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Fundação PLMJ escolheu o cimo da artéria para colocar a obra de arte
Quase 60 anos depois da última estátua ter sido colocada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, vai surgir a décima escultura que será instalada no jardim em frente ao edifício 224. A decisão foi ontem aprovada na reunião de câmara municipal, que aceitou a doação feita pela Fundação PLMJ, entidade criada pela sociedade de advogados da qual faz parte José Miguel Júdice.

Sou como Tu é o título da escultura de ferro negro da autoria de Rui Chafes (ver caixa) que a fundação ofereceu ao município. A peça está ainda a ser trabalhada no atelier do artista plástico, mas a polémica à volta da escultura já está instalada.

Luís Sáraga Leal, presidente da PLMJ, doou a peça à Câmara de Lisboa, mas impôs uma condição. A escultura de Rui Chafes terá de ficar frente à sede da fundação e na Zona Especial de Protecção e Valorização do Património Cultural da Avenida da Liberdade.

O presidente da autarquia António Costa solicitou o parecer da Direcção Municipal do Ambiente Urbano (DMAU), que sugeriu a zona sul do Parque Eduardo VII "dada a urgente necessidade de recuperar a área", na sequência das obras do túnel do Marquês. Mas, caso o autarca aceitasse esta proposta, a fundação retiraria a oferta. António Costa não teve, portanto, outra alternativa, senão sujeitar a proposta a votação na reunião pública da câmara, tendo obtido a aprovação dos vereadores socialistas e do vereador do Bloco de Esquerda José Sá Fernandes.

Margarida Saavedra, do PSD, ainda contestou a proposta, defendendo que a decisão poderá abrir "um precedente" entre futuros mecenas que decidam impor condições de cada vez que fizerem uma doação à cidade. Pedro Feist, vereador eleito pelo movimento Lisboa com Carmona censurou o facto de a autarquia "ter cedido" à Fundação PLMJ e considerou que a obra foi um "belo investimento para quem o ofereceu".

António Costa, porém, garantiu que a escultura "não é publicidade para a fundação" e que a DMAU nunca se pronunciou contra o local onde a escultura irá ficar, tendo apenas feito uma sugestão: "Não me choca este tipo de doações e, na verdade só espero que se multipliquem, porque é a cidade que ganha", defendeu o presidente da câmara, considerando "normal" que o doador tenha preferência pelo local.

No meio de tanta discórdia, chegou-se no entanto a um consenso: a autarquia não deverá aceitar tudo o que lhe oferecem e daí que António Costa tenha aceite a sugestão do vereador comunista, Ruben de Carvalho. "Concordo que a câmara designe uma comissão de estética para avaliar não só as ofertas dos mecenas ao município mas também toda a arte pública que se queira colocar na cidade", rematou o autarca, referindo-se a uma sugestão da bancada comunista.


in DN

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