JVS Posted February 27, 2008 Report Posted February 27, 2008 Arte: Novo centro de arte contemporânea vai nascer em Alcântara Lisboa, 27 Fev (Lusa) - Para mostrar "a arte que está por vir, a arte de amanhã", Lisboa vai ter no próximo Verão um centro de arte contemporânea, localizado numa das primeiras estruturas industriais portuguesas. "Esperamos que seja a maior plataforma de arte contemporânea, da arte que está por vir, da arte de amanhã", explicou à agência Lusa o director do Test, on art, o arquitecto João Simões, num visita pelos espaços onde vai ficar instalado o novo centro artístico. O Test, on art vai ficar em edifícios centenários em Alcântara, Lisboa, onde em tempos funcionou uma fábrica de fiação e, mais recentemente, a gráfica Mirandela. Praticamente debaixo da ponte 25 de Abril, os edifícios são armazéns de vários andares, com as paredes descarnadas, o tijolo original totalmente descoberto, e cada um tem cerca de três mil metros quadrados. No edifício onde ficará o centro de arte está ainda hoje a funcionar a gráfica Mirandela, com as gigantescas rotativas e impressoras a ocuparem praticamente todo o espaço. Assim que a gráfica sair do edifício, a equipa do Test, on art irá fazer apenas pequenos ajustes no espaço para acolher as futuras actividades. "Este é um espaço que ainda é anónimo para a cidade, mas nós queremos que seja um pólo criativo aberto a Lisboa, um espaço internacional que funcione quase como uma cidade artística", sublinhou João Simões, um dos 14 comissários deste centro de arte contemporânea. Até ao Verão, altura em que o centro abrirá ao público e aos artistas, estes 14 comissários portugueses e estrangeiros vão delinear o plano de programação e actividades, vão definir o perfil do Test, on art. Segundo João Simões, cada um dos comissários, entre os quais Delfim Sardo, Henry Flynt, Jutta Koether ou Arfus Greenwood, tem uma rede de colaboradores e de contactos de artistas para mostrar em Lisboa arte contemporânea. A ideia, de acordo com o director, é fazer daquele espaço em Alcântara um laboratório para que artistas portugueses e estrangeiros trabalhem e mostrem as suas obras, um centro de intercâmbio artístico e, de futuro, uma residência artística. "Não será um centro de artistas para artistas. Vamos ter programas culturais transversais para toda a gente, para todos os públicos, com exposições, performances e serviço educativo", sublinhou o responsável. Para já, o centro de arte contemporânea contará com um orçamento de quatrocentros mil euros, mas espera a entrada de mais financiamento, sobretudo por conta de patrocinadores e mecenas. À medida que realizar as várias actividades artísticas e exposições, o centro irá constituir uma colecção de arte contemporânea. Apesar de já existirem em Lisboa espaços que divulgam arte contemporânea, como a Fundação Gulbenkian, a Culturgest ou a Ellipse Foundation, João Simões assinalou que Test, on art será um complemento. "Queremos que seja um centro mais dinâmico de arte contemporânea em Portugal e há que aproveitar o facto de haver quem queira investir em arte, de Lisboa estar na moda e de ser falada lá fora", disse João Simões, 37 anos, arquitecto português a residir actualmente em Nova Iorque. A equipa de 14 comissários internacionais estará em Lisboa na quinta e na sexta-feira para burilar o perfil, os projectos e o programa de actividades deste ano do Test, on art. No final da reunião, a equipa mostrará o espaço a jornalistas e convidados e a artista alemã Jutta Koether e a dupla Elizabeth e Henry Flynt farão performances sonoras no local. SS. © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 2008-02-27 10:05:08 in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=329227&visual=26 Quote
