de cinema, teatro e music-hall, notabilizou--se por combinar um grande salão com um terraço para espectáculos ao ar livre. No interior, a "Sala de Espectáculos" tipo "caixa", incluía um palco versátil e uma "Torre de Cena", que possibilitava a criação de cenários complexos para espectáculos teatrais.

"Transformar o Capitólio é repor a sua "grande sala" e abri-la, lateralmente, para uma grande praça que "encaixa" o espectáculo", refere Souza Oliveira, que na requalificação introduziu maior versatilidade e inovação na utilização da grande sala. O objectivo é o do Capitólio, mais uma vez, ser um espaço contemporâneo e poder comportar o maior número possível de formas de expressão cultural , como teatro, dança, música, novo circo e as tendências de interdisciplinaridade artística entre as áreas performativas e formas mais convencionais da expressão criativa.

"A grande caixa" poderá ser transformada numa única "arena", experimentando os "limites" e explorando múltiplos formatos de espectáculos.", refere o arquitecto. Para tal irão ser introduzidas alterações, como um "esqueleto técnico", que sem desrespeitar a "leveza" do edifício original, irá apetrechar o "palco" e a "caixa" com meios técnicos de cena, como luz, som e vídeo. O palco também foi adaptado para comportar na maioria da sua área útil de representação um pavimento assente em elevadores motorizados que podem evoluir desde a c ota de sub-palco até cotas superiores ao palco.

Por outro lado, "o volume da torre de cena foi dotado de maquinaria tecnologicamente evoluída e com grande capacidade responder aos desafios contemporâneos de manobra cénica, cumprindo elevados padrões de segurança e fiabilidade", refere Souza Oliveira, que acrescenta que "os princípios orientadores de todo o desenvolvimento deste projecto foram o de implementar soluções que respondam às orientações do Programa, que representam elevados padrões de fiabilidade, segurança e versatilidade, sem perder de vista soluções que signifiquem baixos custos de exploração".

Como resultado final, e conforme conta o arquitecto, "atingiu-se uma solução global "limpa" que preserva a memória deste espaço emblemático".
in http://dn.sapo.pt/2008/11/02/artes/memoria_e_modernismo_parque_mayer.html
  • 2 weeks later...
Posted

Lisboa: Executivo analisa instalação do Museu da Moeda na Igreja S. Julião e projecto para o Capitólio




Lisboa, 11 Nov (Lusa) - A Câmara de Lisboa discute quarta-feira o projecto de arquitectura para reabilitar a antiga Igreja de S. Julião, transformando-a num espaço museológico, numa das quatro intervenções prioritárias para a autarquia na zona da Baixa Pombalina.







De acordo com a proposta do vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, os quatro projectos em causa são considerados "estratégicos para a reabilitação da Baixa Pombalina" e têm "importância vital para a sua revitalização".

Os quatro projectos incluem a instalação do Museu da Moeda na antiga Igreja de São Julião, do Museu do Design - MUDA na antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, a criação de um jardim na zona dos degradados anexos da GNR no Carmo (com ligação ao Museu das Ruínas e ao futuro Museu da GNR) e a construção de um acesso mecânico para ligar o Vale da Baixa ao Castelo.
Para que estes quatro projectos pudessem avançar a autarquia suspendeu os dois artigos do Plano Director Municipal (PDM) que impedem obras de fundo e novas construções nesta área da cidade.

Na reunião de quarta-feira, o executivo camarário vai discutir também a adjudicação, por mais de meio milhão de euros (593.884) do contrato de prestação de serviços para o desenvolvimento do projecto de reabilitação do edifício do Capitólio ao vencedor do concurso: Souza Oliveira - Arquitectura e Urbanismo Lda.

A recuperação do edifico do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer.

As diversas candidaturas que a Câmara de Lisboa já apresentou ao Turismo de Portugal para requalificar o Parque Mayer, nas quais se inscreve a recuperação do Capitólio, ascendem a 10 milhões de euros.

Reabilitar o espaço como "um lugar de teatro" e repor a "grande sala" do Capitólio, abrindo-a lateralmente "para uma grande praça", são algumas das linhas orientadoras do projecto vencedor, segundo a memória descritiva a que a agência Lusa teve acesso.

Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.
O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos.

Resolver os problemas estruturais e funcionais existentes no Capitólio, devolvendo-o à traça original, são objectivos da requalificação do edifício, cujo caderno de encargos determina a manutenção da fachada principal, da sala principal de espectáculos, do piso superior e da esplanada ao ar livre.
O projecto prevê a remoção - segundo o caderno de encargos - do balcão existente a meia altura da sala de espectáculos, a cobertura no piso superior e os "foyers" laterais opostos às fachadas laterais em 1935.
A zona afecta ao palco e aos camarins, as caves técnicas, o subpalco e as arrecadações são, segundo o mesmo documento, estruturas passíveis de alteração ou ampliação de volumetria.

Para repor são os parâmetros em vidro das fachadas laterais, os tapetes rolantes - os primeiros do género em Portugal -, como memória do projecto original, e o palco superior para variedades e projecção de cinema.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

2008-11-11 16:55:20

comentar artigo















in http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=372326&visual=26&tema=5

  • 4 weeks later...
Posted
Reabilitação do Parque Mayer começa dentro de cinco meses no Teatro Capitólio

Hoje às 17:23

O Teatro Capitólio, em Lisboa, será o primeiro a beneficiar das obras de reabilitação do Parque Mayer. O contrato, assinado, esta quinta-feira, entre o presidente da autarquia, António Costa, e o arquitecto Sousa Oliveira, prevê que as obras tenham início dentro de cinco meses e marcará o início da reabilitação do Parque Mayer.

in http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1054312


Capitólio: Reabilitação do edifício põe fim a "malapata" da cidade - António Costa

2008-12-04 15:59:00

Lisboa, 04 Dez (Lusa) - O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, congratulou-se com a apresentação feita hoje do projecto de reabilitação do Capitólio, que marca aquilo que considera ser o fim de uma "malapata" da cidade.

"Hoje é um dia particularmente feliz para mim e para Lisboa por se ter posto termo a uma 'malapata' que se arrastava há anos na cidade: a requalificação do Capitólio" -disse António Costa.

O autarca falava na cerimónia de assinatura do contrato para a reabilitação do Teatro Capitólio e apresentação da proposta do vencedor do concurso para o Plano de Pormenor do Parque Mayer, ganha pelo gabinete de arquitectos Aires Mateus & Associados.

António Costa sublinhou o facto da reabilitação do teatro ser feita de acordo com o projecto inicial do arquitecto Cristino da Silva. Além disso, ao abrigo do contrato assinado hoje, o projecto da obra tem que estar concluído em 150 dias com um custo total de 10 milhões de euros "totalmente financiado" pelas contrapartidas de jogo do Casino Lisboa.

O autarca disse esperar que a obra se inicie no próximo ano e esteja concluída "o mais brevemente possível" para que os lisboetas possam voltar a beneficiar daquele espaço de cultura "único" na capital e que será a "âncora" do Parque Mayer.

O autarca enfatizou ainda a importância da reabilitação do teatro inserida num plano mais vasto, que integra o jardim Botânico, Parque Mayer e Museus da Politécnica, um eixo central constituído pela Baixa-Chiado e Avenida da Liberdade em "articulação" com o arco ribeirinho.

António Costa recordou que o Parque Mayer "já pagou caríssimo o que durante anos devia ter sido feito e não foi", atribuindo algumas das responsabilidades a "projectos megalómanos que depois a autarquia não conseguia resolver".

Questionado pelos jornalistas sobre a eventual manutenção dos comerciantes que restam no Parque Mayer durante as obras do Capitólio, o autarca referiu que o município está a negociar com as pessoas no sentido de resolver a sua situação, acrescentando que a maioria tem manifestado interesse de sair do local.

Embora aquele problema não seja da responsabilidade da autarquia, mas sim da Bragaparques que devia ter devolvido os terrenos à Câmara livres de quaisquer ónus ou encargos, a autarquia está a negociar com todos os que permanecem no Parque Mayer, para que seja possível encontrar as melhores soluções em conjunto.

