JVS Posted February 23, 2008 Report Posted February 23, 2008 http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/arquitectura1_1.gif http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Orquesta_Metrop_Lisboa.gif http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Orquesta_Metrop_Lisboa.gif http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Orquesta_Metrop_Lisboa_03.gif http-~~-//img.photobucket.com/albums/v26/Marco77/Projectos_maquetes/Orquesta_Metrop_Lisboa_01.gif in http://lx-projectos.blogspot.com/2006_09_01_archive.html PAISAGENS COMPLETADAS Na horizontal margem uma paisagem em mutação. O rio, a estrada o caminho de ferro, sublinham a condição radicalmente horizontal de aproximação. Os aviões e a ponte sobrevoam em estratos sobrepostos de contemporaneidades recentes um território marcado pela história e pelas sucessivas culturas edificadas. Um corpo vivo e radiante marca a sua singularidade na frente ribeirinha. A nova Casa da Música identifica-se à distância ocupando verticalmente uma plataforma de história - Torre de Belém, Jerónimos, Centro Cultural de Belém, Ponte 25 de Abril ...UM QUARTEIRÃO DE MÚSICA Um jardim concentrado, uma praça de acessos e circulações cruzadas, uma plataforma que reúne dois edifícios distintos numa nova unidade. Um quarteirão de complementaridades de uso, de cheios e vazios, de ruídos e silêncios, de cheiros e perfumes, de diversidades e afinidades. Um quarteirão autónomo e unitário, um "centro" do mundo da música, que alberga uma comunidade aberta e receptiva na partilha de uma cultura comum.IDENTIDADE A identidade anuncia-se e reconhece-se na dualidade do edifício existente da Standard Eléctrica e do novo volume monolítico, corpos distintos ciosos das suas autonomias. À geometria rectilínea transparente e permeável do corpo da escola contrapõe-se o novo volume compacto, "metálico", vibrante como uma enorme caixa de ressonância introvertida, misteriosa e intensa. Dois momentos de vibração diferentes participando da mesma unidade, perscrutando-se, reagindo, coabitando em base comum de espaços intersticiais de passar ou habitar; praça, jardim, bosque secreto de perfumes, ruídos e silêncios. Entre eles gravita e cresce a escola como um todo funcional, que se liga eficazmente a dois níveis.A CAIXA DE MÚSICA A pele do novo monolito pulsando entre opacidade e transparência envolve e projecta a verdadeira caixa de música. As estruturas escondidas e a sua construção devem ser organizadas de modo a dotar o coração do edifício de tensão e vibração interior. É assim que os violinos se fazem. Eles parecem corpos vivos da natureza. Esta caixa grandemente construída em madeira como um violino deve ser pormenorizada para optimizar cada tipo de performance musical. Pensa-se "habitar" a plateia e paredes, envolver as fontes musicais e em certas condições ver para além delas para o exterior, interiorizar o bosque secreto. À volta deste corpo interior instalam-se os foyers, generosamente abertos sobre o rio, ou os camarins, ou na cobertura os espaços da direcção e administração em torno de um jardim íntimo simultaneamente olhando o rio e as suas margens longínquas.BREVE DESCRIÇÃO DO PROJECTO O projecto começa por uma estratégia para o solo: unifica-se o quarteirão, garantindo um pavimento contínuo. Lajetas de pedra calcárea põem em evidência os "objectos" emergentes: o edifício da antiga Standard Eléctrica e o da nova sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Neste plano abstrato, emerge, para além dos dois edifícios, o bosque/jardim a construir na cabeceira do auditório. As três entidades surjem no interior de uma vedação subtil, enquanto, no exterior da mesma, aparecem as duas rampas de entrada para a cave. Ao nível subterrâneo, dotar-se-ão os dois edifícios de um espaço comum, destinado a estacionamento automóvel, com capacidade para 244 lugares. Esta cave terá entrada e saída independentes, directamente para a via pública. A tensão entre as duas construções, e a sua quase justaposição, permitem criar um espaço exterior, público, axialmente relacionado com a entrada da antiga FIL, e que tem correspondência na vasta Praça das Indústrias. Este espaço congrega as entradas de ambos os edifícios. No edifício da Standard Eléctrica, pretende-se recuperar a cave, todo o exterior da construção, e ainda o seu núcleo de acessos verticais, com a ligação subterrânea e aérea ao novo edifício. Melhorar-se-á o seu desempenho com esta nova valência, ao mesmo tempo que se substituirão os seus materiais de revestimento por outros, consentâneos com a actual função do edifício. Para as restantes áreas do edifício, definir-se-á futuramente uma estratégia de recuperação do seu interior, a executar faseadamente e em empreitadas distintas. No