JVS Posted February 27, 2008 Author Report Posted February 27, 2008 Arte: Novo centro de arte contemporânea vai nascer em Alcântara Lisboa, 27 Fev (Lusa) - Para mostrar "a arte que está por vir, a arte de amanhã", Lisboa vai ter no próximo Verão um centro de arte contemporânea, localizado numa das primeiras estruturas industriais portuguesas. "Esperamos que seja a maior plataforma de arte contemporânea, da arte que está por vir, da arte de amanhã", explicou à agência Lusa o director do Test, on art, o arquitecto João Simões, num visita pelos espaços onde vai ficar instalado o novo centro artístico. O Test, on art vai ficar em edifícios centenários em Alcântara, Lisboa, onde em tempos funcionou uma fábrica de fiação e, mais recentemente, a gráfica Mirandela. Praticamente debaixo da ponte 25 de Abril, os edifícios são armazéns de vários andares, com as paredes descarnadas, o tijolo original totalmente descoberto, e cada um tem cerca de três mil metros quadrados. No edifício onde ficará o centro de arte está ainda hoje a funcionar a gráfica Mirandela, com as gigantescas rotativas e impressoras a ocuparem praticamente todo o espaço. Assim que a gráfica sair do edifício, a equipa do Test, on art irá fazer apenas pequenos ajustes no espaço para acolher as futuras actividades. "Este é um espaço que ainda é anónimo para a cidade, mas nós queremos que seja um pólo criativo aberto a Lisboa, um espaço internacional que funcione quase como uma cidade artística", sublinhou João Simões, um dos 14 comissários deste centro de arte contemporânea. Até ao Verão, altura em que o centro abrirá ao público e aos artistas, estes 14 comissários portugueses e estrangeiros vão delinear o plano de programação e actividades, vão definir o perfil do Test, on art. Segundo João Simões, cada um dos comissários, entre os quais Delfim Sardo, Henry Flynt, Jutta Koether ou Arfus Greenwood, tem uma rede de colaboradores e de contactos de artistas para mostrar em Lisboa arte contemporânea. A ideia, de acordo com o director, é fazer daquele espaço em Alcântara um laboratório para que artistas portugueses e estrangeiros trabalhem e mostrem as suas obras, um centro de intercâmbio artístico e, de futuro, uma residência artística. "Não será um centro de artistas para artistas. Vamos ter programas culturais transversais para toda a gente, para todos os públicos, com exposições, performances e serviço educativo", sublinhou o responsável. Para já, o centro de arte contemporânea contará com um orçamento de quatrocentros mil euros, mas espera a entrada de mais financiamento, sobretudo por conta de patrocinadores e mecenas. À medida que realizar as várias actividades artísticas e exposições, o centro irá constituir uma colecção de arte contemporânea. Apesar de já existirem em Lisboa espaços que divulgam arte contemporânea, como a Fundação Gulbenkian, a Culturgest ou a Ellipse Foundation, João Simões assinalou que Test, on art será um complemento. "Queremos que seja um centro mais dinâmico de arte contemporânea em Portugal e há que aproveitar o facto de haver quem queira investir em arte, de Lisboa estar na moda e de ser falada lá fora", disse João Simões, 37 anos, arquitecto português a residir actualmente em Nova Iorque. A equipa de 14 comissários internacionais estará em Lisboa na quinta e na sexta-feira para burilar o perfil, os projectos e o programa de actividades deste ano do Test, on art. No final da reunião, a equipa mostrará o espaço a jornalistas e convidados e a artista alemã Jutta Koether e a dupla Elizabeth e Henry Flynt farão performances sonoras no local. SS. © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 2008-02-27 10:05:08 in http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=329227&visual=26 Quote