Relativamente ao processo judicial que está em curso sobre a permuta de terrenos entre a Feira Popular e o Parque Mayer, e que envolve a Câmara de Lisboa, António Costa referiu que "independentemente da decisão judicial é ao município que compete definir o uso a dar" ao espaço.

Sobre o Capitólio, o autarca invocou tratar-se de um imóvel classificado, razão por que era "responsabilidade" da autarquia promover à sua reabilitação.

Na cerimónia de hoje intervieram ainda o vereador Manuel Salgado, o reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, a directora do Departamento Municipal de Planeamento Urbano, Teresa Almeida, a arquitecta Ana Tostões (que integrou o júri do concurso do Capitólio), o arquitecto Jorge Silva em representação do gabinete Aires Mateus & Associados, o arquitecto Alberto Sousa Oliveira, e o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, presidente do júri do concurso para reabilitação do Capitólio.

CP.

Lusa/fim

in http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200812049081070


Reabilitação do Parque Mayer

O devoluto cine-teatro Capitólio, no Parque Mayer, foi hoje, 4 de Dezembro, palco da cerimónia de assinatura do contrato para a sua reabilitação e de apresentação da proposta vencedora do concurso de ideias para o Parque Mayer, Jardim Botânico, edifícios da Politécnica e área envolvente.


O projecto do atelier Souza Oliveira, Arquitectura e Urbanismo Lda. promete devolver ao Capitólio a imagem que esteve na base do seu desenho original pelo Arqº Cristino da Silva em 1929 – uma caixa mágica – e o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que será elaborado pelo atelier dos arquitectos Aires Mateus e Associados, promete fazer a interligação entre o Jardim Botânico, a Universidade e o Parque Mayer, tornando-as mais acessíveis aos cidadãos.
Depois de fazer uma síntese histórica da zona – desde a projecção do Passeio Público e da Avenida da Liberdade no século XIX aos inúmeros estudos de remodelação do Parque Mayer iniciados na década de 80 do século XX no mandato do Engº Krus Abecasis e continuados nos sucessivos mandatos autárquicos até à actualidade – o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, classificou o dia de hoje como “histórico” para aquela zona nobre da cidade de Lisboa, “não apenas pelo contrato que assinamos hoje e pela apresentação do vencedor do concurso de ideias para o Parque Mayer, mas também, porque ontem aprovamos em reunião de Câmara o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente, que estará em discussão pública até final de Janeiro próximo, e ainda este ano publicaremos as medidas preventivas para a Baixa, também decisivas para a reabilitação deste eixo central de Lisboa”.
Ao assumir que a resolução dos “inúmeros impasses urbanísticos da cidade” foi definida como uma prioridade no seu mandato autárquico, o presidente da CML, António Costa, também realçou a importância do “desbloqueio” destas duas medidas para a reabilitação de “dezenas de edifícios que estão há anos entaipados”.
“Mas o maior impasse de todos era este do Parque Mayer”, reconheceu o autarca ao recordar que a reabilitação da zona já havia sido uma “questão central na campanha de Jorge Sampaio e de Marcelo Rebelo de Sousa, há quase 20 anos”. E, depois de lembrar que “em menos de três meses de termos tomado posse estávamos a abrir estes concursos”, António Costa agradeceu o “trabalho imenso” do vereador Manuel Salgado, dos dirigentes e dos serviços municipais do urbanismo porque “fizemos isto como deve ser feito, com concursos, com debate público, com Plano de Pormenor e com júris muito qualificados e participados por todos os parceiros e pessoas que conhecem bem o Parque Mayer”.
Na sua intervenção, António Costa destacou ainda a importância destes projectos fazerem a interligação entre o Parque Mayer, o Jardim Botânico e os museus da Politécnica e de estarem inseridos numa “estratégia de renovação deste eixo central da cidade, da Baixa até ao Parque Eduardo VII”, para além de enaltecer a “simplicidade” do projecto do Capitólio porque, como considerou, “o que comprometeu antes o Parque Mayer foram ideias megalomanas que não se conseguiram executar”.

