JVS Posted April 13, 2008 Report Posted April 13, 2008 Património: Ilha de Moçambique é caso emblemático da presença de Portugal em África Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A Ilha de Moçambique, com a Fortaleza de São Sebastião, é um dos exemplos mais emblemáticos da presença histórica de Portugal no mundo e um dos que mais atenção tem merecido por parte de Lisboa. Na visita oficial de que efectuou a Moçambique, em Março passado, o Presidente português, Cavaco Silva, dedicou um dia inteiro (dos três dias que esteve no país) à ilha, que é Património da Humanidade da UNESCO desde 1991. A Ilha de Moçambique terá também lugar de destaque no programa de inventariação, conservação e reabilitação da presença portuguesa no mundo que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, anunciou na segunda-feira em Omã, no âmbito de uma digressão por países do Golfo Pérsico. Em avançada degradação, a Fortaleza de São Sebastião, construída em 1507 num dos extremos da antiga capital insular de Moçambique para dar protecção às naus em trânsito para o Oriente, vai receber obras orçadas em 1,6 milhões de dólares. O financiamento é assegurado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que contribui com 500 mil euros, e pela cooperação japonesa, que comparticipa o restante - o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) entra essencialmente com apoio técnico. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que coordena a reabilitação do património da ilha, conta dar início em 2009 a uma segunda fase do programa de reabilitação, com incidência na fortaleza e a utilização a dar aos edifícios depois de recuperados. Paralelamente, Portugal elegeu como um dos eixos fundamentais da sua cooperação com Moçambique para o triénio 2007-2009 a criação da "Vila do Milénio" do Lumbo, situada no continente, junto à Ilha de Moçambique. Em Cabo Verde, onde não houve guerra pela independência, os vestígios da presença portuguesa são visíveis na Cidade Velha e no centro da Cidade da Praia, ambas na ilha de Santiago, mas também espalhados por todas as ilhas, em edifícios autárquicos ou igrejas. A Cidade Velha, a primeira construída pelos europeus nos trópicos, então denominada Ribeira Grande, tem ainda os restos da catedral, em fase de reabilitação pelo arquitecto Siza Vieira, ou o pelourinho, erguido em 1520 e onde eram açoitados os escravos. A Fortaleza de S. Filipe, construída em 1785, depois de um ataque à cidade por Francis Drake, é outro monumento histórico da Cidade Velha, hoje conservado e reconstruído com a ajuda da cooperação espanhola. Ainda na Cidade Velha fica a igreja de Nossa Senhora do Rosário, património histórico reabilitado, que teria sido construída por volta de 1495 e onde o padre António Vieira, de passagem pela ilhas, terá pregado. As igrejas mais antigas de Cabo Verde conservam a marca portuguesa, o que também acontece com os edifícios de algumas câmaras municipais ou parte da arquitectura urbana das ilhas, exemplificada nos "sobrados" de S. Filipe, ilha do Fogo, casas coloniais de traça portuguesa. O "Plateau", o centro histórico da Cidade da Praia, é um exemplo da presença portuguesa e inclui o palácio presidencial, câmara, a igreja matriz, as estátuas e os bustos erigidos em honra de grandes nomes lusos. Com calçada portuguesa e ruas que homenageiam nomes como Andrade Corvo, Serpa Pinto, Pedro Alvares Cabral ou Luís de Camões, podem ver-se no centro da capital cabo-verdiana bustos como o de António Lereno, médico, ou Alexandre Albuquerque, governador da província até 1876, e Serpa Pinto, igualmente governador. Os coretos, da Praia ou do Mindelo, são outros exemplos dos vestígios de Portugal em Cabo Verde. Quanto a Angola, o Adido Cultural da Embaixada de Portugal, João Pignatelli, destacou, numa opinião pessoal, um conjunto de fortalezas e muralhas construídas pelos portugueses, algumas igrejas ou ainda as construções do período modernista da arquitectura portuguesa. Algumas destas construções, como a Fortaleza de São Miguel, em Luanda, têm grande visibilidade na área urbana da capital, de onde se abarca com a vista toda a baixa da cidade e a baía, constituindo um importante legado da presença portuguesa em Angola. Na Guiné-Bissau e segundo o assessor principal da Ministra da Cultura da Guiné-Bissau, José de Cunha, a presença portuguesa é visível em todo o território, com destaque para a ilha de Bolama, Cacheu e Bissau. Em Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, existem ainda vestígios dos séculos XVI e XVII deixados pelos portugueses, enquanto Bolama, antiga capital da Guiné-Bissau, é uma cidade tipicamente colonial, com construções do século XIX e início do século XX, muitas em avançado estado de degradação. Em Bissau, o principal vestígio da presença portuguesa é fortaleza de São Jorge da Amura, construída no século XVI, a par de edifícios como o antigo Palácio do Governador, o Ministério da Justiça e a Catedral. MSE/PDF/FP/RB. in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=338519&visual=26 Quote
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