JVS Posted February 29, 2008 Author Report Posted February 29, 2008 Novo pólo cultural nasce em Alcântara Espaço, a inaugurar no Verão, terá 14 curadores e é apresentado amanhã Com um orçamento anual de 400 mil euros e propostas de 14 comissários e artistas internacionais, vai nascer em Lisboa o Test, on art-Centro de Arte Contemporânea. Com inauguração no Verão, o novo pólo criativo ocupará o armazém de Alcântara onde funciona a Gráfica Mirandela (Rua Rodrigues Faria), integrando um complexo de antigos edifícios industriais reconvertidos pela LX Factory para ateliers de arquitectos e artistas, escola de dança e restaurante. "O Test, on art será não só um espaço de experimentação e colaboração, como de produção e apresentação de arte", adianta ao DN o director do projecto, João Simões, arquitecto e artista plástico que há vários anos reside em Nova Iorque. Quando, no Verão de 2006, a empresa Lx Factory o desafiou a pensar no assunto, João Simões propôs que, "em vez de se começar já com exposições, se fizesse uma reunião de trabalho com comissários de vários países para definir ideias e projectos". Acabou por convidar 14 pessoas, que, por sua vez, vão envolver as suas redes de contactos em áreas tão diversas como as artes visuais, a performance, a música ou a edição. Os artistas Alexandre Estrela, Amy Granat, Emily Sundblad e Jutta Koether, os curadores Delfim Sardo, Miguel Wandschneider e Mathieu Copeland ou o músico e filósofo Henry Flynt são alguns dos comissários que, hoje e amanhã, se reúnem em Lisboa para gizar a programação a apresentar naqueles 3000 metros quadrados. Gerido por uma associação privada sem fins lucrativos, o Test, on art vai procurar patrocinadores para as suas iniciativas e ambiciona constituir uma colecção própria e lançar um projecto editorial (monolog). Amanhã, a partir das 21.00, será testada a abertura ao público, com uma conferência de Henry Flynt, projecção de filmes de Amy Granat e Emily Sundblad e performances sonoras de Granat, Sundblad, Juta Koether e The Flynts. A entrada é gratuita. "Não será uma galeria nem um espaço concorrente, mas um complemento ao que já existe em Lisboa", afirma o director, garantindo que o centro "estará aberto todos os dias e foi pensado para fazer parte da cidade". in DN Quote
JVS Posted February 29, 2008 Author Report Posted February 29, 2008 Novo pólo cultural nasce em Alcântara Espaço, a inaugurar no Verão, terá 14 curadores e é apresentado amanhã Com um orçamento anual de 400 mil euros e propostas de 14 comissários e artistas internacionais, vai nascer em Lisboa o Test, on art-Centro de Arte Contemporânea. Com inauguração no Verão, o novo pólo criativo ocupará o armazém de Alcântara onde funciona a Gráfica Mirandela (Rua Rodrigues Faria), integrando um complexo de antigos edifícios industriais reconvertidos pela LX Factory para ateliers de arquitectos e artistas, escola de dança e restaurante. "O Test, on art será não só um espaço de experimentação e colaboração, como de produção e apresentação de arte", adianta ao DN o director do projecto, João Simões, arquitecto e artista plástico que há vários anos reside em Nova Iorque. Quando, no Verão de 2006, a empresa Lx Factory o desafiou a pensar no assunto, João Simões propôs que, "em vez de se começar já com exposições, se fizesse uma reunião de trabalho com comissários de vários países para definir ideias e projectos". Acabou por convidar 14 pessoas, que, por sua vez, vão envolver as suas redes de contactos em áreas tão diversas como as artes visuais, a performance, a música ou a edição. Os artistas Alexandre Estrela, Amy Granat, Emily Sundblad e Jutta Koether, os curadores Delfim Sardo, Miguel Wandschneider e Mathieu Copeland ou o músico e filósofo Henry Flynt são alguns dos comissários que, hoje e amanhã, se reúnem em Lisboa para gizar a programação a apresentar naqueles 3000 metros quadrados. Gerido por uma associação privada sem fins lucrativos, o Test, on art vai procurar patrocinadores para as suas iniciativas e ambiciona constituir uma colecção própria e lançar um projecto editorial (monolog). Amanhã, a partir das 21.00, será testada a abertura ao público, com uma conferência de Henry Flynt, projecção de filmes de Amy Granat e Emily Sundblad e performances sonoras de Granat, Sundblad, Juta Koether e The Flynts. A entrada é gratuita. "Não será uma galeria nem um espaço concorrente, mas um complemento ao que já existe em Lisboa", afirma o director, garantindo que o centro "estará aberto todos os dias e foi pensado para fazer parte da cidade". in DN Quote
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