O processo de revitalização do Parque Mayer passo a passo
O Parque Mayer constitui uma referência ímpar da história artística cultural da cidade de Lisboa e do País. A reabilitação desta área afigura-se como um dos factores mais importantes para a regeneração da cidade Lisboa.

O Parque Mayer, deverá assumir-se não só como pólo de desenvolvimento de actividades lúdicas e culturais mas, também, como objecto arquitectónico de referência, introduzindo um conceito renovado de lazer no sistema e espaços públicos da cidade, designadamente no seu eixo mais relevante - a Av. da Liberdade.

Acresce que a continuidade efectiva do Parque Mayer com o Jardim Botânico e os Edifícios da Antiga Escola Politécnica, aos quais é possível aceder a partir da Rua Castilho, da Rua da Escola Politécnica, da Praça da Alegria e da Calçada da Glória, conferem-lhe um enorme valor como grande espaço aberto numa parte alargada da cidade histórica

Num quadro de revitalização e reestruturação de toda a zona do Parque Mayer e, pretendendo-se que este funcione como pólo de atracção e de regeneração urbana, difundindo-se para as zonas e equipamentos circundantes integrando-se com protagonismo, nas estruturas económica, social e natural envolventes, torna-se premente a requalificação do Cine-Teatro Capitólio, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983 (Decreto do Governo 8/83, de 24 de Janeiro, DR 19, de 21-01-1983)

De facto o Capitólio surge como factor potencializador para “dinamizar a área, reforçando a sua componente lúdica e cultural” (in proposta do PUALZE), requalificação esta que se pretende adaptada às exigências regulamentares vigentes mas enquadrada no espírito do projecto original do Arq. Cristino da Silva.

CONCURSO PARQUE MAYER
Com este contexto foi aprovado em Reunião de Câmara (Proposta nº255/2007), a abertura do concurso público de ideias de arquitectura e paisagismo destinado a qualificar 5 equipas técnicas para participarem num concurso limitado com vista à selecção da equipa responsável para elaborar o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Área Envolvente.

O concurso de ideias foi lançado em Novembro de 2007, tendo a entrega das propostas ocorrido no dia 25 de Janeiro de 2008. Os 27 projectos admitidos a concurso foram exibidos numa exposição nos Museus da Politécnica (3 de Abril a 18 de Maio de 2008) tendo este evento sido acompanhado por um ciclo de debates abertos à população.

Em resultado das principais questões levantadas nos debates, bem como da informação técnica transmitida, os serviços camarários procederam então à elaboração do programa do
concurso limitado destinada às cinco equipa vencedoras do concurso de ideias:, ARX Portugal, Vão Arquitectos Associados, Souto Moura Arquitectos e Gonçalo Byrne Arquitectos. Este concurso foi lançado no dia 30 de Junho de 2008 tendo as propostas sido entregues no passado dia 22 de Setembro.

O Júri deste concurso presidido pelo Arq. Nuno Portas integrou elementos da Universidade de Lisboa, do IGESPAR, da Ordem dos Arquitectos, da Associação Portuguesa dos Paisagistas e da CML bem como personalidades relevantes do meio artístico e do urbanismo em Portugal. No seu relatório final, o Júri classificou em 1º lugar a proposta encabeçada por Aires Mateus Associados.

CONCURSO CAPITÓLIO
Paralelamente, foi aprovado em 12 de Dezembro de 2008 (Deliberação nº530/CM/07) o lançamento do concurso público para a reabilitação do Capitólio, reconvertido à traça do projecto original da autoria do Arq. Cristino da Silva.

O referido concurso foi aberto no dia 14 de Janeiro. Pretendia-se uma reabilitação global do edifício, capaz de resolver os problemas estruturais e funcionais existentes, prevendo todos os trabalhos necessários ao seu funcionamento e dotando-o de flexibilidade suficiente para satisfazer as necessidades de grande parte dos produtores e dos encenadores do nosso meio teatral actual.