novo edifício, o piso térreo apresentará uma grande permeabilidade visual ao nível do peão, sob a imensa massa em pedra que constitui o volume geral do mesmo. A entrada faz-se a este nível, para um grande átrio, onde, dentro de caixas autonomizadas, se albergam os serviços básicos requeridos: bengaleiro, "luthier" e gabinetes de produção. Uma grande laje de betão, à cota mínima praticável, comprime este espaço e fá-lo escoar-se para a periferia, onde se situam os núcleos de comunicação verticais. No topo nascente, os acessos restritos de serviço, com ligação aos espaços de produção, apoio de palco, régie e camarins; no topo poente, os acessos de público com ligação, através de um piso de serviço, aos dois foyers. Sobre a laje referida, entre as áreas de público e as de serviço, no coração do edifício, situa-se o volume do auditório. Este assume-se e constrói-se como um corpo autónomo, uma caixa totalmente edificada em madeira, cuja plateia tem capacidade para 450 pessoas, cujo palco apresenta 330m2 de área, e que tem 12.5m de pé-direito livre. A organização espacial do edifício vive em grande parte das relações de diversas ordens que se estabelecem entre esta caixa e os espaços de público e de serviço, com interpenetrações de diversos tipos, a diferentes níveis e com funções distintas: entradas de público e de artistas, saídas de emergência, boca de palco, camarotes de público e técnico. Se, no topo Nascente do edifício, prevalece uma lógica mais pragmática, aproveitando-se ao máximo a volumetria disponível, e controlando os custos de construção, no topo Poente moldam-se os espaços em função de outros valores, privilegiando-se a relação com a luz, a vista da paisagem e uma apropriação quase táctil da física da construção, materializada no revestimento uniforme a pedra. No último nível do edifício situam-se as áreas de serviço de direcção e administração e o restaurante, com acessos respectivamente pelos topos Nascente e Poente do edifício. Ambas gozam de uma relação particular com a vista e com a luz de Sul/Poente, bem como com o pátio ajardinado que se constrói na cobertura, e têm dependências no piso imediatamente inferior, o quinto. A este nível, sobre o auditório, situa-se um semi-piso de valências técnicas. As áreas técnicas distribuem-se, de resto, pelas coberturas de ambos os edifícios, aproveitando-se para regularizar o terraço da antiga fábrica. in http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/artigo.php?ml=2&x=b10a1pt.xml http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_3.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_2.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_1.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura2_1.gif Quote
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Um corpo vivo e radiante marca a sua singularidade na frente ribeirinha. A nova Casa da Música identifica-se à distância ocupando verticalmente uma plataforma de história - Torre de Belém, Jerónimos, Centro Cultural de Belém, Ponte 25 de Abril ...UM QUARTEIRÃO DE MÚSICA Um jardim concentrado, uma praça de acessos e circulações cruzadas, uma plataforma que reúne dois edifícios distintos numa nova unidade. Um quarteirão de complementaridades de uso, de cheios e vazios, de ruídos e silêncios, de cheiros e perfumes, de diversidades e afinidades. Um quarteirão autónomo e unitário, um "centro" do mundo da música, que alberga uma comunidade aberta e receptiva na partilha de uma cultura comum.IDENTIDADE A identidade anuncia-se e reconhece-se na dualidade do edifício existente da Standard Eléctrica e do novo volume monolítico, corpos distintos ciosos das suas autonomias. À geometria rectilínea transparente e permeável do corpo da escola contrapõe-se o novo volume compacto, "metálico", vibrante como uma enorme caixa de ressonância introvertida, misteriosa e intensa. Dois momentos de vibração diferentes participando da mesma unidade, perscrutando-se, reagindo, coabitando em base comum de espaços intersticiais de passar ou habitar; praça, jardim, bosque secreto de perfumes, ruídos e silêncios. Entre eles gravita e cresce a escola como um todo funcional, que se liga eficazmente a dois níveis.A CAIXA DE MÚSICA A pele do novo monolito pulsando entre opacidade e transparência envolve e projecta a verdadeira caixa de música. As estruturas escondidas e a sua construção devem ser organizadas de modo a dotar o coração do edifício de tensão e vibração interior. É assim que os violinos se fazem. Eles parecem corpos vivos da natureza. Esta caixa grandemente construída em madeira como um violino deve ser pormenorizada para optimizar cada tipo de performance musical. Pensa-se "habitar" a plateia e paredes, envolver as fontes musicais e em certas condições