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Metro "ficou aquém das potencialidades"

CLÁUDIA ROCHA MONTEIRO, Almada


Metro "ficou aquém das potencialidades"

Autarquias dizem que está tudo a postos para segunda fase do metro Há seis meses que o Metro Sul do Tejo (MST) entrou em funcionamento. Um percurso de apenas quatro quilómetros, entre Corroios (Seixal) e Cova da Piedade (Almada), onde a adesão da população foi pouca mas a esperada. Dada a pequenez do trajecto e para motivar a população, o presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro, considera que este troço "deveria ter sido gratuito", mas a concessionária nunca colocou a hipótese de mexer nos tarifários (85 cêntimos o bilhete simples), que se manterão quando toda a primeira fase estiver concluída.

A concessionária - Metro Transportes do Sul - afiança que nunca se esperaram grandes enchentes do metro num troço tão pequeno, mas afirma que este trajecto cumpriu com os objectivos, pois "houve uma boa aceitação das pessoas à qualidade do equipamento e habituação dos peões e automobilistas".

Também a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, salienta que "o Governo sabia de antemão que este período experimental do MST ficaria aquém das suas potencialidades, que se demonstrarão já em Dezembro, com a ligação à Universidade do Monte de Caparica e à interface ferroviária do Pragal".

As Câmaras do Seixal e de Almada concordam que estes seis meses serviram sobretudo para testar o equipamento e para comprovar a qualidade do transporte. As autarquias reivindicam no entanto que se "continue a projectar o metro, levando-o à Costa de Caparica, ao Seixal e ao Barreiro", frisa José Gonçalves, vereador do urbanismo de Almada. Para Alfredo Monteiro "há condições para se lançar já os projectos para a segunda e terceira fases do Metro Sul do Tejo", ligação ao Fogueteiro e ao Barreiro.

Ainda assim, e apesar da aceitação da população, vários problemas continuam por resolver. Permanecem "os problemas da qualidade da obra, da manutenção da mesma e criação de interfaces de estacionamento", nota Alfredo Monteiro.

Também os comerciantes de Almada atribuem às obras do metro no centro da cidade grandes quebras nas vendas, que vão até 70%, e os moradores da Ramalha continuam a contestar o traçado.


in DN

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