No dia 11 de Abril de 2008 foram entregues 9 propostas, sendo que 4 foram admitidas a concurso: Souza Oliveira - Arquitectura e Urbanismo Lda; Agrupamento liderado por Arq. José Romano Pires; Atelier Daciano Costa e João Rosário Mateus Arqt.

in http://www.cm-lisboa.pt/?idc=41&idi=41065
Posted

Um Capitólio como a jóia da coroa do Parque Mayer

Novo espaço vai ter "cumplicidades" com o Jardim Botânico e os edifícios da Politécnica

Ontem

TELMA ROQUE

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, classificou o dia de quinta-feira como "histórico", durante a cerimónia de assinatura do contrato para a reabilitação do Capitólio e a apresentação da traça do novo Parque Mayer.

De acordo com o autarca, é o fim de uma "malapata" de Lisboa. "Esta era uma prioridade: resolver e vencer os diversos impasses urbanísticos que se foram desenvolvendo na cidade", referiu António Costa, frisando que há várias décadas que se debate e tenta requalificar o Parque Mayer e que foi a "megalomania" de alguns projectos que fez encravar processos de reabilitação anteriores.

Novos jardins e arruamentos, uma grande praça, um hotel com uma centena de quartos e uma área com 20 mil metros de construção, a destinar a serviços, comércio, restauração ou artes (a habitação está excluída) fazem parte do Plano de Pormenor do Parque Mayer que ontem foi apresentado, e é da autoria de uma equipa de arquitectos encabeçada por Manuel Aires Mateus.

O desenho proposto pelos arquitectos foi criado com o objectivo de criar "cumplicidades" entre o Parque Mayer, o Jardim Botânico - entendido como o tesouro escondido da cidade - e os edifícios da Escola Politécnica. As barreiras hoje existentes deixarão de existir no futuro espaço para ligar a "pedagogia e o lazer".

O cine-teatro Capitólio, cujo projecto de reabilitação também foi ontem apresentado, funcionará como "a jóia da coroa" de todo o espaço, explicou Jorge Silva, um dos arquitectos que trabalhou no Plano de Pormenor do Parque Mayer.

A reabilitação do Capitólio - classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983 e que, há dois anos foi incluído na lista dos 100 imóveis mais ameaçados do mundo pela World Monuments Watch - vai ficar a cargo do arquitecto Souza Oliveira, vencedor de um concurso que a Câmara lançou há cerca de um ano. A empreitada está orçada em 10 milhões de euros e será paga com as verbas do Casino.

"Voltar a ter o Capitólio como o teatro inesquecível de Lisboa", é um dos objectivos que Souza Oliveira pretende atingir com o sua proposta de reabilitação, que classifica como "contida" e de respeito pelo desenho original de Cristino da Silva, autor da obra inaugurada em 1931 e que se encontra muito degradada, apesar de ser o primeiro edifício inteiramente modernista da cidade.

A ideia de Souza Oliveira é repor as "linhas mais puras", as fachadas principais, os janelões. Segundo o arquitecto, Cristino da Silva concebeu um "espaço genial", mas as alterações efectuadas nos anos 30 provocaram ao edifício "abcessos" que pretende retirar. Na sua óptica, a criação de um balcão no interior e a cobertura do terraço "descaracterizaram" o Capitólio.

Esplanadas exteriores, cadeiras retracteis e uma fachada traseira "menos triste" e aberta fazem parte da proposta do arquitecto Souza Oliveira, que fará ainda um "up-grade" ao edifício, cuja estrutura, por ser antiga, não tem protecção contra sismos. O arquitecto classificou a obra de Cristino da Silva como um projecto "atrevido e ambicioso" para a época, uma "caixa mágica com desenho de rigor", lembrando que já se acedia ao terraço através de tapetes rolantes.

Recorde-se que o cine-teatro Capitólio não fazia parte do projecto que o norte-americano Frank Gehry traçou para o Parque Mayer antes de ser afastado, por se encontrar muito degradado, o que abria caminho à demolição.

link - http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1054435

Posted
Reabilitação do Parque Mayer

O devoluto cine-teatro Capitólio, no Parque Mayer, foi hoje, 4 de Dezembro, palco da cerimónia de assinatura do contrato para a sua reabilitação e de apresentação da proposta vencedora do concurso de ideias para o Parque Mayer, Jardim Botânico, edifícios da Politécnica e área envolvente.

