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Viseu tem ícones marcantes espalhados pelo tempo
Que a cidade de Viseu é uma urbe com História, já toda a gente sabe. Importante é saber algo mais, como por exemplo identificar os seus ex-libris arquitectónicos. Nada melhor, então, do que ouvir professores do Curso de Arquitectura da Universidade Católica, alunos, arquitectos e o cidadão comum.

"Para falar em ícones, temos de nos referir a vários períodos, nomeadamente ao antigo, em que a Sé e os seus Claustros são marcantes", começou por nos dizer Reis Cabrita, arquitecto e coordenador do Curso de Arquitectura da Universidade Católica - Pólo das Beiras, a propósito dos ex-libris arquitectónicos da cidade de Viseu.
Na transição de um edifício velho para um mais moderno (intervencionado), apontou o Museu Grão Vasco, cuja requalificação se deu pelas mãos do arquitecto Souto de Moura. Quanto à época moderna, referiu-se à Biblioteca Municipal, projecto com a assinatura de Manuel Tainha.
"Estou de acordo com as pessoas que dizem que a Zona Histórica de Viseu é uma unidade única", salientou o docente, apontando: "Para isso suceder, contudo, não pode ser alterada em nada, na vertente das casas, ruas e pracetas!"
Reis Cabrita frisou, nesse âmbito, que os espaços públicos são também importantes e considerados como ícones. Exemplo dado foi o Adro da Sé, que enquadra a Igreja da Misericórdia, o Museu Grão Vasco, a Casa do Adro e o Paço dos Cónegos, e os edifícios urbanos com que confina.

Inquéritos…

O professor e coordenador do Curso de Arquitectura da Universidade Católica Portuguesa mencionou ainda a Cava de Viriato, muito pela sua dimensão paisagística, a qual está a ser intervencionada pelo arquitecto Gonçalo Byrne.
Ainda sobre referências, avançou haver alguns com grandes possibilidades de darem uns bons ícones, como a Mata do Fontelo, se for bem aproveitada. "Pode ser um marco até a nível regional", especificou, assinalando exemplos negativos, como o edifício da Segurança Social, a que chamou "ícone discutível".
Questionado sobre a ligação da Faculdade com a sociedade (dita) civil, Reis Cabrita sublinhou que a afirmação do Curso de Arquitectura tem sido progressiva e lenta. "Estamos perante uma sociedade com características que justificam alguma desconfiança", explicou, referindo que já possui uma "certa aceitação".
Para o docente, "enquanto o Curso não se afirmar completamente, não poderemos avançar para outros voos mais importantes", frisou, revelando que têm sido assinados protocolos com empresas de construção civil, Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia.
A autarquia viseense é uma das entidades com quem o Curso estabeleceu um protocolo. A colaboração tem passado pela reabilitação das Termas de Alcafache, pela requalificação da Igreja de Ribafeita e pela reconversão da zona industrial, na saída para Abraveses.
"Este ano, estamos a trabalhar no polígono industrial, à saída para o Sátão e vamos começar a entrar noutras áreas, como a realização de inquéritos sociais a famílias que vivem na Zona Histórica", revelou.


in: http://www.diarioregional.pt/7627.htm

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