ver para além delas para o exterior, interiorizar o bosque secreto. À volta deste corpo interior instalam-se os foyers, generosamente abertos sobre o rio, ou os camarins, ou na cobertura os espaços da direcção e administração em torno de um jardim íntimo simultaneamente olhando o rio e as suas margens longínquas.BREVE DESCRIÇÃO DO PROJECTO O projecto começa por uma estratégia para o solo: unifica-se o quarteirão, garantindo um pavimento contínuo. Lajetas de pedra calcárea põem em evidência os "objectos" emergentes: o edifício da antiga Standard Eléctrica e o da nova sala da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Neste plano abstrato, emerge, para além dos dois edifícios, o bosque/jardim a construir na cabeceira do auditório. As três entidades surjem no interior de uma vedação subtil, enquanto, no exterior da mesma, aparecem as duas rampas de entrada para a cave. Ao nível subterrâneo, dotar-se-ão os dois edifícios de um espaço comum, destinado a estacionamento automóvel, com capacidade para 244 lugares. Esta cave terá entrada e saída independentes, directamente para a via pública. A tensão entre as duas construções, e a sua quase justaposição, permitem criar um espaço exterior, público, axialmente relacionado com a entrada da antiga FIL, e que tem correspondência na vasta Praça das Indústrias. Este espaço congrega as entradas de ambos os edifícios. No edifício da Standard Eléctrica, pretende-se recuperar a cave, todo o exterior da construção, e ainda o seu núcleo de acessos verticais, com a ligação subterrânea e aérea ao novo edifício. Melhorar-se-á o seu desempenho com esta nova valência, ao mesmo tempo que se substituirão os seus materiais de revestimento por outros, consentâneos com a actual função do edifício. Para as restantes áreas do edifício, definir-se-á futuramente uma estratégia de recuperação do seu interior, a executar faseadamente e em empreitadas distintas. No novo edifício, o piso térreo apresentará uma grande permeabilidade visual ao nível do peão, sob a imensa massa em pedra que constitui o volume geral do mesmo. A entrada faz-se a este nível, para um grande átrio, onde, dentro de caixas autonomizadas, se albergam os serviços básicos requeridos: bengaleiro, "luthier" e gabinetes de produção. Uma grande laje de betão, à cota mínima praticável, comprime este espaço e fá-lo escoar-se para a periferia, onde se situam os núcleos de comunicação verticais. No topo nascente, os acessos restritos de serviço, com ligação aos espaços de produção, apoio de palco, régie e camarins; no topo poente, os acessos de público com ligação, através de um piso de serviço, aos dois foyers. Sobre a laje referida, entre as áreas de público e as de serviço, no coração do edifício, situa-se o volume do auditório. Este assume-se e constrói-se como um corpo autónomo, uma caixa totalmente edificada em madeira, cuja plateia tem capacidade para 450 pessoas, cujo palco apresenta 330m2 de área, e que tem 12.5m de pé-direito livre. A organização espacial do edifício vive em grande parte das relações de diversas ordens que se estabelecem entre esta caixa e os espaços de público e de serviço, com interpenetrações de diversos tipos, a diferentes níveis e com funções distintas: entradas de público e de artistas, saídas de emergência, boca de palco, camarotes de público e técnico. Se, no topo Nascente do edifício, prevalece uma lógica mais pragmática, aproveitando-se ao máximo a volumetria disponível, e controlando os custos de construção, no topo Poente moldam-se os espaços em função de outros valores, privilegiando-se a relação com a luz, a vista da paisagem e uma apropriação quase táctil da física da construção, materializada no revestimento uniforme a pedra. No último nível do edifício situam-se as áreas de serviço de direcção e administração e o restaurante, com acessos respectivamente pelos topos Nascente e Poente do edifício. Ambas gozam de uma relação particular com a vista e com a luz de Sul/Poente, bem como com o pátio ajardinado que se constrói na cobertura, e têm dependências no piso imediatamente inferior, o quinto. A este nível, sobre o auditório, situa-se um semi-piso de valências técnicas. As áreas técnicas distribuem-se, de resto, pelas coberturas de ambos os edifícios, aproveitando-se para regularizar o terraço da antiga fábrica. in http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/artigo.php?ml=2&x=b10a1pt.xml http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_3.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_2.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura3_1.gif http-~~-//ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/003/003/B10/imagens/arquitectura2_1.gif Quote
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