O projecto do atelier Souza Oliveira, Arquitectura e Urbanismo Lda. promete devolver ao Capitólio a imagem que esteve na base do seu desenho original pelo Arqº Cristino da Silva em 1929 – uma caixa mágica – e o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que será elaborado pelo atelier dos arquitectos Aires Mateus e Associados, promete fazer a interligação entre o Jardim Botânico, a Universidade e o Parque Mayer, tornando-as mais acessíveis aos cidadãos.

Depois de fazer uma síntese histórica da zona – desde a projecção do Passeio Público e da Avenida da Liberdade no século XIX aos inúmeros estudos de remodelação do Parque Mayer iniciados na década de 80 do século XX no mandato do Engº Krus Abecasis e continuados nos sucessivos mandatos autárquicos até à actualidade – o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, classificou o dia de hoje como “histórico” para aquela zona nobre da cidade de Lisboa, “não apenas pelo contrato que assinamos hoje e pela apresentação do vencedor do concurso de ideias para o Parque Mayer, mas também, porque ontem aprovamos em reunião de Câmara o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente, que estará em discussão pública até final de Janeiro próximo, e ainda este ano publicaremos as medidas preventivas para a Baixa, também decisivas para a reabilitação deste eixo central de Lisboa”.

Ao assumir que a resolução dos “inúmeros impasses urbanísticos da cidade” foi definida como uma prioridade no seu mandato autárquico, o presidente da CML, António Costa, também realçou a importância do “desbloqueio” destas duas medidas para a reabilitação de “dezenas de edifícios que estão há anos entaipados”.

“Mas o maior impasse de todos era este do Parque Mayer”, reconheceu o autarca ao recordar que a reabilitação da zona já havia sido uma “questão central na campanha de Jorge Sampaio e de Marcelo Rebelo de Sousa, há quase 20 anos”. E, depois de lembrar que “em menos de três meses de termos tomado posse estávamos a abrir estes concursos”, António Costa agradeceu o “trabalho imenso” do vereador Manuel Salgado, dos dirigentes e dos serviços municipais do urbanismo porque “fizemos isto como deve ser feito, com concursos, com debate público, com Plano de Pormenor e com júris muito qualificados e participados por todos os parceiros e pessoas que conhecem bem o Parque Mayer”.

Na sua intervenção, António Costa destacou ainda a importância destes projectos fazerem a interligação entre o Parque Mayer, o Jardim Botânico e os museus da Politécnica e de estarem inseridos numa “estratégia de renovação deste eixo central da cidade, da Baixa até ao Parque Eduardo VII”, para além de enaltecer a “simplicidade” do projecto do Capitólio porque, como considerou, “o que comprometeu antes o Parque Mayer foram ideias megalomanas que não se conseguiram executar”.


O processo de revitalização do Parque Mayer passo a passo - contexto
O Parque Mayer constitui uma referência ímpar da história artística cultural da cidade de Lisboa e do País. A reabilitação desta área afigura-se como um dos factores mais importantes para a regeneração da cidade Lisboa.

O Parque Mayer deverá assumir-se não só como pólo de desenvolvimento de actividades lúdicas e culturais mas, também, como objecto arquitectónico de referência, introduzindo um conceito renovado de lazer no sistema e espaços públicos da cidade, designadamente no seu eixo mais relevante - a Av. da Liberdade.

Acresce que a continuidade efectiva do Parque Mayer com o Jardim Botânico e os Edifícios da Antiga Escola Politécnica, aos quais é possível aceder a partir da Rua Castilho, da Rua da Escola Politécnica, da Praça da Alegria e da Calçada da Glória, conferem-lhe um enorme valor como grande espaço aberto numa parte alargada da cidade histórica.

Num quadro de revitalização e reestruturação de toda a zona do Parque Mayer e, pretendendo-se que este funcione como pólo de atracção e de regeneração urbana, difundindo-se para as zonas e equipamentos circundantes e integrando-se com protagonismo nas estruturas económica, social e natural envolventes, torna-se premente a requalificação do Cine-Teatro Capitólio, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983 (Decreto do Governo 8/83, de 24 de Janeiro, DR 19, de 21-01-1983).

