Jump to content

Recommended Posts

Posted

Associação relembra que Baixa não é uma zona residencial
Moradores aplaudem plano de revitalização para a Baixa-Chiado mas exigem "qualidade"


A associação de moradores da Baixa lisboeta considera que o plano de revitalização desta zona, aprovado ontem pelo executivo camarário, "tem pernas para andar” mas defende que o aumento dos residentes proposto seja feito com "qualidade".

O presidente da associação de moradores da Baixa Pombalina, António Campos Rosado, afirmou que o projecto proposto quarta-feira pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, é "coerente e interessante" e "tem pernas para andar". O representante alertou no entanto que os moradores não podem ser esquecidos neste processo.

A associação afirma-se expectante quanto à execução do plano, nomeadamente quanto à proposta de aumentar o número de residentes de cerca de cinco mil (de acordo com os Censos 2001), para cerca de 15 mil em 2025, com um acréscimo essencialmente no Chiado, "uma vez que a reserva do espaço da Baixa apenas permite antever cerca de 5200 residentes", segundo o documento. António Campos Rosado concorda com esta consideração do plano: "A Baixa não é uma zona residencial".

Opinião menos optimista em relação ao plano tem a administradora do condomínio do número 123 da Rua dos Correeiros, Ana Clara Agostinho. Para a moradora na Baixa, o Plano de Pormenor "será de certeza mais um falhanço" caso não sejam introduzidas medidas que garantam a "correcta" implementação das políticas definidas para evitar a elaboração de planos teóricos inúteis. A moradora mantém há algum tempo um diferendo com a Câmara de Lisboa devido a obras para impermeabilizar o edifício que considera terem sido mal realizadas e acusa os técnicos municipais de "falta de aptidão" para avaliar a intervenção e o estado do prédio.

Vereador do Urbanismo acredita ter apoio do PSD
O executivo da Câmara Municipal de Lisboa aprovou quatro propostas para a reabilitação da Baixa-Chiado. O vereador do Urbanismo acredita que o "PSD vai alinhar na reabilitação" e afirmou esperar que o plano esteja concluído "em menos de um ano". O plano tem intervenções previstas no valor de 702,9 milhões de euros até 2020, um aumento de vinte milhões (dirigidos para reabilitação urbana) em relação aos documentos inicialmente distribuídos aos vereadores.

Manuel Salgado destacou ainda a classificação da zona como Área Crítica de Reabilitação como essencial para o financiamento da reabilitação, permitindo baixar o IVA para 15 por cento graças ao disposto no Orçamento Geral de Estado de 2008.

O vereador afirmou, ainda, que dos 20,2 milhões de metros quadrados de edificado na Baixa, 14,4 milhões (65 por cento) precisam de requalificação. Além disso, é preciso adequar a habitação da Baixa aos tempos modernos: dos 1220 edifícios recenseados, apenas 138 (15 por cento) estão equipados com elevador.

Manuel Salgado defendeu, também, a suspensão do Plano Director Municipal para a realização de quatro projectos: a instalação de um Museu do Banco de Portugal na Igreja de São Julião, a construção de um elevador para o Castelo a partir da Rua dos Fanqueiros, a instalação do Museu do Design e Moda na antiga sede do banco Nacional Ultramarino e a instalação de um jardim nos terraços do quartel da GNR no Carmo, um espaço ocupado por barracões.


in: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323216

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Guest
Reply to this topic...

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Create New...

Important Information

We have placed cookies on your device to help make this website better. You can adjust your cookie settings, otherwise we'll assume you're okay to continue.