De facto, o Capitólio surge como factor potencializador para “dinamizar a área, reforçando a sua componente lúdica e cultural” (in proposta do PUALZE), requalificação esta que se pretende adaptada às exigências regulamentares vigentes mas enquadrada no espírito do projecto original do Arq. Cristino da Silva.


CONCURSO PARQUE MAYER
Com este contexto, foi aprovado em Reunião de Câmara (Proposta nº255/2007) a abertura do concurso público de ideias de arquitectura e paisagismo destinado a qualificar cinco equipas técnicas para participarem num concurso limitado com vista à selecção da equipa responsável para elaborar o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Área Envolvente.

O concurso de ideias foi lançado em Novembro de 2007, tendo a entrega das propostas ocorrido no dia 25 de Janeiro de 2008. Os 27 projectos admitidos a concurso foram exibidos numa exposição nos Museus da Politécnica (3 de Abril a 18 de Maio de 2008) tendo este evento sido acompanhado por um ciclo de debates abertos à população.

Em resultado das principais questões levantadas nos debates, bem como da informação técnica transmitida, os serviços camarários procederam então à elaboração do programa do concurso limitado destinada às cinco equipas vencedoras do concurso de ideias: ARX Portugal, Vão Arquitectos Associados, Souto Moura Arquitectos e Gonçalo Byrne Arquitectos. Este concurso foi lançado no dia 30 de Junho de 2008 tendo as propostas sido entregues no passado dia 22 de Setembro.

O Júri deste concurso presidido pelo Arq. Nuno Portas integrou elementos da Universidade de Lisboa, do IGESPAR, da Ordem dos Arquitectos, da Associação Portuguesa dos Paisagistas e da CML, bem como personalidades relevantes do meio artístico e do urbanismo em Portugal. No seu relatório final, o Júri classificou em 1º lugar a proposta encabeçada por Aires Mateus Associados.


CONCURSO CAPITÓLIO
Paralelamente, foi aprovado em 12 de Dezembro de 2008 (Deliberação nº530/CM/07) o lançamento do concurso público para a reabilitação do Capitólio, reconvertido à traça do projecto original da autoria do Arq. Cristino da Silva.

O referido concurso foi aberto no dia 14 de Janeiro. Pretendia-se uma reabilitação global do edifício, capaz de resolver os problemas estruturais e funcionais existentes, prevendo todos os trabalhos necessários ao seu funcionamento e dotando-o de flexibilidade suficiente para satisfazer as necessidades de grande parte dos produtores e dos encenadores do nosso meio teatral actual.

No dia 11 de Abril de 2008 foram entregues nove propostas, sendo que quatro foram admitidas a concurso: Souza Oliveira - Arquitectura e Urbanismo Lda; Agrupamento liderado por Arq. José Romano Pires; Atelier Daciano Costa e João Rosário Mateus Arqt.

CM-Lisboa.pt
[2008-12-04]
  • 7 months later...
Posted
Novo Capitólio arranca dentro de três semanas

2009-07-03

NUNO MIGUEL ROPIO

A reconstrução do Teatro Capitólio, em Lisboa, agendada para o fim do mês de Julho, será a primeira obra a marcar o começo da reabilitação do Parque Mayer. A intervenção no imóvel, datado de 1931, é de dez milhões de euros.

As obras de reposição da traça original do Teatro Capitólio, no Parque Mayer, em Lisboa, e reabilitação das características que o tornaram no primeiro edifício do Movimento Moderno, arrancam dentro de três semanas, com a demolição de todos os elementos que não integravam o projecto original. A garantia foi dada, ontem, pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, durante um almoço com representantes de vários órgãos de comunicação social, onde aproveitou para fazer um balanço ao seu ano e meio de mandato.

O imóvel concebido vai ser o primeiro a ser alvo de obras, marcando o início da recuperação do Parque Mayer. Da autoria do arquitecto Souza Oliveira, a recuperação do imóvel classificado está orçada em dez milhões de euros, provenientes das contrapartidas financeiras do Casino de Lisboa. Os trabalhos de demolição poder-se-iam ter iniciado mais cedo caso o concurso público de concepção do projecto de reabilitação não tivesse sido suspenso, em Maio de 2008, devido aos recursos interpostos pelos dois concorrentes.

O anúncio de Costa (PS) surgiu um dia depois do candidato social-democrata à Câmara, Pedro Santana Lopes, ter admitido que o arquitecto Frank Gehry estará disposto a voltar a colaborar com o município na recuperação do Parque Mayer. O canadiano chegou a receber 2,5 milhões de euros para projectar o novo espaço mas desistiu desse objectivo.

O actual plano para a área pertence ao arquitecto Manuel Aires Mateus e é muito mais abrangente, tendo em conta que se estende desde o Museu da Escola Politécnica e Jardim Botânico.

in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=1290512


Social-democrata quer voltar a envolver Gehry na intervenção
Capitólio: Santana fala em ilegalidade e Sá Fernandes em falta de saber
03.07.2009 - 10h37 Inês Boaventura, com Bárbara Reis
A Pedro Santana Lopes afirma que o arranque das obras de requalificação do Capitólio, que ontem foi anunciado pelo presidente da Câmara de Lisboa para daqui a três semanas, "é crime" porque o monumento classificado é "propriedade privada". O vereador José Sá Fernandes diz que a afirmação prova que o candidato social-democrata às autárquicas "não percebe nada do assunto" e lembra que quando este estava à frente do município a intervenção no Parque Mayer não incluía a preservação do teatro.

O contrato para a reabilitação do Capitólio, cujo projecto foi desenvolvido pelo arquitecto Souza Oliveira, foi assinado em Dezembro de 2008, com a promessa de que as obras arrancariam durante 2009. Ontem, durante um almoço com directores de órgãos de comunicação social para fazer um "ponto de situação" do mandato, António Costa revelou que já só seria preciso esperar mais três semanas.

Instado pelo PÚBLICO a comentar este anúncio, Santana Lopes diz que a autarquia "não pode avançar" com a intervenção pelo facto de o teatro inaugurado em 1931 ser "propriedade alheia". "Se o Condes começar a degradar-se a câmara também vai lá fazer obras?", questiona o jurista, defendendo que legalmente nada pode ser feito a menos que a câmara "retire a acção de anulação da permuta e assuma a propriedade" do espaço na Avenida da Liberdade.

Santana Lopes refere-se a uma acção interposta pelo advogado José Sá Fernandes, na qual se pede a anulação da permuta através da qual a empresa Bragaparques se tornou proprietária de parte dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, e a câmara passou a ser detentora do Parque Mayer. O social-democrata diz que "o caminho sensato é retirar esse processo que está a correr em tribunal administrativo" e "constituir um tribunal arbitral" para resolver de forma célere o diferendo.

Recuperar Frank Gehry?

"O dr. Pedro Santana Lopes de facto não percebe nada do assunto", responde o vereador Sá Fernandes, explicando que só ele, e não a autarquia, pode retirar a acção judicial e que neste momento o Parque Mayer é propriedade municipal, pelo que não há "nenhum problema de legalidade" em avançar com a requalificação do Capitólio. E se a acção judicial vier a ter provimento, e o terreno voltar a ser propriedade da Bragaparques, o advogado garante que se pode expropriar invocando o interesse público.

Além de ter celebrado o contrato para a intervenção no teatro projectado por Cristino da Silva, o actual executivo lançou um concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, do qual se sagrou vencedor o arquitecto Manuel Aires Mateus. Sobre que destino dará a este trabalho caso vença as eleições de Outubro, Santana Lopes afirma que "tudo o que está para trás e a ser feito deve ser reaproveitado" porque "não se pode deitar fora tempo e trabalho".

Ainda assim, o social-democrata continua a defender a "possibilidade" de haver "algum envolvimento" de Frank Gehry "no Parque Mayer ou em zona próxima". E admite que o trabalho do arquitecto "é marcante" e tranquiliza os potenciais opositores da iniciativa garantindo que quer um projecto "com cabeça, tronco e membros" e não vai permitir que se faça "uma salada russa".

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390076
  • 3 weeks later...

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.